Curso de Libras para Profissionais da Atenção Primária da AP 5.1

Neste dia, 21 de maio de 2026, turno da manhã, no auditório da OTICS Bangu, tivemos a décima aula da 5ª turma do Curso Básico I de Libras. A atividade contou com o apoio de Elvis Ferreira e Jaqueline Nascimento, apoiadores da Equipe de Acessibilidade/RAP da Saúde e Saúde Integral da População Negra (SIPN) – DAPS/CAP 5.1, Willian Inácio e Yasmin Guimarães (Apoiadores Surdos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa), além de Renata Reis, fonoaudióloga do CER, responsável pela mediação do curso. O público-alvo da formação é composto por profissionais de saúde da Atenção Primária, e o principal objetivo do curso é capacitá-los para se comunicar de forma eficaz e humanizada com pacientes surdos, contribuindo para a melhoria do acesso, da qualidade do atendimento e da experiência em saúde da comunidade surda. A proposta vai além do ensino da língua, contemplando também a compreensão da cultura surda, fundamental para a promoção de um atendimento mais inclusivo e para a redução das barreiras de comunicação nos serviços de saúde.

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão das pessoas surdas no Brasil. Trata-se de uma língua com estrutura própria, de modalidade visual-espacial, distinta da língua portuguesa. Assim como outras línguas naturais, a Libras possui níveis linguísticos como fonologia, morfologia, sintaxe e semântica, além de um vocabulário próprio, composto por sinais.

É importante destacar que a Libras não substitui a modalidade escrita da língua portuguesa, que permanece como língua oficial do país, mas se configura como um instrumento essencial para garantir o direito à comunicação das pessoas surdas. Nesse sentido, a qualificação dos profissionais de saúde em Libras representa um avanço significativo na construção de um sistema de saúde mais acessível, equitativo e humanizado.

Fontes e referências
Lei nº 10.436/2002 – Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação e expressão
Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência
Ministério da Educação – Diretrizes para educação e difusão da Libras

Qualificação Sobre o Cuidado da Pessoa Idosa para Agentes Comunitários de Saúde (ACS)

No dia 20 de maio de 2026, das 14h às 17h, foi realizada, no auditório da OTICS Bangu, a qualificação sobre o cuidado da pessoa idosa voltada para Agentes Comunitários de Saúde (ACS), reunindo 45 participantes em um momento de aprendizado e fortalecimento das práticas no território. A atividade teve como foco a saúde da pessoa idosa, abordando aspectos fundamentais para o acompanhamento desse público na Atenção Primária à Saúde. Durante o encontro, foram discutidas estratégias de cuidado, promoção da saúde, prevenção de agravos e a importância do olhar ampliado sobre as necessidades específicas da população idosa, considerando seu contexto social, familiar e clínico. O objetivo do evento foi qualificar os ACS para o desenvolvimento de ações mais efetivas no cuidado à pessoa idosa, fortalecendo seu papel na identificação precoce de demandas, no acompanhamento contínuo e na articulação com a equipe de saúde. A iniciativa contribui para a melhoria da qualidade da assistência e para a ampliação do acesso a um cuidado mais integral e humanizado.

A importância da qualificação está diretamente relacionada ao cenário de envelhecimento populacional, que exige profissionais cada vez mais preparados para lidar com as demandas específicas desse grupo. Investir na formação dos ACS fortalece a Atenção Primária, promove a prevenção de agravos e contribui para a autonomia e qualidade de vida da população idosa.

A atividade foi conduzida por Marcio Ferreira – Gerência da Área Técnica de Saúde do Homem e da Pessoa Idosa – CCV/S/SUBPAV, Elvis Ferreira e Jaqueline Nascimento – apoiadores da Equipe de Acessibilidade, Saúde Integral da População Negra e Saúde do Homem e da Pessoa Idosa – DAPS/CAP 5.1, que compartilharam conhecimentos e orientações práticas com os participantes, contribuindo para o aprimoramento das ações desenvolvidas no território.

Fontes: Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa; Organização Mundial da Saúde (OMS) – Envelhecimento saudável; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – Indicadores de envelhecimento populacional.

PCSM – Treinamento para Escrita Qualificada: Guia Essencial para o Registro do Prontuário Clínico

No dia 19 de maio de 2026, no turno da manhã, o auditório da OTICS Bangu sediou a Reunião de Equipe do CAPS III Lima Barreto, reunindo 40 profissionais da unidade em um momento de qualificação técnica, discussão de casos clínicos e fortalecimento das práticas de cuidado em saúde mental. A atividade foi conduzida por Mariana Martelo, diretora da unidade, a partir de solicitação da coordenadora administrativa Priscila Lira.

Durante o encontro, foi realizado o “PCSM – Treinamento para Escrita Qualificada: Guia Essencial para o Registro do Prontuário Clínico”, abordando a importância da qualificação dos registros em prontuário como ferramenta fundamental para a continuidade do cuidado, comunicação entre equipes multiprofissionais e segurança da assistência prestada aos usuários acompanhados pelo serviço.

A reunião também teve como objetivo discutir os casos clínicos dos usuários acompanhados pelo CAPS III Lima Barreto, fortalecendo a construção coletiva do cuidado, o alinhamento das condutas terapêuticas e a organização dos processos de trabalho no âmbito da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

As ações de Educação Permanente em Saúde representam importantes estratégias para qualificar o atendimento ofertado no Sistema Único de Saúde (SUS), promovendo reflexão crítica sobre as práticas profissionais e aprimorando a assistência em saúde mental no território. Além disso, o registro adequado em prontuário é reconhecido como instrumento essencial para garantir a integralidade do cuidado, a ética profissional e a continuidade da assistência aos usuários.

A iniciativa reafirma o compromisso da OTICS Bangu e da Rede de Atenção Psicossocial com a formação continuada das equipes e com o fortalecimento de práticas humanizadas, integradas e centradas nas necessidades dos usuários da saúde mental.

Fonte: Ministério da Saúde — Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Disponível em: Ministério da Saúde – Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)

Medidas Socioeducativas em Meio Aberto AP 5.1

No turno da tarde do dia 14 de maio de 2026, a Sala de Apoio à Gestão da OTICS Bangu recebeu Jaqueline Nascimento, apoiadora da Equipe de Acessibilidade/Rede de Atenção Psicossocial (RAP) da Saúde e Saúde Integral da População Negra (SIPN) – DAPS/CAP 5.1, para a construção de uma apresentação de trabalho com o tema “Adolescente em cumprimento de medida socioeducativa em meio aberto AP 5.1: ações e desafios”. A atividade teve como objetivo organizar e estruturar conteúdos voltados à reflexão sobre o acompanhamento de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto, destacando as ações desenvolvidas no território da Área Programática 5.1, bem como os principais desafios enfrentados pelas equipes da rede intersetorial. O trabalho busca fortalecer o diálogo entre saúde, assistência social, educação e demais serviços envolvidos no cuidado integral desses adolescentes. A construção da apresentação representa um importante instrumento de educação permanente e articulação em rede, contribuindo para a ampliação do debate sobre garantia de direitos, inclusão social e promoção da saúde mental de adolescentes em situação de vulnerabilidade social. O tema também reforça a importância do cuidado humanizado e da atuação integrada dos serviços públicos no acompanhamento de jovens em medidas socioeducativas, considerando suas singularidades, contextos sociais e necessidades de saúde.

As medidas socioeducativas em meio aberto, previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), têm caráter pedagógico e visam promover a responsabilização do adolescente, ao mesmo tempo em que garantem acesso à educação, saúde, cultura, convivência familiar e comunitária. Nesse contexto, o fortalecimento das redes de atenção e proteção social é essencial para a construção de estratégias de cuidado, acolhimento e reinserção social. A atuação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e das equipes de Saúde Integral da População Negra (SIPN) também se destaca como fundamental no enfrentamento das desigualdades sociais e raciais que impactam diretamente a vida de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, ampliando o acesso ao cuidado integral e às políticas públicas de saúde.

Fontes:
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Lei nº 8.069/1990;
Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE);
Ministério da Saúde – Rede de Atenção Psicossocial (RAPS);
Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN).

Acessibilidade Comunicativa

Na tarde do dia 14 de maio de 2026, a Sala de Apoio à Gestão da OTICS Bangu foi espaço de encontro entre Willian Inácio e Yasmin Guimarães de Azevedo, auxiliares administrativos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa, e Renata Reis, fonoaudióloga do Centro Especializado em Reabilitação (CER), para a realização de atividades voltadas ao fortalecimento das ações de acessibilidade comunicativa na rede de saúde. O encontro teve como objetivo a atualização de relatórios de acessibilidade comunicativa, além da elaboração do roteiro e construção de um vídeo educativo sobre o tema. A iniciativa busca ampliar a conscientização e a disseminação de práticas inclusivas nos serviços de saúde, promovendo o acesso à comunicação de forma mais acessível, humanizada e equitativa para usuários com deficiência ou dificuldades de comunicação.

A acessibilidade comunicativa é um componente essencial para garantir o direito à informação, ao acolhimento e ao cuidado integral em saúde. Estratégias como materiais adaptados, recursos visuais, comunicação alternativa e ações educativas contribuem para reduzir barreiras de comunicação e fortalecer a inclusão nos diferentes pontos de atenção da rede de saúde. A construção de materiais audiovisuais e o aprimoramento dos relatórios técnicos representam importantes ferramentas para sensibilização das equipes e qualificação dos processos de trabalho, favorecendo práticas mais inclusivas e alinhadas aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, a atuação integrada entre profissionais da acessibilidade comunicativa e da reabilitação fortalece a promoção da autonomia, da participação social e da cidadania das pessoas com deficiência. Segundo o Ministério da Saúde, a promoção da acessibilidade nos serviços de saúde é fundamental para garantir atendimento humanizado e integral às pessoas com deficiência, respeitando suas necessidades específicas e assegurando equidade no acesso às políticas públicas.

Fontes:
Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência;
Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015);
Sistema Único de Saúde (SUS) – Princípios da Universalidade, Equidade e Integralidade.

Curso de Libras para Profissionais da Atenção Primária da AP 5.1

Neste dia, 14 de maio de 2026, turno da manhã, no auditório da Policlínica Manoel Guilherme da Silveira Filho, tivemos a nona aula da 5ª turma do Curso Básico I de Libras. A atividade contou com o apoio de Elvis Ferreira e Jaqueline Nascimento, apoiadores da Equipe de Acessibilidade/RAP da Saúde e Saúde Integral da População Negra (SIPN) – DAPS/CAP 5.1, Willian Inácio e Yasmin Guimarães (Apoiadores Surdos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa), além de Renata Reis, fonoaudióloga do CER, responsável pela mediação do curso. O público-alvo da formação é composto por profissionais de saúde da Atenção Primária, e o principal objetivo do curso é capacitá-los para se comunicar de forma eficaz e humanizada com pacientes surdos, contribuindo para a melhoria do acesso, da qualidade do atendimento e da experiência em saúde da comunidade surda. A proposta vai além do ensino da língua, contemplando também a compreensão da cultura surda, fundamental para a promoção de um atendimento mais inclusivo e para a redução das barreiras de comunicação nos serviços de saúde.

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão das pessoas surdas no Brasil. Trata-se de uma língua com estrutura própria, de modalidade visual-espacial, distinta da língua portuguesa. Assim como outras línguas naturais, a Libras possui níveis linguísticos como fonologia, morfologia, sintaxe e semântica, além de um vocabulário próprio, composto por sinais.

É importante destacar que a Libras não substitui a modalidade escrita da língua portuguesa, que permanece como língua oficial do país, mas se configura como um instrumento essencial para garantir o direito à comunicação das pessoas surdas. Nesse sentido, a qualificação dos profissionais de saúde em Libras representa um avanço significativo na construção de um sistema de saúde mais acessível, equitativo e humanizado.

Fontes e referências
Lei nº 10.436/2002 – Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação e expressão
Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência
Ministério da Educação – Diretrizes para educação e difusão da Libras

Grupo de Estudos Saúde da População Negra

Grupo de Estudos Saúde da População Negra reafirma compromisso com a equidade em saúde no OTICS

No dia 14 de maio de 2026, o auditório do Espaço da OTICS foi palco do Grupo de Estudos Saúde da População Negra, reunindo 21 participantes entre trabalhadores da saúde, estudantes da área e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). O encontro, realizado das 09h às 12h, teve como foco “Dados Epidemiológicos do Município  do Rio de Janeiro”, reforçando o compromisso com a redução das desigualdades raciais no acesso e na qualidade dos serviços de saúde no país. O evento foi conduzido por Amanda de Almeida, psicóloga do Centro de Estudos Imas Juliano Moreira, que apresentou, através da análise de dados e indicadores de saúde, o grupo busca contribuir para a compreensão do perfil epidemiológico da população negra carioca, identificando fatores que influenciam o acesso aos serviços de saúde, a incidência de doenças, os índices de mortalidade e as condições de vulnerabilidade social. O trabalho desenvolvido visa apoiar a construção de estratégias de cuidado, prevenção e promoção da saúde fundamentadas nos princípios da integralidade, equidade e justiça social.

A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) é um marco das políticas públicas brasileiras e orienta ações de promoção, atenção e prevenção, além de combater o racismo institucional no SUS. Ela define princípios e diretrizes para assegurar a equidade no atendimento e a participação da população negra na gestão das ações de saúde.

Foram discutidos temas como o reconhecimento das desigualdades raciais em saúde, a importância da autodeclaração de cor/raça nos sistemas de informação em saúde para melhorar o planejamento e a avaliação de políticas públicas, e estratégias de educação permanente dos trabalhadores de saúde com foco na equidade racial. Essas discussões são fundamentais para garantir que o SUS atenda de forma efetiva e justa a população negra, que historicamente enfrenta barreiras estruturais e sociais no acesso aos serviços de saúde.

No âmbito municipal, o compromisso com a saúde da população negra é reforçado pela Lei nº 7.749/22, que instituiu o Programa Municipal de Saúde Integral da População Negra Carioca, alinhado à PNSIPN. A lei prevê o desenvolvimento de ações integradas de promoção, prevenção, assistência e recuperação da saúde deste grupo, com monitoramento e participação social como elementos essenciais para sua efetivação. Esse programa conta ainda com um Grupo Gestor Especial de Saúde da População Negra, vinculado ao Gabinete da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, responsável pela implementação transversal das ações nos serviços da capital.

A organização do evento ressaltou que iniciativas como essa são essenciais não apenas para a divulgação de políticas públicas, mas também para fomentar práticas transformadoras no cotidiano dos serviços de saúde, contribuindo diretamente para a redução das desigualdades raciais no Brasil.

Ao unir profissionais, estudantes e usuários do SUS, o Grupo de Estudos Saúde da População Negra reforça o compromisso com um sistema de saúde mais inclusivo e sensível às especificidades étnico-raciais, estimulando diálogos e ações que se traduzem em melhorias concretas nas práticas de saúde.

Fonte: https://saude.prefeitura.rio/populacao-negra/?utm_source=chatgpt.com

Oficina de Indicadores – SIAPS

No dia 13 de maio de 2026, das 14h às 17h, o auditório da OTICS Bangu sediou a reunião sobre o novo financiamento da Atenção Primária à Saúde (APS), reunindo cerca de 30 participantes entre agentes comunitários de saúde (ACS), enfermeiras, médicos, dentistas, técnicos em saúde bucal (TSB), auxiliares em saúde bucal (ASB), técnicos de enfermagem e equipe e-Multi. A atividade teve como objetivo atualizar e capacitar os profissionais de saúde sobre as mudanças relacionadas ao novo modelo de financiamento da Atenção Primária, fortalecendo o conhecimento técnico das equipes e contribuindo para a qualificação dos processos de trabalho desenvolvidos nas unidades de saúde do território. A reunião foi conduzida por Geciane Sant’Anna da DICA, Priscila Souza – Analista – DICA e Vânia, Enfª – DICA, a partir de solicitação de Julia Marques, do GT CMS Manoel Guilherme da Silveira Filho. Durante o encontro, foram abordadas as principais diretrizes e atualizações referentes ao financiamento da APS, destacando os impactos na organização da assistência, no planejamento das ações e no monitoramento dos indicadores de saúde.

Oficina de Indicadores Financiamento Federal – SIAPS

O espaço possibilitou troca de experiências, esclarecimento de dúvidas e alinhamento das equipes multiprofissionais quanto às estratégias necessárias para fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, considerada a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). A capacitação dos profissionais contribui diretamente para a melhoria da qualidade do cuidado prestado à população, além de favorecer maior efetividade na gestão e no acompanhamento das ações em saúde.

O novo modelo de financiamento da Atenção Primária visa ampliar a qualidade da assistência, fortalecer o acesso da população aos serviços de saúde e estimular o monitoramento de indicadores e resultados, promovendo maior eficiência e organização no SUS. Nesse contexto, encontros técnicos e espaços de educação permanente tornam-se fundamentais para atualização contínua das equipes e fortalecimento das práticas assistenciais no território.

A realização da atividade reafirma o compromisso da OTICS Bangu com a educação permanente em saúde, a qualificação profissional e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à Atenção Primária, contribuindo para um SUS mais resolutivo, humanizado e integrado.

Reunião Técnica sobre Saúde Integral da População Negra

No dia 13 de maio de 2026, no turno da manhã, a Sala de Apoio à Gestão da OTICS Bangu sediou a Reunião Técnica sobre Saúde Integral da População Negra, promovendo um importante espaço de diálogo, alinhamento e fortalecimento das ações desenvolvidas nos territórios da Área Programática 5.1. A atividade contou com a participação presencial de Jaqueline Nascimento, apoiadora da Equipe de Acessibilidade/Rede de Atenção Psicossocial (RAP) da Saúde e Saúde Integral da População Negra (SIPN) – DAPS/CAP 5.1, enquanto os demais profissionais participaram de maneira remota. A reunião reuniu apoiadores da Atenção Primária à Saúde e integrantes do grupo gestor da Saúde Integral da População Negra (SIPN), tendo como principal objetivo discutir pontos estratégicos voltados ao fortalecimento das ações coletivas desenvolvidas no território. Durante o encontro, foram debatidos temas relacionados ao alinhamento dos processos de trabalho, aos desafios encontrados nas ações territoriais e às sugestões para qualificação das práticas desenvolvidas pelas equipes de saúde.

Entre os assuntos abordados estiveram a organização do cronograma de visitas técnicas, a apresentação do relatório das ações realizadas durante o Novembro Negro de 2025, com destaque para as atividades de maior impacto e visibilidade, além da discussão sobre os grupos de trabalho atuantes nos territórios e o planejamento relacionado às Conferências Distritais de 2026. Também foi pautada a retomada do Comitê Técnico de Saúde da População Negra, considerado um importante espaço de construção coletiva, participação social e fortalecimento das políticas públicas voltadas à equidade racial em saúde.

O encontro reforçou a importância da articulação entre gestão, apoiadores institucionais e equipes da Atenção Primária à Saúde para o fortalecimento das ações de promoção da equidade e enfrentamento das desigualdades raciais no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa contribui para o desenvolvimento de estratégias mais inclusivas e territorializadas, promovendo cuidado integral, acessível e humanizado à população negra.

A Saúde Integral da População Negra é uma política pública instituída pelo Ministério da Saúde por meio da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), criada pela Portaria GM/MS nº 992, de 13 de maio de 2009. A política reconhece o racismo como determinante social de saúde e estabelece diretrizes para a redução das desigualdades étnico-raciais no SUS, fortalecendo ações de promoção da equidade, prevenção de agravos e ampliação do acesso aos serviços de saúde.

A realização de reuniões técnicas e espaços de educação permanente fortalece a construção coletiva das ações em saúde, amplia o diálogo entre os territórios e reafirma o compromisso da gestão com a promoção da equidade racial, da participação social e da consolidação de um SUS mais democrático, inclusivo e humanizado.

Fontes:

2º Ciclo do Projeto Nós na Rede

Educação Permanente para Rede de Atenção Psicossocial no SUS

Hoje, 12 de maio de 2026, no auditório, foi realizado o 2° encontro do 2º Ciclo do Projeto Nós na Rede – Educação Permanente para a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no Sistema Único de Saúde (SUS), com início às 9h e término às 16h30.  O evento é voltado para profissionais de nível superior, técnico e médio que atuam na Rede de Atenção Psicossocial, com foco no fortalecimento das práticas de cuidado em saúde mental no território. A condução das atividades está sob responsabilidade de Patrícia Miranda, Gerente II da SMS/SUBPAV/SSM, que coordena o processo formativo junto aos participantes.

O 2º Ciclo do Projeto Nós na Rede é uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que tem como objetivo qualificar aproximadamente 42 mil profissionais em todo o país por meio de uma formação híbrida, com carga horária total de 120 horas. A proposta pedagógica está fundamentada na Educação Permanente em Saúde, valorizando as experiências e vivências dos trabalhadores, com vistas ao fortalecimento das práticas no cotidiano dos serviços. A estrutura do curso contempla quatro unidades temáticas que abordam aspectos essenciais da atenção psicossocial, incluindo o cuidado em liberdade, a organização do cuidado no território, a interface entre saúde mental e justiça, além das questões relacionadas ao uso de álcool e outras drogas. A metodologia adotada integra momentos de ensino a distância, com carga horária entre 80 e 90 horas, e encontros presenciais que totalizam 30 horas, promovendo espaços de troca, reflexão e construção coletiva.

O projeto também prioriza ações afirmativas e o engajamento dos municípios, com planejamento iniciado ainda no final de 2025, voltado à indicação de profissionais e à qualificação das informações pelos gestores locais. Nesse contexto, busca-se fortalecer o papel dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e das equipes da Atenção Primária à Saúde, incentivando práticas que reduzam a medicalização e promovam a inclusão social dos usuários, alinhadas aos princípios do cuidado em liberdade e da atenção integral no SUS.

A realização deste ciclo formativo reafirma o compromisso com a qualificação contínua dos trabalhadores da saúde e com o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial, contribuindo para a ampliação do acesso e da qualidade do cuidado em saúde mental no território.

Fontes:

BRASIL. Ministério da Saúde. Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-mental/raps

FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ). Formação e qualificação em saúde mental. Disponível em: https://portal.fiocruz.br

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/eps

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde mental e atenção psicossocial. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-mental