Planejamento integrado fortalece o cuidado à Pessoa Idosa e a Saúde do Homem

Planejamento de ações fortalece o cuidado integral à pessoa idosa e a saúde do homem na AP 5.1

No dia 22 de setembro de 2026, a OTICS Bangu sediou, na Sala de Tutoria, a reunião “Planejamento de Ações em Saúde: Mês da Pessoa Idosa (Outubro) e Valorização da Paternidade (Novembro)”. A atividade foi realizada de forma híbrida e contou, presencialmente, com a participação de Elvis Ferreira, apoiador da Saúde Integral da População Negra, Saúde do Homem e da Pessoa Idosa e da Acessibilidade Comunicativa (DAPS/CAP 5.1), reunindo apoiadores técnicos da Saúde do Homem e da Pessoa Idosa. O encontro teve como objetivo alinhar as equipes e organizar metas, ações e fluxos de atendimento para as atividades previstas para os meses de outubro e novembro, fortalecendo a atenção integral à pessoa idosa e ampliando as estratégias de cuidado voltadas à saúde dos homens e à paternidade. Durante a reunião, foram discutidos o cronograma e a logística das ações do Mês da Pessoa Idosa, incluindo a distribuição da Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa, a atualização da situação vacinal, a realização da avaliação multidimensional e o planejamento de consultas subsequentes. Também foi abordada a implementação da proposta do circuito terapêutico, como estratégia para qualificar as ações de cuidado e promoção da saúde da população idosa.

A Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa, disponibilizada pelo Ministério da Saúde, é um instrumento que contribui para o acompanhamento longitudinal e a qualificação da atenção integral, reunindo informações sobre condições de saúde, hábitos de vida, vacinação, vulnerabilidades e orientações para o autocuidado. A atualização da vacinação também representa uma importante medida de prevenção de doenças, complicações e hospitalizações entre pessoas com 60 anos ou mais. No planejamento das ações para novembro, foram discutidas estratégias relacionadas à valorização da paternidade e ao fortalecimento do Pré-Natal do Parceiro, com atenção especial à melhoria dos indicadores. A proposta busca ampliar a participação dos homens no cuidado durante a gestação, bem como utilizar esse momento como oportunidade para promoção da saúde, atualização vacinal, prevenção de agravos, realização de testes e acompanhamento das condições de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, a participação do parceiro no pré-natal contribui para ampliar o acesso dos homens aos serviços do SUS e fortalecer os vínculos familiares.

Outro ponto importante do encontro foi o alinhamento sobre a superação do foco exclusivo no rastreamento do câncer de próstata, reforçando uma abordagem mais ampla da saúde do homem. O Ministério da Saúde e o INCA não recomendam o rastreamento populacional do câncer de próstata em homens assintomáticos, orientando que eventuais decisões sobre exames sejam discutidas individualmente entre profissional de saúde e usuário, considerando riscos, benefícios e características clínicas. Dessa forma, as ações de saúde do homem devem contemplar uma perspectiva integral, incluindo promoção da saúde, prevenção de agravos, saúde sexual e reprodutiva, paternidade e cuidado. A atividade foi conduzida pela Equipe da Gerência da Saúde do Homem e da Pessoa Idosa e reforçou a importância do planejamento integrado entre os profissionais para qualificar os processos de trabalho e organizar ações alinhadas às necessidades da população do território. O encontro contribui, assim, para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, da promoção do envelhecimento saudável e da ampliação do acesso dos homens às ações de cuidado, prevenção e promoção da saúde no SUS.

Fontes

Construção do Treinamento “Saúde da Pessoa Idosa na APS: VES-13”

OTICS Bangu participa da construção do treinamento “Saúde da Pessoa Idosa na APS: VES-13”

No dia 16 de setembro de 2026, a Sala de Apoio à Gestão da OTICS Bangu foi espaço para a construção e organização do treinamento “Saúde da Pessoa Idosa na APS: VES-13”, que será destinado aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) da AP 5.1. A atividade de preparação contou com a participação de Elvis Ferreira, Apoiador Técnico da Saúde do Homem e da Pessoa Idosa, que esteve envolvido na elaboração do treinamento, contribuindo para a organização dos conteúdos e das estratégias que serão utilizadas durante a capacitação. O treinamento será realizado nos dias 06 e 20 de outubro de 2026, a partir das 13h30, no Auditório da OTICS Bangu, com previsão de 45 participantes, tendo como público-alvo os Agentes Comunitários de Saúde. A capacitação será conduzida por Jaqueline Nascimento e Elvis Ferreira, Apoiadores Técnicos da Saúde do Homem e da Pessoa Idosa, e tem como principal objetivo o fortalecimento das ações de cuidado integral à pessoa idosa no território.

VES-13 e o cuidado à pessoa idosa na Atenção Primária

O VES-13 (Vulnerable Elders Survey-13) é um instrumento utilizado para identificar pessoas idosas em situação de maior vulnerabilidade, considerando aspectos como idade, autopercepção da saúde, limitações físicas e incapacidades. O Ministério da Saúde apresenta o VES-13 em seus materiais relacionados à identificação da pessoa idosa vulnerável.

Na Atenção Primária à Saúde, instrumentos de avaliação da vulnerabilidade podem contribuir para o reconhecimento das necessidades da população idosa e para o planejamento do cuidado, fortalecendo o acompanhamento realizado pelas equipes de saúde.

Nesse contexto, a participação dos Agentes Comunitários de Saúde é especialmente relevante, considerando sua atuação próxima às famílias e sua inserção cotidiana no território. A capacitação busca ampliar conhecimentos e fortalecer práticas que contribuam para a identificação das necessidades das pessoas idosas e para a articulação do cuidado junto às equipes de saúde.

Educação Permanente em Saúde

A construção do treinamento representa mais uma iniciativa voltada à Educação Permanente em Saúde, fortalecendo a qualificação dos profissionais que atuam diretamente na Atenção Primária. A realização de espaços de formação e troca de conhecimentos contribui para o aprimoramento dos processos de trabalho e para o fortalecimento de uma assistência cada vez mais qualificada, integral e humanizada à população idosa da AP 5.1.

A OTICS Bangu reafirma, assim, seu compromisso com o apoio às ações de formação, capacitação e Educação Permanente, contribuindo para o desenvolvimento dos profissionais e para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no território.

 

 

Fontes

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual para utilização da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa. Brasília: Ministério da Saúde. Material que apresenta o VES-13 como instrumento para identificação da pessoa idosa vulnerável.
Manual para utilização da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa – Ministério da Saúde

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde da Pessoa Idosa. Informações oficiais sobre avaliação multidimensional, vulnerabilidades e organização do cuidado à pessoa idosa no SUS.
Saúde da Pessoa Idosa – Ministério da Saúde

BRASIL. Ministério da Saúde. Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa. Publicação atualizada em 2026, com orientações para acompanhamento e identificação de vulnerabilidades da pessoa idosa.
Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa – Ministério da Saúde

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.528, de 19 de outubro de 2006. Aprova a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa.
Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa – Ministério da Saúde

OTICS Bangu Promove Capacitação sobre Ostomia

Treinamento fortalece cuidado à pessoa com ostomia

Capacitação reuniu 35 profissionais de Enfermagem da AP 5.1 para atualização sobre acolhimento, fluxos de atendimento e técnicas de cuidado.

Na tarde desta quinta-feira, 20 de agosto de 2026, a OTICS Bangu recebeu o Treinamento em Ostomia, realizado em parceria com a empresa Convatec. A atividade aconteceu das 14h às 16h30, no auditório, e contou com a participação de 40 profissionais, entre enfermeiros das unidades da Clínica da Família (CF) da AP 5.1 e profissionais do Polo de Ostomia do CER III PMGSF. A capacitação foi conduzida por Juciléia Medeiros Ribeiro, enfermeira e coordenadora do CER III PMGSF, com participação da equipe responsável pelo cuidado às pessoas com ostomia. O encontro teve como principal objetivo capacitar os profissionais para qualificar a assistência às pessoas com ostomia, fortalecendo conhecimentos técnicos e a organização do cuidado na rede.

Durante o treinamento, foram abordados o fluxo de acolhimento das pessoas ostomizadas e as principais técnicas utilizadas no atendimento e acompanhamento desses pacientes. A capacitação proporcionou um espaço de atualização e troca de experiências, contribuindo para que os profissionais ampliem seus conhecimentos sobre o cuidado e estejam mais preparados para orientar os usuários e identificar suas necessidades ao longo do acompanhamento. O cuidado à pessoa com estomia deve considerar aspectos clínicos, funcionais, emocionais e sociais, com atenção à autonomia e ao desenvolvimento do autocuidado. O Ministério da Saúde destaca a importância da orientação para o autocuidado, da prevenção de complicações e da capacitação permanente dos profissionais envolvidos nessa assistência.

A capacitação também contribui para fortalecer a articulação entre a Atenção Primária à Saúde e a Atenção Especializada, favorecendo a organização dos fluxos de atendimento e a continuidade do cuidado às pessoas com ostomia. De acordo com o Ministério da Saúde, os Serviços de Atenção à Saúde das Pessoas Ostomizadas devem garantir acompanhamento especializado, incluindo a prescrição, o fornecimento e a adequação de equipamentos coletores e adjuvantes de proteção e segurança, conforme as necessidades individuais de cada paciente. Nesse contexto, a qualificação dos profissionais é fundamental para ampliar a capacidade de acolhimento e acompanhamento nos diferentes pontos da rede, promovendo um cuidado integral, humanizado e articulado.

A realização do treinamento na OTICS Bangu reforça o papel do espaço como ambiente de educação permanente, atualização profissional e integração entre os serviços de saúde, contribuindo para o aprimoramento das práticas assistenciais e para a qualificação do atendimento oferecido à população da AP 5.1.

Fontes oficiais

Ministério da Saúde – Guia de Atenção à Saúde da Pessoa com Estomia
Guia de Atenção à Saúde da Pessoa com Estomia

Ministério da Saúde – Saúde da Pessoa com Deficiência: Perguntas Frequentes
Perguntas Frequentes – Saúde da Pessoa com Deficiência

Ministério da Saúde – Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência
Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência

Conselho Federal de Enfermagem – Guia de Atenção à Saúde da Pessoa com Estomia
Guia de Atenção à Saúde da Pessoa com Estomia – Cofen

Saúde da Pessoa Idosa AP 5.1

Processo de Trabalho da Saúde da Pessoa Idosa é desenvolvido na OTICS Rio Bangu

No dia 23 de julho de 2026, nos períodos da manhã e da tarde, foi realizada, na Sala de Apoio à Gestão da OTICS Rio Bangu, uma atividade técnica voltada ao fortalecimento do Processo de Trabalho em Saúde da Pessoa Idosa, conduzida por Jaqueline Nascimento, apoiadora da Saúde do Homem e da Pessoa Idosa, Saúde Integral da População Negra e Acessibilidade Comunicativa (DAPS/CAP 5.1).

Durante a atividade foram desenvolvidas ações estratégicas de planejamento e monitoramento das políticas públicas direcionadas à população idosa da Área Programática 5.1. Entre as atividades executadas destacaram-se o levantamento das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) existentes no território, a elaboração de relatório de visita técnica, o diagnóstico das ações desenvolvidas ao longo de 2026 e o planejamento das atividades para o segundo semestre de 2026, visando ao fortalecimento da assistência e à qualificação das ações de promoção, prevenção e cuidado integral à pessoa idosa.

O encontro permitiu consolidar informações relevantes para o acompanhamento das ações da rede de atenção, subsidiando o planejamento estratégico da gestão e contribuindo para a organização dos processos de trabalho voltados à atenção integral à saúde da pessoa idosa. O levantamento das ILPIs e a sistematização das informações provenientes das visitas técnicas fortalecem a vigilância, o monitoramento e a articulação intersetorial, favorecendo a implementação de ações baseadas nas necessidades identificadas no território.

 

 

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa. Portaria nº 2.528, de 19 de outubro de 2006. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.

BRASIL. Ministério da Saúde. Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa. Brasília: Ministério da Saúde, edição vigente.

BRASIL. Ministério da Saúde. Caderno de Atenção Básica nº 19 – Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa. Brasília: Ministério da Saúde.

Planejamento de Ações de Promoção da Saúde do Homem na AP 5.1

Planejamento fortalece ações de promoção da Saúde do Homem na AP 5.1

Na manhã do dia 22 de junho de 2026, no laboratório de informática da OTICS Bangu, foi realizado um momento de trabalho técnico voltado ao fortalecimento das ações de Saúde do Homem no território da AP 5.1. A atividade foi conduzida pelo profissional Elvis Ferreira, apoiador do RAP da Saúde e Saúde Integral da População Negra (DAPS/CAP 5.1), com foco no alinhamento de estratégias e na organização das práticas desenvolvidas nos serviços de saúde. O objetivo principal da atividade foi planejar e estruturar ações voltadas à promoção da saúde da população masculina, fortalecendo estratégias de prevenção de agravos, promoção da saúde e ampliação do acesso dos homens aos serviços da Atenção Primária à Saúde. A iniciativa também buscou qualificar o planejamento das equipes, contribuindo para a continuidade das ações e para a oferta de um cuidado integral, humanizado e resolutivo.

A Saúde do Homem é uma importante estratégia para reduzir a morbimortalidade masculina, estimular o autocuidado, ampliar o acesso aos serviços de saúde e incentivar a realização de ações preventivas, como vacinação, acompanhamento das doenças crônicas, promoção de hábitos saudáveis e rastreamento de fatores de risco. Essas diretrizes estão alinhadas à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, instituída pelo Ministério da Saúde, que busca facilitar e ampliar o acesso da população masculina às ações e aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

A atividade também reforça a importância do planejamento como ferramenta para qualificar os processos de trabalho, fortalecer a organização da assistência e promover ações de educação permanente voltadas às necessidades da população masculina no território.

 A ação reafirma o compromisso da Coordenação da Área Programática 5.1 (CAP 5.1) e da Rede OTICS Rio com a qualificação contínua dos profissionais de saúde e com o fortalecimento das políticas públicas voltadas à promoção da saúde, à prevenção de doenças e ao cuidado integral da população.

Equipe de Acessibilidade Comunicativa

Profissionais da Equipe de Acessibilidade Comunicativa realizam atividades de organização e registro de atendimentos na OTICS Bangu

No dia 18 de junho de 2026, turno da tarde, na Sala de Apoio à Gestão da OTICS Bangu, os profissionais Willian Inácio e Yasmin Guimarães de Azevedo, auxiliares administrativos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa (DAPS/CAP 5.1), juntamente com Elvis Ferreira, apoiador do RAP da Saúde, Saúde Integral da População Negra e Acessibilidade Comunicativa – DAPS/CAP 5.1 e Renata Reis, Fonoaudióloga do Centro Especializado em Reabilitação (CER) e mediadora do Curso de Libras, estiveram reunidos em mais um momento de organização do processo de trabalho. Durante o encontro, a equipe realizou a atualização de planilha do idoso e população negra, além do levantamento dos atendimentos de pessoas surdas e do registro atualizado desses atendimentos, atividades essenciais para qualificar o acompanhamento e fortalecer os fluxos de comunicação inclusiva nas unidades de saúde.

A iniciativa reforça o compromisso com a acessibilidade comunicativa, a inclusão e a equidade racial em saúde, contribuindo diretamente para a ampliação do acesso e para a melhoria do cuidado às populações que demandam estratégias específicas de acolhimento. A ação também evidencia o papel da OTICS Bangu como espaço de apoio às equipes e de promoção de práticas que valorizam a diversidade e garantem um atendimento mais justo e humanizado.

Em 26 de dezembro de 2022, é aprovada e sancionada no município do Rio de Janeiro a Lei 7.749/22, Lei Lenora Mendes Louro, que institui o Programa Municipal de Saúde Integral da População Negra Carioca. O principal objetivo dessa lei é desenvolver, de forma integral, ações de promoção, prevenção, assistência e recuperação da saúde da população negra e dos afrodescendentes, em conformidade com a portaria do Ministério da Saúde n.º 992, de 13 de maio de 2009, que institui a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra – PNSIPN.

Em de 12 de julho de 2023, foi criado o Grupo de Trabalho Lenora Mendes Louro, da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, instituído pela Resolução 5860, de 12 de julho de 2023, um espaço coletivo participativo e democrático organizado, com a sociedade civil e o governo, que teve como atividades: – Estruturar a criação da instância/órgão técnico com representantes técnicos da SMS-Rio, sociedade civil e representantes da Câmara de Vereadores; – Elaborar plano de trabalho da instância/órgão baseado nas submetas e construção de indicadores para a melhoria dos resultados em saúde da população negra com acompanhamento do Comitê Técnico Municipal de Saúde da População Negra. Em fevereiro de 2024, foi publicada a Resolução n.º 6028, de fevereiro de 2024, que instituiu o Grupo Gestor Especial de Saúde da População Negra. Esse grupo de trabalho é ligado ao Gabinete do Secretário Municipal de Saúde e responsável por implantar/ implementar de forma transversal o Programa Municipal de Saúde Integral da População Negra Carioca por todas as instâncias desta secretaria, além de contribuir de maneira intersetorial com outros órgãos da Prefeitura do Rio na construção de políticas públicas mais equânimes.

A PNSIPN é um compromisso firmado pelo Ministério da Saúde no combate às desigualdades no Sistema Único de Saúde (SUS) e na promoção da saúde da população negra de forma integral, considerando que as iniquidades em saúde são resultados de injustos processos socioeconômicos e culturais – em destaque, o vigente racismo – que corroboram com a morbimortalidade das populações negras brasileiras. Para implementar a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, é necessário que gestores, movimentos sociais, conselheiros e profissionais do SUS trabalhem em prol da melhoria das condições de saúde da população negra, a partir da compreensão de suas vulnerabilidades e do reconhecimento do racismo como determinante social em saúde.

Com vistas à promoção da equidade em saúde e orientado pelos princípios e diretrizes da integralidade, equidade, universalidade e participação social, em consonância com o Pacto pela Saúde e a Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa no SUS (ParticipaSUS), o Ministério da Saúde instituiu, em 2009, a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), por meio da Portaria GM/MS nº 992, de 13 de maio de 2009 (ver Anexo B).
A partir da publicação dessa Política, o Ministério da Saúde reconhece e assume a necessidade da instituição de mecanismos de promoção da saúde integral da população negra e do enfrentamento ao racismo institucional no SUS, com vistas à superação das barreiras estruturais e cotidianas que incide negativamente nos indicadores de saúde dessa população – precocidade dos óbitos, altas taxas de mortalidade materna e infantil, maior prevalência de doenças crônicas e infecciosas e altos índices de violência. A Política também reafirma as responsabilidades de cada esfera de gestão do SUS – governo federal, estadual e municipal – na efetivação das ações e na articulação com outros setores do governo e da sociedade civil, para garantir o acesso da população negra a ações e serviços de saúde, de forma oportuna e humanizada, contribuindo para a melhoria das condições de saúde desta população e para redução das iniquidades
de raça/cor, gênero, identidade de gênero, orientação sexual, geracionais e de classe.

 

Saiba mais clicando aqui:

 https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_saude_populacao_negra_3d.pdf

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/SUS_bracos_abertos_saude_populcao_negra.pdf

https://saude.prefeitura.rio/populacao-negra/

GT Redução de Iniquidades AP 5.1

GT Redução de Iniquidades promove planejamento de ações na AP 5.1

No dia 17 de junho de 2026, das 13h às 17h, foi realizado no laboratório de informática da OTICS o encontro do Grupo de Trabalho (GT) Redução de Iniquidades, reunindo 8 profissionais de saúde da Área Programática 5.1, integrantes do GT. A atividade teve como objetivo principal o planejamento de ações estratégicas voltadas à redução das iniquidades em saúde, com foco nas populações em situação de maior vulnerabilidade social do território. O encontro buscou alinhar propostas, identificar prioridades e fortalecer práticas intersetoriais capazes de promover maior equidade no acesso e na qualidade da atenção à saúde. A condução do encontro ficou a cargo de Jaqueline Nascimento, Verônica Alexandrino e Claudio Carvalho , que contribuíram com reflexões técnicas, troca de experiências e direcionamentos para a construção coletiva das ações do grupo.

A realização do GT Redução de Iniquidades é fundamental para o fortalecimento do princípio da equidade no Sistema Único de Saúde (SUS), reconhecendo que diferentes grupos populacionais demandam respostas específicas diante de desigualdades sociais, econômicas e territoriais. Espaços como este possibilitam o planejamento integrado, a qualificação das práticas profissionais e a construção de estratégias mais eficazes para a promoção da justiça social e da saúde integral.

A iniciativa reafirma o compromisso da OTICS e da rede de saúde da AP 5.1 com a construção de políticas e ações voltadas à redução das desigualdades e à garantia do cuidado integral e humanizado à população.

 

Fontes e referências:

As discussões e propostas do GT estão alinhadas com diretrizes e documentos oficiais, tais como:

  • Constituição Federal de 1988, que estabelece a saúde como direito de todos e dever do Estado;

  • Lei Orgânica da Saúde (Lei nº 8.080/1990), que define a equidade como um dos princípios do SUS;

  • Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS);

  • Política Nacional de Saúde Integral das Populações Vulnerabilizadas, do Ministério da Saúde;

  • Publicações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre determinantes sociais da saúde.

Construção de Oficina sobre Saúde Mental e Equidade Racial

No dia 17 de junho de 2026, das 9h às 12h, a Sala de Apoio à Gestão da OTICS Bangu sediou uma reunião técnica destinada ao planejamento de uma oficina integrada sobre Saúde Mental e Saúde Integral da População Negra. A atividade reuniu três participantes e foi conduzida por Jaqueline Nascimento e Elvis Ferreira, apoiadores da Saúde Integral da População Negra da DAPS/CAP 5.1, e Claudio Carvalho, enfermeiro e apoiador da Saúde Mental da DAPS/CAP 5.1.

O encontro teve como objetivo discutir a organização e a construção de uma oficina que abordará de forma articulada os temas da saúde mental e da saúde integral da população negra, promovendo reflexões sobre equidade, cuidado integral, determinantes sociais da saúde e enfrentamento das desigualdades que impactam o acesso e a qualidade da assistência prestada à população.

Durante a reunião, foram debatidas propostas metodológicas, conteúdos programáticos e estratégias de desenvolvimento da atividade, visando a construção de um espaço de aprendizado e troca de experiências que contribua para a qualificação das práticas profissionais e para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à promoção da equidade em saúde.

A integração entre a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e as ações de Saúde Mental representa uma importante estratégia para ampliar o olhar sobre os fatores sociais, culturais e institucionais que influenciam o processo saúde-doença. Dessa forma, a futura oficina buscará fortalecer práticas de cuidado mais inclusivas, humanizadas e alinhadas aos princípios da universalidade, integralidade e equidade do Sistema Único de Saúde (SUS).

Fontes:

Qualificação do Banco de SINAN de Sífilis Congênita

Neste dia, 10 de junho de 2026, das 8h às 17h, o laboratório de informática da OTICS Bangu sediou a atividade de “Qualificação do Banco de SINAN de Sífilis Congênita”, realizada com apoio da SES, SMS-RJ e CAP 5.1. O encontro reuniu oito participantes em um momento técnico voltado ao fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica e qualificação dos registros relacionados à sífilis congênita no território. A atividade foi conduzida por Adelaide Mercês, enfermeira, Apoio Técnico de Reabilitação do DAPS – CAP 5.1.

O principal objetivo do encontro foi promover a qualificação do banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), com foco nos registros de sífilis congênita, visando aprimorar a consistência, completude e análise das notificações realizadas pelas equipes de saúde. Durante a atividade, foram discutidos aspectos relacionados à vigilância epidemiológica, acompanhamento dos casos e fortalecimento das estratégias de monitoramento da doença.

A qualificação dos bancos de dados em saúde é uma etapa fundamental para garantir informações mais precisas e confiáveis, subsidiando o planejamento de ações de prevenção, diagnóstico e tratamento, além de contribuir para o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da sífilis congênita no Sistema Único de Saúde (SUS).

A sífilis congênita permanece como importante problema de saúde pública no Brasil, sendo necessária a ampliação das estratégias de vigilância, diagnóstico precoce e tratamento adequado durante o pré-natal, com o objetivo de reduzir a transmissão vertical da doença e proteger a saúde materno-infantil.

A iniciativa reafirma o compromisso da OTICS Bangu, da CAP 5.1, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS-RJ) e da Secretaria Estadual de Saúde (SES-RJ) com a qualificação permanente dos profissionais de saúde e o fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica no território.

Fontes:

Ministério da Saúde — Sífilis. 

Ministério da Saúde — Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).

Equipe de Acessibilidade Comunicativa

Profissionais da Equipe de Acessibilidade Comunicativa realizam atividades de organização e registro de atendimentos na OTICS Bangu

No dia 09 de junho de 2026, na Sala de Apoio à Gestão da OTICS Bangu, os profissionais Willian Inácio e Yasmin Guimarães de Azevedo, auxiliares administrativos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa (DAPS/CAP 5.1), juntamente com Elvis Ferreira e Jaqueline Nascimento, apoiadores do RAP da Saúde, Saúde Integral da População Negra e Acessibilidade Comunicativa – DAPS/CAP 5.1, estiveram reunidos em mais um momento de organização do processo de trabalho. Durante o encontro, a equipe realizou a atualização de planilha do idoso e população negra, além do levantamento dos atendimentos de pessoas surdas e do registro atualizado desses atendimentos, atividades essenciais para qualificar o acompanhamento e fortalecer os fluxos de comunicação inclusiva nas unidades de saúde.

A iniciativa reforça o compromisso com a acessibilidade comunicativa, a inclusão e a equidade racial em saúde, contribuindo diretamente para a ampliação do acesso e para a melhoria do cuidado às populações que demandam estratégias específicas de acolhimento. A ação também evidencia o papel da OTICS Bangu como espaço de apoio às equipes e de promoção de práticas que valorizam a diversidade e garantem um atendimento mais justo e humanizado.

Em 26 de dezembro de 2022, é aprovada e sancionada no município do Rio de Janeiro a Lei 7.749/22, Lei Lenora Mendes Louro, que institui o Programa Municipal de Saúde Integral da População Negra Carioca. O principal objetivo dessa lei é desenvolver, de forma integral, ações de promoção, prevenção, assistência e recuperação da saúde da população negra e dos afrodescendentes, em conformidade com a portaria do Ministério da Saúde n.º 992, de 13 de maio de 2009, que institui a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra – PNSIPN.

Em de 12 de julho de 2023, foi criado o Grupo de Trabalho Lenora Mendes Louro, da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, instituído pela Resolução 5860, de 12 de julho de 2023, um espaço coletivo participativo e democrático organizado, com a sociedade civil e o governo, que teve como atividades: – Estruturar a criação da instância/órgão técnico com representantes técnicos da SMS-Rio, sociedade civil e representantes da Câmara de Vereadores; – Elaborar plano de trabalho da instância/órgão baseado nas submetas e construção de indicadores para a melhoria dos resultados em saúde da população negra com acompanhamento do Comitê Técnico Municipal de Saúde da População Negra. Em fevereiro de 2024, foi publicada a Resolução n.º 6028, de fevereiro de 2024, que instituiu o Grupo Gestor Especial de Saúde da População Negra. Esse grupo de trabalho é ligado ao Gabinete do Secretário Municipal de Saúde e responsável por implantar/ implementar de forma transversal o Programa Municipal de Saúde Integral da População Negra Carioca por todas as instâncias desta secretaria, além de contribuir de maneira intersetorial com outros órgãos da Prefeitura do Rio na construção de políticas públicas mais equânimes.

A PNSIPN é um compromisso firmado pelo Ministério da Saúde no combate às desigualdades no Sistema Único de Saúde (SUS) e na promoção da saúde da população negra de forma integral, considerando que as iniquidades em saúde são resultados de injustos processos socioeconômicos e culturais – em destaque, o vigente racismo – que corroboram com a morbimortalidade das populações negras brasileiras. Para implementar a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, é necessário que gestores, movimentos sociais, conselheiros e profissionais do SUS trabalhem em prol da melhoria das condições de saúde da população negra, a partir da compreensão de suas vulnerabilidades e do reconhecimento do racismo como determinante social em saúde.

Com vistas à promoção da equidade em saúde e orientado pelos princípios e diretrizes da integralidade, equidade, universalidade e participação social, em consonância com o Pacto pela Saúde e a Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa no SUS (ParticipaSUS), o Ministério da Saúde instituiu, em 2009, a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), por meio da Portaria GM/MS nº 992, de 13 de maio de 2009 (ver Anexo B). A partir da publicação dessa Política, o Ministério da Saúde reconhece e assume a necessidade da instituição de mecanismos de promoção da saúde integral da população negra e do enfrentamento ao racismo institucional no SUS, com vistas à superação das barreiras estruturais e cotidianas que incide negativamente nos indicadores de saúde dessa população – precocidade dos óbitos, altas taxas de mortalidade materna e infantil, maior prevalência de doenças crônicas e infecciosas e altos índices de violência. A Política também reafirma as responsabilidades de cada esfera de gestão do SUS – governo federal, estadual e municipal – na efetivação das ações e na articulação com outros setores do governo e da sociedade civil, para garantir o acesso da população negra a ações e serviços de saúde, de forma oportuna e humanizada, contribuindo para a melhoria das condições de saúde desta população e para redução das iniquidades
de raça/cor, gênero, identidade de gênero, orientação sexual, geracionais e de classe.

 

Saiba mais clicando aqui:

 https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_saude_populacao_negra_3d.pdf

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/SUS_bracos_abertos_saude_populcao_negra.pdf

https://saude.prefeitura.rio/populacao-negra/