Descentralização do exame LF-LAM para as UPAs e Hospitais

No dia 13 de abril de 2026, foi realizada, no laboratório de informática (LAB INFO) da OTICS, a atividade intitulada “Descentralização do exame LF-LAM para as UPAs e Hospitais”, organizada em dois períodos, manhã e tarde, com a participação de 10 profissionais em cada turno. O evento teve como público-alvo profissionais das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais da Área Programática 5.1, reunindo equipes estratégicas para o fortalecimento das ações de diagnóstico da tuberculose em contextos de maior vulnerabilidade clínica. A capacitação abordou a descentralização do teste LF-LAM (Lipoarabinomanana de fluxo lateral), uma importante ferramenta diagnóstica para tuberculose em pessoas vivendo com HIV, especialmente aquelas com imunossupressão avançada, caracterizada por contagem de CD4 inferior a 100–200 células/mm³. Durante o encontro, foram apresentadas orientações técnicas e operacionais para o correto envio de amostras ao laboratório da Policlínica Médica de Guaratiba (PMGSF), responsável pelo processamento do exame, visando garantir maior agilidade e efetividade no diagnóstico.

A atividade foi conduzida por Flavia Soto, bióloga do laboratório da Policlínica, e Ana Cristina, enfermeira da DAPS, que compartilharam conhecimentos teóricos e práticos com os participantes, promovendo a qualificação das equipes para a incorporação do teste em suas rotinas de trabalho. O principal objetivo do evento foi capacitar os profissionais para o fluxo adequado de solicitação e envio de amostras para realização do LF-LAM, contribuindo para a ampliação do acesso ao diagnóstico oportuno da tuberculose entre pacientes vivendo com HIV atendidos nas UPAs e hospitais da região.

 

A importância da iniciativa está diretamente relacionada à ampliação da oferta do exame LF-LAM na Área Programática 5.1, descentralizando o acesso ao diagnóstico e favorecendo a detecção precoce da tuberculose em populações mais vulneráveis. Essa estratégia contribui significativamente para a redução da morbimortalidade associada à coinfecção TB-HIV, além de fortalecer a rede de atenção à saúde por meio da integração entre os diferentes pontos de cuidado.

Fontes:

Ministério da Saúde. Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil.
Organização Mundial da Saúde (OMS). Guidelines for the use of LF-LAM assay for diagnosing active tuberculosis in people living with HIV.
Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Protocolos de Vigilância e Manejo da Tuberculose.

Atualização de Planilhas de Prevenção das Arboviroses

Agente de Vigilância em Saúde realiza atualização de planilhas de prevenção das arboviroses na OTICS Bangu

Na manhã do dia 13 de abril de 2026, na sala de apoio à gestão da OTICS Bangu, Cristina Gonçalves – Agente de Vigilância em Saúde (AVS), esteve dedicada ao preenchimento das planilhas de prevenção das arboviroses. A iniciativa teve como objetivo manter atualizada a planilha de monitoramento, ferramenta essencial para o planejamento das ações de vigilância e para o fortalecimento do plano de contingência no enfrentamento das arboviroses na área programática 5.1. Essa atividade reforça o compromisso da equipe de vigilância em saúde com a organização dos dados epidemiológicos e a eficiência das estratégias de prevenção, contribuindo para a proteção da saúde da população.

A Vigilância em Saúde Ambiental é um conjunto de ações e serviços que propiciam o conhecimento e a detecção de mudanças nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente que interferem na saúde humana. Ela tem a finalidade de recomendar e adotar medidas de promoção à saúde, prevenção e monitoramento dos fatores de riscos relacionados às doenças ou agravos à saúde.

As arboviroses são um grupo de doenças virais que são transmitidas principalmente por artrópodes, como mosquitos e carrapatos. A palavra “arbovirose” deriva de “arbovírus”, que significa “vírus transmitido por artrópodes”. Essas enfermidades podem causar uma variedade de sintomas, desde febre leve até complicações mais sérias, sendo algumas delas potencialmente fatais. Os principais vetores das arboviroses são os mosquitos, em particular, os gêneros Aedes, Culex, Anopheles e pelo inseto do gênero Orthobunyavirus. Eles se tornam portadores dos vírus ao picar uma pessoa infectada e, subsequentemente, passam o vírus para outras pessoas durante suas picadas.

Aedes aegypti: é o nome científico de um mosquito ou pernilongo cuja característica que o diferencia dos demais mosquitos é a presença de listras brancas no tronco, cabeça e pernas. É um mosquito doméstico, que vive dentro ou ao redor de domicílios ou de outros locais frequentados por pessoas, como estabelecimentos comerciais, escolas ou igrejas, por exemplo. Tem hábitos preferencialmente diurnos e alimenta-se de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer.

Saiba mais clicando aqui: https://saude.prefeitura.rio/vigilancia-saude/ambiental/

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/arboviroses

https://saude.prefeitura.rio/dengue-zika-e-chikungunya/

 

Saúde do Homem e da Pessoa Idosa

Na manhã do dia 13 de abril de 2026, na sala de apoio à gestão da OTICS Bangu, foi realizado um momento de trabalho técnico voltado ao fortalecimento das ações de acessibilidade comunicativa, bem como à atenção à saúde do homem e da pessoa idosa no território da AP 5.1. A atividade foi conduzida pelo profissional Elvis Ferreira, apoiador do RAP da Saúde, Saúde Integral da População Negra e Acessibilidade Comunicativa (DAPS/CAP 5.1), com foco no alinhamento de estratégias e na organização das práticas desenvolvidas nos serviços de saúde. O objetivo principal da atividade foi estruturar e alinhar ações voltadas à promoção da acessibilidade comunicativa nos serviços de saúde, com especial atenção à assistência à pessoa idosa. A iniciativa buscou fortalecer o planejamento das ações, garantindo a continuidade das atividades e a qualificação do cuidado ofertado à população.

A ação é fundamental para a promoção, prevenção e proteção da saúde, além de contribuir para a inclusão de pessoas surdas e de usuários com barreiras de comunicação no Sistema Único de Saúde (SUS). A ampliação da acessibilidade comunicativa promove um atendimento mais humano, acessível e equitativo, assegurando o direito à comunicação e à informação em saúde.

A atividade também reforça a importância do planejamento como estratégia para qualificar os processos de trabalho, fortalecer a continuidade da assistência e alinhar as práticas às diretrizes das políticas públicas de acessibilidade e equidade em saúde.

A ação reafirma o compromisso da Coordenação da Área Programática 5.1 (CAP 5.1) e da Rede OTICS Rio com a formação continuada dos profissionais de saúde e com o fortalecimento de uma comunicação acessível e inclusiva em toda a rede, promovendo cuidado integral e respeitando a diversidade da população atendida.

 

Fontes e referências
• Sistema Único de Saúde (SUS) – Princípios da universalidade, integralidade e equidade
• Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa
• Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência
• Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-Rio) – Diretrizes de Acessibilidade e Equidade em Saúde

Reunião de Equipe dos AVSs

OTICS Bangu sedia reunião de equipe dos Agentes de Vigilância em Saúde da AP 5.1

Na manhã do dia 10 de abril de 2026, a sala de tutoria da OTICS Bangu foi o espaço da reunião de equipe dos Agentes de Vigilância em Saúde (AVSs). O encontro contou com a participação de 8 profissionais da categoria e teve como objetivo avaliar os eventos da semana e planejar novas ações no território. A atividade foi conduzida por Viviana Canuto Menezes, Supervisora da Vigilância Ambiental da Área Programática (AP) 5.1, que reforçou a importância da integração da equipe para o fortalecimento das estratégias de vigilância no território. A iniciativa reafirma o compromisso da OTICS Bangu em oferecer suporte técnico e promover espaços de diálogo e organização das ações, contribuindo para o aprimoramento contínuo da saúde pública local.

A saúde ambiental é um eixo essencial da saúde pública, voltado a identificar e reduzir os impactos de fatores ambientais — naturais ou resultantes da atividade humana — sobre a saúde das pessoas. Esse campo integra conhecimento científico, formulação de políticas públicas e práticas sustentáveis, visando melhorar a qualidade de vida da população.

Coordenada pelo Ministério da Saúde, a Vigilância em Saúde Ambiental (VSA) compreende um conjunto de ações voltadas para identificar, avaliar e monitorar alterações nos fatores ambientais que possam afetar a saúde humana, fortalecendo a capacidade de resposta e a prevenção de agravos no território.

Também desenvolvem um conjunto de atividades para detectar mudanças no meio ambiente e que de certa forma interfere na saúde humana. A finalidade do profissional da vigilância ambiental é analisar, adotar e recomendar medidas para prevenir o agravo e o surgimento de doenças desenvolvidas no âmbito ambiental.  É igualmente responsável pelo tratamento, inspeção, eliminação de depósitos e busca de focos do mosquito da dengue.

 

Saiba mais clicando aqui: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/saude-ambiental

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Cerimônia do Jaleco

Cerimônia do Jaleco 1º Semestre de 2026 – OTICS Bangu / Policlínica Manoel Guilherme da Silveira Filho – AP 5.1

Na tarde de 10 de abril de 2026, o auditório da OTICS Bangu recebeu a Cerimônia do Jaleco dos estagiários do Curso Técnico em Análises Clínicas e acadêmicos de Biomedicina e biologia, acompanhados de seus familiares. O evento contou com a presença de cerca de 33 participantes e foi conduzido pela bióloga e responsável técnica do Laboratório da Policlínica Manoel Guilherme da Silveira Filho, Flávia Soto, preceptora dos estudantes. A Cerimônia do Jaleco é um rito simbólico e tradicional nos cursos da área da saúde, representando a passagem do estudante da teoria para a prática profissional. Nesse momento, o ato de um familiar vestir o jaleco no estudante marca o compromisso com a ética, o cuidado e a responsabilidade na atuação em saúde, reforçando valores como humanização, empatia e respeito à vida.

Flávia Soto, preceptora dos estudantes.

O objetivo da cerimônia é valorizar o papel social do futuro profissional da saúde, reconhecendo o esforço e a dedicação dos estudantes, além de aproximar as famílias do ambiente formativo, fortalecendo o sentido de pertencimento e de compromisso coletivo com o SUS e com a qualidade do cuidado prestado à população.

Estagiários do Curso Técnico em Análises Clínicas e acadêmicos de Biomedicina e Biologia: Karina Helen da Silva; Melissa Mineiro; Monyque Almeida; Maria Eduarda Oliveira; Renata Helena Silva; Julyana Costa Medeiros; Francine Theodoro; Elisangela Vieira e Gleyce Souza dos Santos.

A importância desse evento vai além do simbolismo: trata-se de um momento de reflexão sobre o papel ético e científico dos profissionais de saúde, estimulando a formação de trabalhadores conscientes de sua missão social e preparados para atuar com excelência e sensibilidade nos serviços públicos de saúde.

A iniciativa reforça o compromisso da Coordenação de Área Programática 5.1 (CAP 5.1) e da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-Rio) com a formação técnica e científica de qualidade, apoiando a integração ensino-serviço e o desenvolvimento de práticas que contribuam para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

👏 Parabenizamos todos os estudantes pela conquista e pela dedicação demonstrada ao longo de sua trajetória acadêmica. Que esta nova etapa seja marcada por aprendizado, ética e compromisso com o cuidado integral em saúde. O jaleco branco simboliza não apenas o início da prática profissional, mas também a responsabilidade e o orgulho de servir à sociedade com competência e humanidade.

Fontes:

  • Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-Rio)

  • Coordenação de Área Programática 5.1 (CAP 5.1)

  • Rede OTICS-Rio

  • Policlínica Manoel Guilherme da Silveira Filho

  • Ministério da Saúde – Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos da Área da Saúde

📍 Assessoria de Comunicação – CAP 5.1 / Rede OTICS-Rio

Conclusão do Treinamento de Planejamento Reprodutivo com foco na Inserção de DIU e Implante Subdérmico

Dia 09 de abril de 2026 – Terceiro dia (Atividade Prática)

No dia 09 de abril de 2026, das 8h às 17h, o Treinamento de Planejamento Reprodutivo foi concluído com a realização do módulo prático, no auditório da OTICS Bangu, com apoio do laboratório de informática. Neste último dia, os profissionais participantes puderam vivenciar, de forma prática, os conteúdos abordados ao longo da capacitação. A atividade prática foi realizada com o uso de simuladores ginecológicos e modelos anatômicos (treinadores de habilidades), possibilitando o treinamento das técnicas de inserção do DIU e do implante subdérmico em ambiente seguro e controlado. Essa metodologia contribui para o desenvolvimento de habilidades técnicas, aumento da segurança profissional e qualificação da assistência prestada à população.

O momento prático é fundamental para consolidar o aprendizado teórico, permitindo que os profissionais aprimorem suas competências e estejam mais preparados para ofertar o serviço de forma qualificada nas unidades de saúde.

A capacitação foi coordenada por Vanessa Henriques, Responsável Técnica de Enfermagem da CAP 5.1, e Priscila Mafra, Responsável Técnica de Medicina da CAP 5.1, reafirmando o compromisso com a educação permanente em saúde e com a qualificação contínua dos profissionais da rede.

Segundo dia do Treinamento de Planejamento Reprodutivo com foco na Inserção de DIU e Implante Subdérmico

Dia 08 de abril de 2026 – Segundo dia (Aprofundamento Teórico)

No dia 08 de abril de 2026, das 8h às 17h, no auditório da OTICS Bangu, foi realizado o segundo dia do Treinamento de Planejamento Reprodutivo com foco na inserção de DIU e implante subdérmico, dando continuidade ao processo formativo dos profissionais da CAP 5.1. Neste segundo momento, os conteúdos teóricos foram aprofundados, com ênfase nas técnicas de inserção dos métodos, manejo de possíveis intercorrências, acompanhamento dos usuários e qualificação do aconselhamento em saúde. Também foram discutidos fluxos assistenciais, organização do processo de trabalho e ampliação do acesso aos métodos contraceptivos nas unidades de saúde.

Palestrante Vanessa Henriques, Responsável Técnica de Enfermagem da CAP 5.1.

A continuidade da formação reforça o objetivo de capacitar os profissionais para uma atuação segura, ética e resolutiva, promovendo a ampliação da oferta de métodos contraceptivos e garantindo o direito ao planejamento reprodutivo.

Palestrante Priscila Mafra, Responsável Técnica de Medicina da CAP 5.1.

A importância da ação está diretamente relacionada à qualificação do cuidado e à consolidação de práticas baseadas nas políticas públicas de saúde, fortalecendo o papel da Atenção Primária como ordenadora do cuidado e promotora da saúde integral.

Fontes e referências

Ministério da Saúde – Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher
Ministério da Saúde – Caderno de Atenção Básica: Planejamento Reprodutivo
Organização Mundial da Saúde – Diretrizes sobre métodos contraceptivos e planejamento familiar
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia – Recomendações para uso de LARC (DIU e implante)
• Sistema Único de Saúde (SUS) – Princípios da universalidade, integralidade e equidade

Oficina de Territorialização do CMS Dr. Eithel Pinheiro – AP 5.1.

No dia 08 de abril de 2026, no turno da manhã, a sala de tutoria da OTICS Bangu sediou o 2° encontro da Oficina de Territorialização com os profissionais do CMS Dr. Eithel Pinheiro – AP 5.1. A atividade teve como objetivo ajustes do território da unidade, como também o início da delineação das microáreas, etapa fundamental para o fortalecimento do processo de territorialização e organização do trabalho das equipes de Atenção Primária à Saúde. A definição adequada das microáreas contribui para o planejamento das ações, qualificação do acompanhamento das famílias e maior precisão na identificação das necessidades de saúde do território.

Participaram da oficina Fátima Carneiro (Gerente da OTICS Bangu), Victor Lins (Assistente Administrativo da OTICS Bangu), Geise Lima (Gerente Técnica da Unidade), os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) Michelle Ferreira, Luis Claudio, Daniela Regina, Valeska Vasconcellos, Cintia Gomes, Raiane Azevedo, Paula Serpa, além de Alexsandra Barroso Clarim, responsável pelo Geoprocessamento da DICA – CAP 5.1.

O encontro reforça a importância do trabalho integrado entre gestão, equipe técnica e profissionais do território, utilizando ferramentas de geoprocessamento e análise territorial para aprimorar a organização das áreas de abrangência e garantir maior efetividade nas ações de promoção, prevenção e cuidado em saúde na AP 5.1.

Geoprocessamento é um procedimento integrante do Sistema de Informações Geográficas (SIGs) e baseia-se em selecionar e trabalhar em torno de imagens de satélite e fotografias aéreas para a produção de mapas e representações cartográficas em geral.

 

Como a estratégia de Saúde da Família (ESF) é um conjunto de ações dirigidas à população de territórios delimitados, as chamadas microáreas, pelas quais a ESF assume a responsabilidade sanitária, apresentamos a utilização da ferramenta do Google Earth Pro como uma possibilidade para o georreferenciamento em saúde às mãos dos profissionais da saúde. Delimitar as microáreas. Trabalhamos com base do IPP – Instituto Pereira Passos (Onde Ser Atendido), Plataforma Google Earth Pro, Malha Setores Censitários.

O objetivo do trabalho é a delineação das microáreas dos territórios da Atenção Básica à Saúde, que é um processo social e político importante para a realização dos princípios constitucionais do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, esse processo é importante para identificação das necessidades de saúde da população, planejamento e ações de saúde, contemplando uma assistência com integralidade, um dos princípios mais importantes do SUS.

Link para download do Google Earth Pro

Busque aqui a unidade mais próximaprefeitura.rio/ondeseratendido

Treinamento de Planejamento Reprodutivo com foco na Inserção de DIU e Implante Subdérmico

Dia 07 de abril de 2026 – Primeiro dia (Módulo Teórico)

No dia 07 de abril de 2026, das 8h às 17h, teve início, no auditório da OTICS Bangu, o Treinamento de Planejamento Reprodutivo com foco na inserção de DIU e implante subdérmico, voltado para enfermeiros e médicos da CAP 5.1. A atividade reuniu aproximadamente 40 profissionais da Atenção Primária, com o objetivo de fortalecer a qualificação técnica das equipes no cuidado à saúde sexual e reprodutiva. O primeiro dia foi dedicado ao conteúdo teórico, abordando os principais aspectos do planejamento reprodutivo, incluindo diretrizes clínicas, critérios de elegibilidade, aconselhamento, métodos contraceptivos de longa duração (LARC), como o dispositivo intrauterino (DIU) e o implante subdérmico (Implanon), além de aspectos éticos e legais relacionados ao cuidado.

O objetivo do treinamento é habilitar enfermeiros e médicos para a realização qualificada da consulta de planejamento reprodutivo, ampliando o acesso da população a métodos contraceptivos seguros, eficazes e de longa duração. A formação é coordenada por Vanessa Henriques, Responsável Técnica de Enfermagem da CAP 5.1, e Priscila Mafra, Responsável Técnica de Medicina da CAP 5.1.

A iniciativa é de grande importância para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, contribuindo para a autonomia dos usuários, a redução de gestações não planejadas e a promoção de um cuidado integral, equitativo e baseado em evidências científicas.

Fontes e referências

Ministério da Saúde – Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher
Ministério da Saúde – Caderno de Atenção Básica: Planejamento Reprodutivo
Organização Mundial da Saúde – Diretrizes sobre métodos contraceptivos e planejamento familiar
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia – Recomendações para uso de LARC (DIU e implante)
• Sistema Único de Saúde (SUS) – Princípios da universalidade, integralidade e equidade

Equipe de Acessibilidade Comunicativa

No dia 02 de abril de 2026, na Sala de Apoio à Gestão da OTICS Bangu, os profissionais Elvis Ferreira e Jaqueline Nascimento, apoiadores do RAP da Saúde, Saúde Integral da População Negra e Acessibilidade Comunicativa – DAPS/CAP 5.1, estiveram reunidos em mais um momento de organização do processo de trabalho. Durante o encontro, a equipe realizou a atualização de planilha do idoso e da população negra, além do levantamento dos atendimentos de pessoas surdas e do registro atualizado desses atendimentos, atividades essenciais para qualificar o acompanhamento e fortalecer os fluxos de comunicação inclusiva nas unidades de saúde. A iniciativa reforça o compromisso com a acessibilidade comunicativa, a inclusão e a equidade racial em saúde, contribuindo diretamente para a ampliação do acesso e para a melhoria do cuidado às populações que demandam estratégias específicas de acolhimento. A ação também evidencia o papel da OTICS Bangu como espaço de apoio às equipes e de promoção de práticas que valorizam a diversidade e garantem um atendimento mais justo e humanizado.

Em 26 de dezembro de 2022, é aprovada e sancionada no município do Rio de Janeiro a Lei 7.749/22, Lei Lenora Mendes Louro, que institui o Programa Municipal de Saúde Integral da População Negra Carioca. O principal objetivo dessa lei é desenvolver, de forma integral, ações de promoção, prevenção, assistência e recuperação da saúde da população negra e dos afrodescendentes, em conformidade com a portaria do Ministério da Saúde n.º 992, de 13 de maio de 2009, que institui a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra – PNSIPN.

Em de 12 de julho de 2023, foi criado o Grupo de Trabalho Lenora Mendes Louro, da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, instituído pela Resolução 5860, de 12 de julho de 2023, um espaço coletivo participativo e democrático organizado, com a sociedade civil e o governo, que teve como atividades: – Estruturar a criação da instância/órgão técnico com representantes técnicos da SMS-Rio, sociedade civil e representantes da Câmara de Vereadores; – Elaborar plano de trabalho da instância/órgão baseado nas submetas e construção de indicadores para a melhoria dos resultados em saúde da população negra com acompanhamento do Comitê Técnico Municipal de Saúde da População Negra. Em fevereiro de 2024, foi publicada a Resolução n.º 6028, de fevereiro de 2024, que instituiu o Grupo Gestor Especial de Saúde da População Negra. Esse grupo de trabalho é ligado ao Gabinete do Secretário Municipal de Saúde e responsável por implantar/ implementar de forma transversal o Programa Municipal de Saúde Integral da População Negra Carioca por todas as instâncias desta secretaria, além de contribuir de maneira intersetorial com outros órgãos da Prefeitura do Rio na construção de políticas públicas mais equânimes.

A PNSIPN é um compromisso firmado pelo Ministério da Saúde no combate às desigualdades no Sistema Único de Saúde (SUS) e na promoção da saúde da população negra de forma integral, considerando que as iniquidades em saúde são resultados de injustos processos socioeconômicos e culturais – em destaque, o vigente racismo – que corroboram com a morbimortalidade das populações negras brasileiras. Para implementar a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, é necessário que gestores, movimentos sociais, conselheiros e profissionais do SUS trabalhem em prol da melhoria das condições de saúde da população negra, a partir da compreensão de suas vulnerabilidades e do reconhecimento do racismo como determinante social em saúde.

Com vistas à promoção da equidade em saúde e orientado pelos princípios e diretrizes da integralidade, equidade, universalidade e participação social, em consonância com o Pacto pela Saúde e a Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa no SUS (ParticipaSUS), o Ministério da Saúde instituiu, em 2009, a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), por meio da Portaria GM/MS nº 992, de 13 de maio de 2009 (ver Anexo B).
A partir da publicação dessa Política, o Ministério da Saúde reconhece e assume a necessidade da instituição de mecanismos de promoção da saúde integral da população negra e do enfrentamento ao racismo institucional no SUS, com vistas à superação das barreiras estruturais e cotidianas que incide negativamente nos indicadores de saúde dessa população – precocidade dos óbitos, altas taxas de mortalidade materna e infantil, maior prevalência de doenças crônicas e infecciosas e altos índices de violência. A Política também reafirma as responsabilidades de cada esfera de gestão do SUS – governo federal, estadual e municipal – na efetivação das ações e na articulação com outros setores do governo e da sociedade civil, para garantir o acesso da população negra a ações e serviços de saúde, de forma oportuna e humanizada, contribuindo para a melhoria das condições de saúde desta população e para redução das iniquidades
de raça/cor, gênero, identidade de gênero, orientação sexual, geracionais e de classe.

 

Saiba mais clicando aqui: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_saude_populacao_negra_3d.pdf

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/SUS_bracos_abertos_saude_populcao_negra.pdf

https://saude.prefeitura.rio/populacao-negra/