Saúde da População Negra e Acessibilidade Comunicativa

No dia 17 de março de 2026, no turno da manhã, foi realizada uma atividade voltada à qualificação das práticas em saúde, com foco na acessibilidade comunicativa e na promoção da saúde integral da população negra. A ação contou com a participação de Willian Inácio e Yasmin Guimarães, administrativos surdos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa, além de Elvis Ferreira e Jaqueline Nascimento, apoiadores da Equipe de Acessibilidade Comunicativa e da Rede de Atenção Psicossocial (RAP) da Saúde e Saúde Integral da População Negra – DAPS/CAP 5.1.

O encontro teve como objetivo fortalecer o acesso equitativo aos serviços de saúde, por meio da sensibilização e capacitação dos profissionais quanto à importância da comunicação inclusiva, especialmente para pessoas surdas, e à necessidade de implementação de práticas que considerem as especificidades e vulnerabilidades da população negra. A atividade também buscou promover a reflexão sobre o cuidado integral, alinhado aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), como universalidade, equidade e integralidade.

Durante a atividade, foram abordados temas relacionados à acessibilidade comunicativa nos serviços de saúde, destacando a importância da utilização de estratégias adequadas, como a Língua Brasileira de Sinais (Libras), para garantir o direito à informação e ao cuidado em saúde. Além disso, discutiu-se a saúde integral da população negra, com ênfase no enfrentamento das desigualdades raciais, no reconhecimento do racismo estrutural como determinante social da saúde e na promoção de práticas antirracistas no cotidiano dos serviços.

A relevância da temática é amplamente respaldada por políticas públicas e evidências científicas. O Ministério da Saúde, por meio da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, destaca a necessidade de enfrentar as iniquidades raciais no SUS e promover ações que garantam atenção integral a essa população. Da mesma forma, a acessibilidade comunicativa é reconhecida como um direito fundamental das pessoas com deficiência, sendo essencial para assegurar o acesso universal e igualitário aos serviços de saúde. Estudos apontam que barreiras comunicacionais impactam diretamente a qualidade do cuidado, podendo comprometer o diagnóstico, o tratamento e a adesão dos usuários.

Assim, iniciativas como essa reforçam o compromisso institucional com a promoção da equidade, da inclusão e da humanização no cuidado em saúde, contribuindo para a construção de um sistema mais acessível, justo e sensível às diversidades da população.

 

Fontes:

  • Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde Integral da População Negra

  • Ministério da Saúde – Diretrizes de Atenção à Pessoa com Deficiência no SUS

  • Organização Mundial da Saúde (OMS) – Determinantes Sociais da Saúde e Equidade

  • Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015)

Supervisão Seguimento RT Manoel

Supervisão do Serviço de Residência Terapêutica do CAPS Lima Barreto promove alinhamento de práticas e planejamento de trabalho

Na tarde do dia 17 de março de 2026, na sala de tutoria da OTICS Bangu recebeu a supervisão RT Manoel do Serviço de Residência Terapêutica (SRT) do CAPS Lima Barreto – AP 5.1. A atividade contou com a participação de quatro apoiadores (cuidadores) das residências terapêuticas, tendo como público-alvo a equipe de SRT. Durante o encontro, foram discutidos temas voltados à direção de trabalho e ao planejamento do processo terapêutico, com foco na qualificação da comunicação e na organização das práticas desenvolvidas nas RTs. A supervisão foi conduzida por Larissa Galdino Anjos, coordenadora SRT CAPS Lima Barreto, que destacou a importância desses momentos coletivos para fortalecer o cuidado e a articulação entre as equipes que atuam nos dispositivos de saúde mental da região.

Residências Terapêuticas (RTs) são casas que integram o Serviço Residencial Terapêutico (SRT) no âmbito da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do SUS, destinadas ao acolhimento de pessoas com transtornos mentais, especialmente aquelas que foram internadas por longo tempo em hospitais psiquiátricos. Essas residências visam a reinserção social e o desenvolvimento da autonomia dos seus moradores, com o apoio de cuidadores e do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de referência. 

As RTs são geralmente vinculadas a um CAPS, que oferece suporte técnico e profissional. As RTs contam com uma equipe de cuidadores que acompanha os moradores no dia a dia, auxiliando em atividades de vida diária, lazer e atividades terapêuticas. 

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são lugares onde oferecem serviços de saúde abertos para a comunidade. Uma equipe diversificada trabalha em conjunto para atender às necessidades de saúde mental das pessoas, incluindo aquelas que enfrentam desafios relacionados as necessidades decorrentes do uso prejudicial de álcool e outras drogas. Esses serviços estão disponíveis na região e são especialmente focados em ajudar em situações difíceis ou no processo de reabilitação psicossocial.

Ministério da Saúde tem reforçado os serviços de atendimento à saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS), a partir do incentivo à ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) que oferta atendimento às pessoas com transtornos mentais de forma integral e gratuita. Neste mês, em que se comemora o Setembro Amarelo, foram habilitados mais seis Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e três Serviços de Residência Terapêutica (SRT). As unidades habilitadas foram publicadas em duas portarias e os serviços constarão em seis estados.

Saiba mais clicando aqui: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/desme/raps/caps

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2020/setembro/ministerio-da-saude-amplia-servicos-de-saude-mental-no-sus

 

Encontre a unidade mais próxima: prefeitura.rio/ondeseratendido

Para mais informações, acesse: coronavirus.rio/vacina 

Encontro Locorregional- PMMs da AP 5.1

No dia 17 de março, teve início o Encontro Locorregional – PMMs da AP 5.1, realizado das 14h às 17h, no auditório do espaço OTICS, reunindo cerca de 30 profissionais do Programa Mais Médicos. O evento, que segue também no dia 18, tem como foco central a qualificação e o aprofundamento das discussões sobre o manejo do HIV na Atenção Primária à Saúde (APS), tema de grande relevância para o fortalecimento do cuidado integral no Sistema Único de Saúde (SUS).

A programação do primeiro dia foi conduzida por Priscila Mafra, Responsável Técnica médica da CAP 5.1, em conjunto com supervisores acadêmicos do Programa Mais Médicos, promovendo um espaço de troca de experiências, atualização técnica e alinhamento de práticas assistenciais. Durante o encontro, foram abordados aspectos fundamentais relacionados ao HIV na APS, incluindo prevenção, diagnóstico precoce, acompanhamento clínico, adesão ao tratamento e estratégias de redução de vulnerabilidades.

O objetivo do evento é qualificar os profissionais de saúde para uma atuação mais resolutiva e integrada no cuidado às pessoas vivendo com HIV, fortalecendo a APS como porta de entrada preferencial do sistema de saúde. A continuidade do encontro no dia 18 reforça a importância da educação permanente e da construção coletiva do conhecimento entre os profissionais.

A abordagem do HIV na Atenção Primária à Saúde é considerada estratégica nas políticas públicas brasileiras, uma vez que amplia o acesso ao diagnóstico e ao tratamento, além de contribuir para o controle da infecção e a melhoria da qualidade de vida da população. O Ministério da Saúde ressalta a importância da organização da linha de cuidado para HIV/Aids como forma de garantir atenção integral aos usuários. Estudos também evidenciam que a atuação da Estratégia Saúde da Família tem impacto direto na redução da mortalidade por aids no Brasil, reforçando o papel essencial da APS no enfrentamento da epidemia.

Dessa forma, o Encontro Locorregional reafirma o compromisso com a qualificação contínua dos profissionais do Programa Mais Médicos e com a oferta de uma assistência mais humanizada, eficiente e baseada em evidências científicas no território.

Fontes:

  • Ministério da Saúde – Linha de Cuidado HIV/Aids

  • Instituto de Saúde Coletiva da UFBA – Impacto da Estratégia Saúde da Família na redução da mortalidade por aids

  • Revisão sistemática sobre a importância da Atenção Primária na prevenção e tratamento do HIV

Capacitação “VIGISOLO e o Trabalho dos Agentes de Vigilância no Território”

Capacitação “VIGISOLO e o Trabalho dos Agentes de Vigilância no Território” reforça ações de monitoramento ambiental no Centro Municipal de Saúde Waldyr Franco

Na segunda-feira, 16 de março, das 14h às 16h, a OTICS Bangu sediou, na Sala de Informática, a capacitação “VIGISOLO e o Trabalho dos Agentes de Vigilância no Território”, reunindo 9 Agentes de Vigilância em Saúde do Centro Municipal de Saúde Waldyr Franco. A atividade teve como objetivo principal preparar os profissionais para realizar o reconhecimento territorial.

Durante a capacitação, conduzida por Ney Junior do Risco Não Biológico – AP 5.1, foram abordados temas essenciais para o trabalho de campo, com destaque para:

  • Caracterização de pontos de exposição no território;

  • Importância do georreferenciamento e da coleta de informações para subsidiar análises de risco;

  • Práticas seguras e orientações técnicas para atuação em áreas com histórico de contaminação.

A ação integra o processo de qualificação contínua da vigilância ambiental, reforçando a importância do monitoramento de áreas sensíveis, do cuidado aos possíveis impactos à saúde e da atuação criteriosa dos agentes na proteção da população. Com iniciativas como esta, a AP 5.1 fortalece o compromisso com a saúde ambiental, a prevenção de riscos e a construção de territórios mais seguros e informados.

O estudo de avaliação de risco à saúde humana realizado pelo Vigisolo no município do Rio de Janeiro tem como principais objetivos: a determinação da contaminação dos diversos compartimentos ambientais, o estabelecimento de rotas de exposição, a identificação das populações expostas, bem como, a qualificação de perigo e suas consequências. Como resultado deste estudo são apresentadas recomendações de saúde para o acompanhamento das populações expostas e ações ambientais para inibir as rotas de exposição humana detectadas.

A metodologia usada no Brasil para fazer o estudo de avaliação de risco à saúde humana é a da Agência para Substâncias Tóxicas e Registro de Doenças (Agency for Toxic Substances and Disease Registry – ATSDR) que foi criada com a missão de desenvolver atividades de saúde pública especificamente associadas com a exposição, real ou potencial, a agentes perigosos emitidos para o ambiente.

Consideram-se objetos de avaliação para esta metodologia os compostos químicos, elementos ou combinações que, por sua quantidade, concentração, características físicas ou toxicológicas, possam representar um perigo imediato ou potencial para a saúde humana ou o ambiente, quando são inadequadamente usadas, armazenado, transportado, tratado ou eliminado.

 

Fontes fidedignas utilizadas:
– Guia de Vigilância em Saúde – Ministério da Saúde
– Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro – Subsecretaria de Vigilância em Saúde
– Referências técnicas sobre vigilância de ambientes contaminados (SVS/MS)

Reunião entre CEREST e Coordenação da Saúde do Trabalhador

Reunião entre CEREST e Coordenação da Saúde do Trabalhador discute planejamento das ações para 2026

No dia 13 de março de 2026, das 11h às 13h, foi realizada na Sala de tutoria da OTICS Bangu uma reunião de alinhamento entre representantes dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador e a Coordenação da Saúde do Trabalhador. O encontro contou com a participação de um profissional presencialmente e três participantes de forma online, fortalecendo o diálogo entre os serviços responsáveis pelo acompanhamento das ações voltadas à saúde da população trabalhadora. A reunião envolveu profissionais vinculados ao Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, unidade estratégica do Sistema Único de Saúde dedicada à vigilância, prevenção e promoção da saúde relacionada ao trabalho. O encontro foi conduzido por Flávia Oliveira, que atua como Coordenadora da Saúde do Trabalhador.

Durante o encontro, foram discutidas as diretrizes e estratégias para o planejamento das ações da Saúde do Trabalhador para o ano de 2026, com foco na organização das atividades, definição de prioridades e fortalecimento da articulação entre os serviços que compõem a rede de atenção à saúde do trabalhador. Também foram abordados aspectos relacionados à vigilância em saúde, monitoramento de agravos relacionados ao trabalho e à importância da integração entre diferentes setores da saúde pública. O objetivo da reunião foi promover o alinhamento entre os CEREST e a Coordenação da Saúde do Trabalhador, contribuindo para a construção de um planejamento estratégico que fortaleça as ações de vigilância, promoção e proteção da saúde dos trabalhadores no território.

A realização de encontros como este é fundamental para qualificar a gestão das ações em saúde do trabalhador, permitindo a troca de informações, o compartilhamento de experiências e a construção coletiva de estratégias que contribuam para a prevenção de doenças e acidentes relacionados ao trabalho. A integração entre os serviços fortalece as políticas públicas voltadas à proteção da saúde dos trabalhadores e amplia a capacidade de resposta do sistema de saúde diante das demandas do território.

Essas iniciativas estão alinhadas às diretrizes da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, que orienta a organização das ações no Sistema Único de Saúde e reforça a importância da vigilância e da promoção da saúde nos ambientes e processos de trabalho.

Fontes

  • Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. Disponível em: https://www.gov.br/saude

  • Fundação Oswaldo Cruz. Saúde do Trabalhador e Vigilância em Saúde. Disponível em: https://portal.fiocruz.br

  • Organização Pan-Americana da Saúde. Saúde e trabalho nas políticas públicas. Disponível em: https://www.paho.org

Segundo e Último dia da Aula de Extensão II sobre Análise Epidemiológica

OTICS Bangu realiza segundo e último dia da Aula de Extensão II sobre Análise Epidemiológica para estudantes de Medicina

No dia 13 de março de 2027, das 08h às 13h, o auditório da OTICS Bangu sediou o segundo e último dia da Aula de Extensão II: Análise Epidemiológica, destinada aos estudantes do segundo período do curso de Medicina da Universidade Castelo Branco. A atividade contou com a participação de até 20 alunos, fortalecendo a integração entre o ensino acadêmico e as práticas desenvolvidas no Sistema Único de Saúde (SUS). A aula foi ministrada pela Graziele Marques Rodrigues, sanitarista e epidemiologista, que conduziu a atividade aprofundando os conteúdos relacionados à introdução à Vigilância em Saúde, área estratégica para o monitoramento, prevenção e controle de doenças e agravos que impactam a saúde da população.

Durante o encontro, foram retomados e ampliados os conceitos discutidos no primeiro dia da atividade, abordando a importância da análise epidemiológica na identificação de problemas de saúde no território, no acompanhamento de indicadores e na construção de estratégias de intervenção voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde. Também foram discutidos os principais instrumentos utilizados na vigilância em saúde e o papel dos profissionais no processo de coleta, análise e interpretação das informações em saúde.

O objetivo do evento foi apresentar aos estudantes os fundamentos da vigilância em saúde, promovendo a compreensão sobre a importância do uso de dados epidemiológicos para subsidiar decisões em saúde pública e fortalecer as ações de planejamento e organização dos serviços.

A realização do segundo e último encontro da aula de extensão reafirma a importância da integração entre ensino e serviço, proporcionando aos estudantes uma aproximação com a realidade da saúde pública e ampliando o conhecimento sobre a atuação da vigilância em saúde dentro do SUS. Iniciativas como essa contribuem para a formação de profissionais mais preparados para atuar de forma crítica e comprometida com as necessidades de saúde da população.

Fontes

Grupo de Estudos sobre Saúde da População Negra

Grupo de Estudos sobre Saúde da População Negra promove debate e construção de estratégias de intervenção em saúde

No dia 12 de março de 2026, das 09h às 12h, o auditório da OTICS Bangu sediou o Grupo de Estudos Saúde da População Negra, reunindo 24 participantes, entre trabalhadores da saúde, estudantes da área da saúde e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A atividade teve como foco ampliar o conhecimento sobre as políticas públicas voltadas à equidade racial na saúde e fortalecer o debate sobre práticas de cuidado mais inclusivas. O encontro foi conduzido por Aline Vieira, psicóloga e presidente do Centro de Estudos do Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira, que apresentou os principais fundamentos da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, política pública que orienta ações do Sistema Único de Saúde voltadas à redução das desigualdades raciais no acesso e na qualidade da atenção à saúde.

Durante o encontro, foram discutidos aspectos históricos, sociais e epidemiológicos relacionados às condições de saúde da população negra no Brasil, bem como os desafios enfrentados pelos serviços de saúde na promoção da equidade racial. Os participantes também dialogaram sobre estratégias de enfrentamento ao racismo institucional e a importância da inclusão da temática nos processos de formação e educação permanente em saúde. O objetivo da atividade foi apresentar os princípios e diretrizes da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e iniciar a construção de um projeto de intervenção voltado aos serviços de saúde, buscando fortalecer práticas que promovam maior equidade no cuidado e ampliem o acesso da população negra às ações de promoção, prevenção e assistência em saúde.

A realização do grupo de estudos reforça a importância da formação crítica e do diálogo entre profissionais, estudantes e usuários do SUS, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias que promovam justiça social e equidade no sistema de saúde. Iniciativas como essa fortalecem o compromisso das instituições com a construção de práticas de cuidado mais humanizadas e sensíveis às diversidades presentes na sociedade brasileira.

Fontes

  • Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. Disponível em: https://www.gov.br/saude

  • Fundação Oswaldo Cruz. Equidade racial e saúde no SUS. Disponível em: https://portal.fiocruz.br

  • Organização Pan-Americana da Saúde. Determinantes sociais da saúde e equidade. Disponível em: https://www.paho.org

Aula de Extensão sobre Análise Epidemiológica

OTICS Bangu recebe alunos de Medicina da Universidade Castelo Branco para Aula de Extensão sobre Análise Epidemiológica

No dia 09 de março de 2026, das 08h às 13h, o auditório da OTICS Bangu sediou o primeiro dia da Aula de Extensão II: Análise Epidemiológica, voltada para estudantes do segundo período do curso de Medicina da Universidade Castelo Branco. A atividade contou com a participação de até 20 alunos, promovendo um espaço de aprendizado e integração entre a formação acadêmica e as práticas do Sistema Único de Saúde (SUS). A aula foi ministrada pela Graziele Marques Rodrigues, sanitarista e epidemiologista, que conduziu a atividade apresentando conteúdos relacionados à introdução à Vigilância em Saúde, área essencial para o monitoramento, prevenção e controle de doenças e agravos que impactam a saúde da população.

A aula foi ministrada pela Graziele Marques Rodrigues, Sanitarista e Epidemiologista – CAP 5.1.

Durante o encontro, foram discutidos conceitos iniciais da Vigilância em Saúde, sua organização no SUS, bem como a importância da análise epidemiológica para o acompanhamento de indicadores de saúde e planejamento de ações voltadas ao cuidado da população. Também foram abordados aspectos relacionados ao uso de dados e informações em saúde como ferramentas estratégicas para subsidiar a tomada de decisões na gestão e nas práticas assistenciais.

O objetivo da atividade foi apresentar aos estudantes os fundamentos da vigilância em saúde e da análise epidemiológica, contribuindo para a formação de futuros profissionais mais preparados para compreender o funcionamento do sistema de saúde e a importância do uso de dados epidemiológicos na prática clínica e na saúde coletiva.

A iniciativa reforça a importância da integração entre ensino e serviço, permitindo que os estudantes tenham contato com experiências práticas relacionadas à saúde pública, fortalecendo o processo de formação acadêmica e ampliando o entendimento sobre o papel da vigilância em saúde na promoção e proteção da saúde da população.

O segundo dia da atividade está previsto para ocorrer em 13 de março de 2027, dando continuidade às discussões e aprofundando os conteúdos abordados durante o primeiro encontro.

Fontes

Encontro com o Grupo de Tabagismo PMGSF

Grupo de Tabagismo: por uma vida sem fumaça promove reflexão e cuidado integral para usuários da unidade!

No dia 06 de março de 2026, das 08h às 10h, foi realizado o encontro do Grupo de Tabagismo, Por uma Vida sem Fumaça, atividade voltada aos pacientes da unidade de saúde, com a participação de 20 usuários. A ação integra as estratégias de promoção da saúde e prevenção de doenças desenvolvidas no âmbito da Atenção Primária à Saúde. O encontro teve como objetivo principal identificar os diferentes tipos de dependência relacionados ao tabagismo, entre eles a dependência física, psicológica e comportamental, auxiliando os participantes a compreenderem os fatores que influenciam o hábito de fumar e os desafios presentes no processo de cessação do tabaco. Durante a atividade, foi abordado o tema Entender por que se fuma”, promovendo um espaço de escuta, reflexão e troca de experiências entre os participantes. A discussão buscou ampliar a consciência sobre os gatilhos emocionais, sociais e comportamentais associados ao consumo do tabaco, além de estimular estratégias de enfrentamento para a redução e abandono do hábito.

O grupo foi conduzido pela enfermeira Rose Cleide Sutil, com a participação do farmacêutico Eduardo e de um técnico em saúde bucal, reforçando a importância do trabalho multiprofissional no cuidado aos usuários que desejam parar de fumar.

Como parte das atividades, os participantes também tiveram acesso a uma sessão de auriculoterapia, prática integrativa que utiliza estímulos em pontos específicos da orelha com o objetivo de auxiliar no controle da ansiedade, redução do estresse e apoio no processo de cessação do tabagismo. Essa abordagem está alinhada às práticas da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, incentivadas no Sistema Único de Saúde (SUS).

A realização do grupo reforça a importância de ações educativas e terapêuticas voltadas ao enfrentamento do tabagismo, considerado um dos principais fatores de risco para diversas doenças crônicas, como doenças cardiovasculares, respiratórias e câncer. Iniciativas como essa contribuem para fortalecer a autonomia dos usuários, promover hábitos de vida mais saudáveis e melhorar a qualidade de vida da população atendida pela rede de saúde.

Fontes

Treinamento Técnico de Prescrição de Cadeiras de Rodas

Treinamento Técnico de Prescrição de Cadeiras de Rodas qualifica profissionais da SMS no auditório da OTICS Bangu

No dia 06 de março de 2026, foi realizado no auditório da OTICS Bangu o Treinamento Técnico de Prescrição de Cadeiras de Rodas, destinado aos profissionais Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A atividade foi realizada em parceria com a empresa Ortobrás, referência nacional na fabricação de cadeiras de rodas e tecnologias assistivas. A iniciativa do encontro partiu da enfermeira Jucileia Medeiros Ribeiro, responsável pelo Centro Especializado em Reabilitação (CER) da Policlínica Manoel Guilherme da Silveira Filho, localizada na Área Programática 5.1 do município do Rio de Janeiro. O treinamento teve como objetivo aprimorar o processo de prescrição, avaliação e adequação postural de cadeiras de rodas, contribuindo para que os profissionais realizem indicações mais precisas e individualizadas para os usuários da rede municipal de saúde. Durante o encontro, foram abordados temas relacionados à avaliação funcional do usuário, medidas antropométricas, tipos de cadeiras de rodas, ajustes posturais, indicações clínicas, além de orientações sobre a correta adaptação do equipamento às necessidades de cada paciente. Os participantes também discutiram aspectos importantes para a escolha do dispositivo mais adequado, considerando fatores como mobilidade, autonomia, conforto e prevenção de deformidades posturais.

Além da parte teórica, o treinamento contou com atividades práticas de medição e avaliação postural, realizadas no próprio auditório da OTICS Bangu e também no Centro de Reabilitação, permitindo aos profissionais aplicar na prática os conhecimentos apresentados. Essa etapa possibilitou o treinamento direto das técnicas de mensuração e ajuste, fundamentais para garantir maior eficiência no processo de prescrição.

A capacitação é considerada estratégica para o fortalecimento da atenção à reabilitação no Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que a correta prescrição de cadeiras de rodas impacta diretamente na funcionalidade, independência e qualidade de vida das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. A formação continuada dos profissionais contribui ainda para qualificar o cuidado, reduzir complicações decorrentes de adaptações inadequadas e ampliar o acesso a tecnologias assistivas apropriadas.

A realização de treinamentos como este reforça o compromisso da rede municipal de saúde com a educação permanente dos profissionais, promovendo atualização técnica e integração entre os serviços de reabilitação, com foco na melhoria da assistência prestada à população.

A realização de treinamentos como este reforça o compromisso da rede municipal de saúde com a educação permanente dos profissionais, promovendo atualização técnica e integração entre os serviços de reabilitação, com foco na melhoria da assistência prestada à população.

Fontes

  • Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência. Disponível em: https://www.gov.br/saude

  • Organização Mundial da Saúde. Guidelines on the Provision of Manual Wheelchairs in Less Resourced Settings. Disponível em: https://www.who.int

  • Organização Pan-Americana da Saúde. Tecnologias Assistivas e Reabilitação. Disponível em: https://www.paho.org