Descentralização do exame LF-LAM para as UPAs e Hospitais

No dia 13 de abril de 2026, foi realizada, no laboratório de informática (LAB INFO) da OTICS, a atividade intitulada “Descentralização do exame LF-LAM para as UPAs e Hospitais”, organizada em dois períodos, manhã e tarde, com a participação de 10 profissionais em cada turno. O evento teve como público-alvo profissionais das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais da Área Programática 5.1, reunindo equipes estratégicas para o fortalecimento das ações de diagnóstico da tuberculose em contextos de maior vulnerabilidade clínica. A capacitação abordou a descentralização do teste LF-LAM (Lipoarabinomanana de fluxo lateral), uma importante ferramenta diagnóstica para tuberculose em pessoas vivendo com HIV, especialmente aquelas com imunossupressão avançada, caracterizada por contagem de CD4 inferior a 100–200 células/mm³. Durante o encontro, foram apresentadas orientações técnicas e operacionais para o correto envio de amostras ao laboratório da Policlínica Médica de Guaratiba (PMGSF), responsável pelo processamento do exame, visando garantir maior agilidade e efetividade no diagnóstico.

A atividade foi conduzida por Flavia Soto, bióloga do laboratório da Policlínica, e Ana Cristina, enfermeira da DAPS, que compartilharam conhecimentos teóricos e práticos com os participantes, promovendo a qualificação das equipes para a incorporação do teste em suas rotinas de trabalho. O principal objetivo do evento foi capacitar os profissionais para o fluxo adequado de solicitação e envio de amostras para realização do LF-LAM, contribuindo para a ampliação do acesso ao diagnóstico oportuno da tuberculose entre pacientes vivendo com HIV atendidos nas UPAs e hospitais da região.

 

A importância da iniciativa está diretamente relacionada à ampliação da oferta do exame LF-LAM na Área Programática 5.1, descentralizando o acesso ao diagnóstico e favorecendo a detecção precoce da tuberculose em populações mais vulneráveis. Essa estratégia contribui significativamente para a redução da morbimortalidade associada à coinfecção TB-HIV, além de fortalecer a rede de atenção à saúde por meio da integração entre os diferentes pontos de cuidado.

Fontes:

Ministério da Saúde. Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil.
Organização Mundial da Saúde (OMS). Guidelines for the use of LF-LAM assay for diagnosing active tuberculosis in people living with HIV.
Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Protocolos de Vigilância e Manejo da Tuberculose.