Reunião Técnica do Cerest

OTICS Bangu recebe Reunião Técnica das Atividades do Cerest 

Na manhã desta terça-feira, 12 de maio de 2026, a Sala de Tutoria da OTICS Bangu sediou a Reunião Técnica das Atividades do Cerest. O encontro reuniu integrantes da equipe do Cerest Zona Oeste, além da presença da Coordenadora e de técnicos do Cerest Estadual, fortalecendo o diálogo e a integração entre as equipes regionais e estaduais de Vigilância em Saúde do Trabalhador. Os assuntos abordados contemplaram o fluxo de notificação de acidentes e agravos relacionado ao trabalho. A reunião destacou-se pela sua relevância no fortalecimento das ações de prevenção, promoção e proteção da saúde dos trabalhadores, contribuindo para a identificação precoce de riscos, a melhoria da qualidade das informações em saúde e o aprimoramento das estratégias de intervenção. A iniciativa reforça o compromisso com a qualificação contínua das práticas e com o fortalecimento da rede de cuidado em saúde do trabalhador.  A iniciativa foi solicitada por Simone, Supervisora do Cerest Zona Oeste – AVS/CAP 5.1, reforçando o compromisso com a qualificação contínua das práticas e com o fortalecimento das redes de cuidado no âmbito da saúde do trabalhador.

A Saúde do Trabalhador é uma área estratégica da saúde pública e parte integrante do campo da Saúde Coletiva, com foco na promoção da saúde e na prevenção de agravos relacionados às condições de trabalho. Reconhecendo o trabalho como determinante social da saúde, essa área busca assegurar a atenção integral à saúde da população trabalhadora em seus diversos contextos.

Por meio de ações integradas de Vigilância em Saúde, com destaque para a Vigilância Epidemiológica, o Sistema Único de Saúde (SUS) atua na identificação, monitoramento e enfrentamento de riscos e agravos à saúde decorrentes dos ambientes, processos e relações de trabalho, em todo o território nacional.

Fundamentada nos princípios da universalidade, integralidade, equidade, intersetorialidade e participação social, a política de Saúde do Trabalhador reafirma o direito de todos os trabalhadores e trabalhadoras à saúde, independentemente da natureza do vínculo empregatício ou da formalidade da ocupação.

Nesse sentido, as políticas públicas voltadas à saúde do trabalhador devem promover ambientes de trabalho seguros, saudáveis e humanizados, bem como contribuir para a prevenção de doenças e agravos, a promoção do bem-estar físico, mental e social, e a garantia da dignidade no trabalho.

 

Fontes e referências:

2º Ciclo do Projeto Nós na Rede

Educação Permanente para Rede de Atenção Psicossocial no SUS

Hoje, 12 de maio de 2026, no auditório, foi realizado o 2° encontro do 2º Ciclo do Projeto Nós na Rede – Educação Permanente para a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no Sistema Único de Saúde (SUS), com início às 9h e término às 16h30.  O evento é voltado para profissionais de nível superior, técnico e médio que atuam na Rede de Atenção Psicossocial, com foco no fortalecimento das práticas de cuidado em saúde mental no território. A condução das atividades está sob responsabilidade de Patrícia Miranda, Gerente II da SMS/SUBPAV/SSM, que coordena o processo formativo junto aos participantes.

O 2º Ciclo do Projeto Nós na Rede é uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que tem como objetivo qualificar aproximadamente 42 mil profissionais em todo o país por meio de uma formação híbrida, com carga horária total de 120 horas. A proposta pedagógica está fundamentada na Educação Permanente em Saúde, valorizando as experiências e vivências dos trabalhadores, com vistas ao fortalecimento das práticas no cotidiano dos serviços. A estrutura do curso contempla quatro unidades temáticas que abordam aspectos essenciais da atenção psicossocial, incluindo o cuidado em liberdade, a organização do cuidado no território, a interface entre saúde mental e justiça, além das questões relacionadas ao uso de álcool e outras drogas. A metodologia adotada integra momentos de ensino a distância, com carga horária entre 80 e 90 horas, e encontros presenciais que totalizam 30 horas, promovendo espaços de troca, reflexão e construção coletiva.

O projeto também prioriza ações afirmativas e o engajamento dos municípios, com planejamento iniciado ainda no final de 2025, voltado à indicação de profissionais e à qualificação das informações pelos gestores locais. Nesse contexto, busca-se fortalecer o papel dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e das equipes da Atenção Primária à Saúde, incentivando práticas que reduzam a medicalização e promovam a inclusão social dos usuários, alinhadas aos princípios do cuidado em liberdade e da atenção integral no SUS.

A realização deste ciclo formativo reafirma o compromisso com a qualificação contínua dos trabalhadores da saúde e com o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial, contribuindo para a ampliação do acesso e da qualidade do cuidado em saúde mental no território.

Fontes:

BRASIL. Ministério da Saúde. Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-mental/raps

FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ). Formação e qualificação em saúde mental. Disponível em: https://portal.fiocruz.br

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/eps

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde mental e atenção psicossocial. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-mental

Vigilância Ambiental na Digitação do LIRAa

Vigilância Ambiental em Saúde realiza digitação do LIRAa na OTICS Bangu

Neste dia, 12 de maio de 2026, os profissionais da Vigilância Ambiental em Saúde da Área Programática 5.1 (AP 5.1) estiveram reunidos na Sala de Apoio à Gestão da OTICS Bangu para a realização da digitação do Survey – LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti). A atividade faz parte do processo de monitoramento contínuo das arboviroses e integra as ações estratégicas de prevenção e controle desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Saúde. O principal objetivo da ação é consolidar e organizar os dados coletados em campo durante as vistorias domiciliares, permitindo a identificação das áreas com maior índice de infestação do mosquito Aedes aegypti. Essas informações são fundamentais para subsidiar o planejamento das medidas de controle, orientar a alocação de recursos e equipes, e definir ações prioritárias de combate ao vetor.

A importância do LIRAa está na sua capacidade de oferecer um diagnóstico rápido e preciso da situação entomológica de cada território, contribuindo para ações mais eficazes de prevenção e resposta frente às doenças transmitidas pelo mosquito, como dengue, zika e chikungunya. Além disso, o levantamento fortalece a integração entre vigilância, atenção primária e comunidade, promovendo uma abordagem territorial e participativa no enfrentamento das arboviroses.

Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti constitui um método simplificado que proporciona uma rápida obtenção de indicadores entomológicos, permitindo uma compreensão abrangente da distribuição do vetor Aedes aegypti.

Sistema LIRAa/LIA desempenha um papel crucial ao facilitar as análises entomológicas, fornecendo informações detalhadas sobre índices prediais (percentual de imóveis positivos), índice Breteau (percentual de depósitos positivos) e o tipo predominante de recipiente positivo. Esses dados visam otimizar e direcionar estrategicamente as ações de controle do vetor, proporcionando uma delimitação eficaz das áreas de risco entomológico.

Além disso, o Sistema LIRAa/LIA possibilita a avaliação de metodologias de controle, contribuindo significativamente para as atividades de comunicação e mobilização. A ampla divulgação dos resultados dos índices, tanto para parceiros internos quanto externos, incluindo a população, promove a conscientização e engajamento.

Fontes: Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-Rio); Coordenação de Vigilância Ambiental em Saúde – AP 5.1; OTICS Bangu.

Ministério da Saúde (MS)

Saúde do Homem e da Pessoa Idosa

Na manha do dia 11 de maio de 2026, na sala de apoio à gestão da OTICS Bangu, foi realizado um momento de trabalho técnico voltado ao fortalecimento das ações de acessibilidade comunicativa, bem como à atenção à saúde do homem e da pessoa idosa no território da AP 5.1. A atividade foi conduzida pelo profissional Elvis Ferreira, apoiador do RAP da Saúde, Saúde do Homem e da Pessoa Idosa e Acessibilidade Comunicativa (DAPS/CAP 5.1), com foco no alinhamento de estratégias e na organização das práticas desenvolvidas nos serviços de saúde. O objetivo principal da atividade foi estruturar e alinhar ações voltadas à promoção da acessibilidade comunicativa nos serviços de saúde, com especial atenção à assistência à pessoa idosa. A iniciativa buscou fortalecer o planejamento das ações, garantindo a continuidade das atividades e a qualificação do cuidado ofertado à população.

A ação é fundamental para a promoção, prevenção e proteção da saúde, além de contribuir para a inclusão de pessoas surdas e de usuários com barreiras de comunicação no Sistema Único de Saúde (SUS). A ampliação da acessibilidade comunicativa promove um atendimento mais humano, acessível e equitativo, assegurando o direito à comunicação e à informação em saúde.

A atividade também reforça a importância do planejamento como estratégia para qualificar os processos de trabalho, fortalecer a continuidade da assistência e alinhar as práticas às diretrizes das políticas públicas de acessibilidade e equidade em saúde.

A ação reafirma o compromisso da Coordenação da Área Programática 5.1 (CAP 5.1) e da Rede OTICS Rio com a formação continuada dos profissionais de saúde e com o fortalecimento de uma comunicação acessível e inclusiva em toda a rede, promovendo cuidado integral e respeitando a diversidade da população atendida.

 

Fontes e referências
Sistema Único de Saúde (SUS) – Princípios da universalidade, integralidade e equidade
Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa
• Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência
• Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-Rio) – Diretrizes de Acessibilidade e Equidade em Saúde

Rota de Exposição – VIGISOLO 2026

No dia 11 de maio de 2026, no turno da manhã, o LAB INFO da OTICS Bangu sediou a atividade “Rota de Exposição – VIGISOLO 2026”, reunindo 15 participantes, entre Agentes de Vigilância em Saúde (AVS) das unidades CF Wilson de Melo e Henrique Monat. A ação foi conduzida por Ney Junior, Paulo Bueno e Renata Paula, integrantes da Equipe de Risco Não Biológico. O encontro teve como principal objetivo caracterizar os pontos de exposição localizados no território de abrangência da CF Wilson de Melo, especificamente na região de Éden, próxima a uma área suspeita de contaminação de água subterrânea. Durante a atividade, foram discutidos aspectos relacionados à identificação de fatores de risco ambiental, análise territorial e vigilância em saúde voltada às populações potencialmente expostas.

A iniciativa integra as ações do VIGISOLO, programa da Vigilância em Saúde Ambiental do Ministério da Saúde que atua no monitoramento de populações expostas ou potencialmente expostas a áreas contaminadas por substâncias químicas. As ações desenvolvidas buscam identificar riscos à saúde humana decorrentes da contaminação do solo e da água subterrânea, contribuindo para o planejamento de medidas de prevenção, controle e promoção da saúde. A atividade também reforçou a importância da qualificação permanente dos profissionais da vigilância e do fortalecimento das ações territoriais voltadas aos riscos não biológicos, promovendo maior integração entre vigilância ambiental e atenção primária à saúde.

O VIGISOLO, parte da Vigilância em Saúde Ambiental do Ministério da Saúde, atua na identificação e prevenção de riscos à saúde humana decorrentes da exposição a solos contaminados por substâncias químicas. Ele define medidas de promoção e prevenção, monitorando áreas com metais pesados (chumbo, mercúrio), agrotóxicos e amianto, com foco no SUS.

Principais Aspectos do VIGISOLO:
  • Objetivo: Reduzir, controlar ou eliminar fatores de risco ambientais à saúde humana ligados à contaminação do solo.
  • Ações: Identifica populações expostas, realiza cadastro em sistema de informação e recomenda medidas de intervenção, prevenção e promoção da saúde.
  • Foco de Atuação: Áreas de contaminação por substâncias químicas (exemplos: áreas industriais, lixões, áreas com agrotóxicos), garantindo a saúde da população.
  • Integração: Trabalha em parceria com estados e municípios, além de interagir com o VIGIQUIM (substâncias químicas) e VIGIPEQ (populações expostas), compondo a vigilância ambiental do SUS.

Fonte: Ministério da Saúde — Vigilância em Saúde Ambiental / VIGISOLO. Disponível em: Ministério da Saúde – VIGISOLO

Vigilância Ambiental na Digitação do LIRAa

Vigilância Ambiental em Saúde realiza digitação do LIRAa na OTICS Bangu

No dia 08 de maio de 2026, os profissionais da Vigilância Ambiental em Saúde da Área Programática 5.1 (AP 5.1) estiveram reunidos na Sala de Apoio à Gestão da OTICS Bangu para a realização da digitação do Survey – LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti). A atividade faz parte do processo de monitoramento contínuo das arboviroses e integra as ações estratégicas de prevenção e controle desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Saúde. O principal objetivo da ação é consolidar e organizar os dados coletados em campo durante as vistorias domiciliares, permitindo a identificação das áreas com maior índice de infestação do mosquito Aedes aegypti. Essas informações são fundamentais para subsidiar o planejamento das medidas de controle, orientar a alocação de recursos e equipes, e definir ações prioritárias de combate ao vetor.

A importância do LIRAa está na sua capacidade de oferecer um diagnóstico rápido e preciso da situação entomológica de cada território, contribuindo para ações mais eficazes de prevenção e resposta frente às doenças transmitidas pelo mosquito, como dengue, zika e chikungunya. Além disso, o levantamento fortalece a integração entre vigilância, atenção primária e comunidade, promovendo uma abordagem territorial e participativa no enfrentamento das arboviroses.

Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti constitui um método simplificado que proporciona uma rápida obtenção de indicadores entomológicos, permitindo uma compreensão abrangente da distribuição do vetor Aedes aegypti.

Sistema LIRAa/LIA desempenha um papel crucial ao facilitar as análises entomológicas, fornecendo informações detalhadas sobre índices prediais (percentual de imóveis positivos), índice Breteau (percentual de depósitos positivos) e o tipo predominante de recipiente positivo. Esses dados visam otimizar e direcionar estrategicamente as ações de controle do vetor, proporcionando uma delimitação eficaz das áreas de risco entomológico.

Além disso, o Sistema LIRAa/LIA possibilita a avaliação de metodologias de controle, contribuindo significativamente para as atividades de comunicação e mobilização. A ampla divulgação dos resultados dos índices, tanto para parceiros internos quanto externos, incluindo a população, promove a conscientização e engajamento.

Fontes: Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-Rio); Coordenação de Vigilância Ambiental em Saúde – AP 5.1; OTICS Bangu.

Ministério da Saúde (MS)

Matriciamento da Equipe de Acessibilidade Comunicativa

No dia 7 de maio de 2026, a sala de tutoria da OTICS Bangu sediou o encontro de matriciamento com a Equipe de Acessibilidade Comunicativa, reunindo Elvis Ferreira e Jaqueline Nascimento, apoiadores da Equipe de Acessibilidade/RAP da Saúde e Saúde Integral da População Negra (SIPN) – DAPS/CAP 5.1, além de Willian Inácio e Yasmin Guimarães, apoiadores surdos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa, e Renata Reis, fonoaudióloga do Centro Especializado em Reabilitação (CER). O encontro teve como principal objetivo discutir o matriciamento realizado com uma paciente surda atendida e acompanhada pela equipe, promovendo a troca de saberes e estratégias entre os profissionais envolvidos no cuidado. A atividade buscou fortalecer a construção de práticas mais acessíveis, humanizadas e inclusivas no âmbito da assistência em saúde, garantindo um atendimento qualificado e adequado às necessidades da população surda. Durante a reunião, foram debatidas questões relacionadas à comunicação acessível, ao acolhimento e às melhores formas de acompanhamento da paciente, considerando não apenas os aspectos clínicos, mas também as especificidades linguísticas e culturais da comunidade surda. O matriciamento se configura como uma importante ferramenta de apoio técnico-pedagógico às equipes, contribuindo para a ampliação da resolutividade dos serviços e para a promoção da equidade no cuidado em saúde.

A iniciativa reforça a importância da acessibilidade comunicativa nos serviços do SUS, reconhecendo a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como instrumento fundamental para garantir o direito à comunicação das pessoas surdas. A presença de apoiadores surdos no processo também fortalece a construção de práticas mais inclusivas e sensíveis às demandas dessa população, promovendo maior autonomia, acolhimento e vínculo no atendimento em saúde.

Segundo a Lei nº 10.436/2002, a Libras é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão das pessoas surdas no Brasil, sendo dever do poder público promover formas institucionalizadas de apoio ao seu uso e difusão. Além disso, a Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência destaca a necessidade de eliminação das barreiras de comunicação nos serviços de saúde, visando assegurar atenção integral, equitativa e humanizada.

Curso de Libras para Profissionais da Atenção Primária da AP 5.1

Neste dia, 7 de abril de 2026, turno da manhã, no auditório da OTICS Bangu, tivemos a oitava aula da 5ª turma do Curso Básico I de Libras. A atividade contou com o apoio de Elvis Ferreira e Jaqueline Nascimento, apoiadores da Equipe de Acessibilidade/RAP da Saúde e Saúde Integral da População Negra (SIPN) – DAPS/CAP 5.1, Willian Inácio e Yasmin Guimarães (Apoiadores Surdos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa), além de Renata Reis, fonoaudióloga do CER, responsável pela mediação do curso. O público-alvo da formação é composto por profissionais de saúde da Atenção Primária, e o principal objetivo do curso é capacitá-los para se comunicar de forma eficaz e humanizada com pacientes surdos, contribuindo para a melhoria do acesso, da qualidade do atendimento e da experiência em saúde da comunidade surda. A proposta vai além do ensino da língua, contemplando também a compreensão da cultura surda, fundamental para a promoção de um atendimento mais inclusivo e para a redução das barreiras de comunicação nos serviços de saúde.

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão das pessoas surdas no Brasil. Trata-se de uma língua com estrutura própria, de modalidade visual-espacial, distinta da língua portuguesa. Assim como outras línguas naturais, a Libras possui níveis linguísticos como fonologia, morfologia, sintaxe e semântica, além de um vocabulário próprio, composto por sinais.

É importante destacar que a Libras não substitui a modalidade escrita da língua portuguesa, que permanece como língua oficial do país, mas se configura como um instrumento essencial para garantir o direito à comunicação das pessoas surdas. Nesse sentido, a qualificação dos profissionais de saúde em Libras representa um avanço significativo na construção de um sistema de saúde mais acessível, equitativo e humanizado.

Fontes e referências
Lei nº 10.436/2002 – Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação e expressão
Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência
Ministério da Educação – Diretrizes para educação e difusão da Libras

Reunião de Supervisão do CAPS Neusa Santos Souza – AP 5.1

Na tarde do dia 6 de maio de 2026, o auditório do PAM Bangu sediou a Reunião de Supervisão do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Neusa Santos Souza, reunindo 35 profissionais da área de saúde mental. O encontro foi direcionado à equipe do próprio CAPS e teve como foco principal a discussão clínica dos casos acompanhados, além da organização da rotina semanal do serviço. A atividade foi conduzida por Carla Sousa de Oliveira, diretora da unidade e assistente social, e teve como objetivo fortalecer o trabalho em equipe, promovendo reflexões coletivas e alinhando estratégias de atuação no cotidiano do serviço. A iniciativa integra o processo de educação permanente dos profissionais, contribuindo para a qualificação contínua das práticas em saúde mental.

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) desempenham um papel fundamental no cuidado de pessoas com transtornos mentais severos e persistentes, bem como daqueles decorrentes do uso prejudicial de álcool e outras drogas que demandam acompanhamento intensivo. Atuando na perspectiva da Atenção Psicossocial, esses serviços são territorializados e mantêm articulação constante com outras unidades de saúde e setores como educação e assistência social.

Com uma abordagem interdisciplinar, os CAPS contam com equipes multiprofissionais compostas por psiquiatras, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e agentes territoriais, entre outros. Entre as ações desenvolvidas, destacam-se atendimentos individuais e em grupo, acompanhamento familiar, visitas domiciliares e oficinas terapêuticas, sempre orientados pelos princípios da redução de danos, desinstitucionalização e reabilitação psicossocial.

O acesso aos serviços pode ocorrer por demanda espontânea, encaminhamento de unidades de saúde ou após atendimentos de emergência e internações. Enquanto os CAPS tipo II funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, os CAPS tipo III operam em regime integral, com atendimento 24 horas, incluindo acolhimento noturno para usuários em situação de crise.

Dessa forma, os serviços e programas voltados à saúde mental, álcool e outras drogas têm como propósito garantir o acesso ao cuidado integral, assegurando atendimento qualificado às pessoas em sofrimento psíquico e promovendo sua reinserção social.

Saiba mais clicando aqui: https://saude.prefeitura.rio/saude-mental/caps/

https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/desme/raps

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/120.pdf

Planejamento Didático para o Curso de Libras

No dia 6 de abril de 2026, no turno da tarde, foi realizado, no Lab Info da OTICS, o encontro “Planejamento Didático para o Curso de Libras na Acessibilidade Comunicativa”. A atividade teve como foco o aprimoramento das estratégias voltadas à inclusão comunicativa nas unidades de saúde, fortalecendo o acesso e a qualidade do atendimento prestado à população. Durante o encontro, foram abordados temas como a atualização de planilhas de acompanhamento, o processo pedagógico do curso de Libras e a preparação das próximas aulas, com vistas à organização e qualificação contínua da formação dos profissionais. As discussões destacaram a importância do planejamento e da sistematização das ações como ferramentas essenciais para garantir a efetividade das práticas de acessibilidade comunicativa no cotidiano dos serviços de saúde.

O objetivo principal da atividade foi qualificar o acompanhamento das ações desenvolvidas e fortalecer os fluxos de comunicação inclusiva nas unidades de saúde da AP 5.1, contribuindo para um atendimento mais equitativo, humanizado e acessível, especialmente para a população surda. A iniciativa reforça o compromisso da rede de saúde com a promoção da equidade e o respeito à diversidade, princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS). A importância do encontro está diretamente relacionada à necessidade de consolidar práticas que assegurem o direito à comunicação como elemento essencial do cuidado em saúde. Ao investir na formação e no acompanhamento dos profissionais, a gestão contribui para a redução de barreiras comunicacionais, ampliando o acesso aos serviços e promovendo maior autonomia dos usuários.

Participaram do encontro Willian Inácio e Yasmin Guimarães de Azevedo, auxiliares administrativos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa (DAPS/CAP 5.1), juntamente com Elvis Ferreira, apoiador do RAP da Saúde, Saúde Integral da População Negra e Acessibilidade Comunicativa – DAPS/CAP 5.1, que colaboraram na condução das atividades e no alinhamento das estratégias de trabalho.