2º Ciclo Projeto Nós na Rede

Educação Permanente para Rede de Atenção Psicossocial no SUS

No dia 24 de março de 2026, no auditório, foi realizado o 1º encontro do 2º Ciclo do Projeto Nós na Rede – Educação Permanente para a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no Sistema Único de Saúde (SUS), com início às 9h e término às 16h30. A atividade marca o início de um ciclo formativo que se estenderá até o dia 1º de setembro de 2026, com encontros programados para os dias 12 de maio, 9 de junho, 4 de agosto e 1º de setembro, consolidando um processo contínuo de qualificação dos trabalhadores da rede. O evento é voltado para profissionais de nível superior, técnico e médio que atuam na Rede de Atenção Psicossocial, com foco no fortalecimento das práticas de cuidado em saúde mental no território. A condução das atividades está sob responsabilidade de Patrícia Miranda, Gerente II da SMS/SUBPAV/SSM, que coordena o processo formativo junto aos participantes.

O 2º Ciclo do Projeto Nós na Rede é uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que tem como objetivo qualificar aproximadamente 42 mil profissionais em todo o país por meio de uma formação híbrida, com carga horária total de 120 horas. A proposta pedagógica está fundamentada na Educação Permanente em Saúde, valorizando as experiências e vivências dos trabalhadores, com vistas ao fortalecimento das práticas no cotidiano dos serviços. A estrutura do curso contempla quatro unidades temáticas que abordam aspectos essenciais da atenção psicossocial, incluindo o cuidado em liberdade, a organização do cuidado no território, a interface entre saúde mental e justiça, além das questões relacionadas ao uso de álcool e outras drogas. A metodologia adotada integra momentos de ensino a distância, com carga horária entre 80 e 90 horas, e encontros presenciais que totalizam 30 horas, promovendo espaços de troca, reflexão e construção coletiva.

O projeto também prioriza ações afirmativas e o engajamento dos municípios, com planejamento iniciado ainda no final de 2025, voltado à indicação de profissionais e à qualificação das informações pelos gestores locais. Nesse contexto, busca-se fortalecer o papel dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e das equipes da Atenção Primária à Saúde, incentivando práticas que reduzam a medicalização e promovam a inclusão social dos usuários, alinhadas aos princípios do cuidado em liberdade e da atenção integral no SUS.

A realização deste ciclo formativo reafirma o compromisso com a qualificação contínua dos trabalhadores da saúde e com o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial, contribuindo para a ampliação do acesso e da qualidade do cuidado em saúde mental no território.

 

 

Fontes:

BRASIL. Ministério da Saúde. Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-mental/raps

FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ). Formação e qualificação em saúde mental. Disponível em: https://portal.fiocruz.br

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/eps

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde mental e atenção psicossocial. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-mental

Saúde da População Negra e Acessibilidade Comunicativa

No dia 24 de março de 2026, no turno da tarde, foi realizada uma atividade voltada à qualificação das práticas em saúde, com foco na acessibilidade comunicativa e na promoção da saúde integral da população negra. A ação contou com a participação de Willian Inácio e Yasmin Guimarães, administrativos surdos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa, além de Elvis Ferreira, apoiador da Equipe de Acessibilidade Comunicativa, da Rede de Adolescentes e Jovens Promotores (RAP) da Saúde e Saúde Integral da População Negra – DAPS/CAP 5.1.

O encontro teve como objetivo fortalecer o acesso equitativo aos serviços de saúde, por meio da sensibilização e capacitação dos profissionais quanto à importância da comunicação inclusiva, especialmente para pessoas surdas, e à necessidade de implementação de práticas que considerem as especificidades e vulnerabilidades da população negra. A atividade também buscou promover a reflexão sobre o cuidado integral, alinhado aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), como universalidade, equidade e integralidade.

Durante a atividade, foram abordados temas relacionados à acessibilidade comunicativa nos serviços de saúde, destacando a importância da utilização de estratégias adequadas, como a Língua Brasileira de Sinais (Libras), para garantir o direito à informação e ao cuidado em saúde. Além disso, discutiu-se a saúde integral da população negra, com ênfase no enfrentamento das desigualdades raciais, no reconhecimento do racismo estrutural como determinante social da saúde e na promoção de práticas antirracistas no cotidiano dos serviços.

A relevância da temática é amplamente respaldada por políticas públicas e evidências científicas. O Ministério da Saúde, por meio da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, destaca a necessidade de enfrentar as iniquidades raciais no SUS e promover ações que garantam atenção integral a essa população. Da mesma forma, a acessibilidade comunicativa é reconhecida como um direito fundamental das pessoas com deficiência, sendo essencial para assegurar o acesso universal e igualitário aos serviços de saúde. Estudos apontam que barreiras comunicacionais impactam diretamente a qualidade do cuidado, podendo comprometer o diagnóstico, o tratamento e a adesão dos usuários.

Assim, iniciativas como essa reforçam o compromisso institucional com a promoção da equidade, da inclusão e da humanização no cuidado em saúde, contribuindo para a construção de um sistema mais acessível, justo e sensível às diversidades da população.

 

Fontes:

  • Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde Integral da População Negra

  • Ministério da Saúde – Diretrizes de Atenção à Pessoa com Deficiência no SUS

  • Organização Mundial da Saúde (OMS) – Determinantes Sociais da Saúde e Equidade

  • Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015)

VIGISOLO e Supervisão das Caracterizações dos Pontos de Exposição para Rota de Exposição

VIGISOLO e Supervisão das Caracterizações dos Pontos de Exposição para Rota de Exposição fortalecem ações de Vigilância Ambiental na AP 5.1

No dia 19 de março, das 9h às 12h, foi realizado no Laboratório de Informática da OTICS o encontro “VIGISOLO e Supervisão das Caracterizações dos Pontos de Exposição para Rota de Exposição”, com a participação de 10 Agentes de Vigilância em Saúde (AVS) de Waldyr Franco. A atividade foi conduzida por Ney Jr. e Paulo Bueno, da área de Risco Não Biológico, no âmbito das ações da Gerência de Fatores de Risco Não Biológicos (GFRNB). O encontro teve como foco a supervisão técnica do trabalho de campo realizado pelos AVS, que identificaram e caracterizaram pontos de exposição em um raio de 400 metros a partir do Posto São Lourenço. A atividade integrou as ações do VIGISOLO, componente da Vigilância em Saúde Ambiental voltado ao monitoramento de áreas com potencial contaminação do solo, avaliando riscos à saúde humana decorrentes da exposição a contaminantes ambientais. Durante a supervisão, foram discutidos critérios técnicos para identificação dos pontos de exposição, análise das possíveis rotas de exposição (como contato direto com o solo, inalação de partículas ou ingestão indireta), qualificação dos registros e padronização das informações coletadas em campo. A troca de experiências entre os profissionais permitiu o alinhamento metodológico e o fortalecimento das estratégias de investigação ambiental no território.

O objetivo principal do evento foi aprimorar o trabalho de campo dos agentes, qualificando a identificação e a caracterização dos pontos de exposição relacionados às rotas de contaminantes. Essa etapa é fundamental para subsidiar análises de risco, orientar medidas preventivas e apoiar a tomada de decisão em saúde pública. A importância da atividade reside na consolidação de práticas baseadas em evidências e no fortalecimento da Vigilância em Saúde Ambiental como instrumento estratégico de proteção da população. A qualificação contínua dos AVS amplia a capacidade de resposta frente a situações de risco não biológico, contribuindo para a promoção de ambientes mais seguros e saudáveis.

A ação está alinhada às diretrizes do Ministério da Saúde no que se refere à Vigilância em Saúde Ambiental e às estratégias do programa VIGISOLO, que orienta a identificação, avaliação e gerenciamento de áreas com potencial risco à saúde humana devido à contaminação do solo.

Fontes

  • Ministério da Saúde. Diretrizes da Vigilância em Saúde Ambiental.

  • VIGISOLO. Programa de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Solo Contaminado.

Curso de Libras para Profissionais da Atenção Primária da AP 5.1

Curso de LIBRAS fortalece a acessibilidade na Atenção Primária da AP 5.1

No dia 19 de março de 2026, a Área Programática 5.1 (AP 5.1) da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro realizou mais um importante passo na consolidação de práticas inclusivas com a 5ª Turma do Curso de LIBRAS – Básico I, voltado aos profissionais de saúde da Atenção Primária. A iniciativa integra as ações estratégicas da DAPS/CAP 5.1 e reafirma o compromisso institucional com a ampliação do acesso e a qualificação do cuidado às pessoas surdas no território. O curso é coordenado por Renata Reis e Viviane Lins, da Assessoria PSE/PICS/RAP da Saúde da Secretaria Municipal de Saúde – DAPS/CAP 5.1, com o apoio de Elvis Ferreira e Jaqueline Nascimento, apoiadores da Equipe de Acessibilidade/RAP da Saúde e Saúde Integral da População Negra (SIPN) – DAPS/CAP 5.1. A formação conta ainda com a participação fundamental de Willian Inácio e Yasmin Guimarães, apoiadores surdos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa da CAP 5.1, cuja atuação fortalece a perspectiva bilíngue e a valorização da experiência da comunidade surda no processo formativo.

A proposta do Curso de LIBRAS – Básico I é oferecer aos trabalhadores e trabalhadoras da Atenção Primária conhecimentos introdutórios sobre a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), sua estrutura linguística, aspectos culturais da comunidade surda e estratégias de comunicação no contexto dos serviços de saúde. O objetivo central é qualificar o atendimento, reduzir barreiras comunicacionais e promover maior autonomia e segurança às pessoas surdas usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS). A importância da iniciativa está diretamente relacionada ao princípio da equidade, um dos pilares do SUS. A comunicação é elemento essencial para o cuidado em saúde: impacta o acolhimento, o vínculo, a adesão ao tratamento e a compreensão das orientações clínicas. Ao investir na formação em LIBRAS, a AP 5.1 fortalece a humanização do atendimento e contribui para a efetivação do direito à saúde, assegurando que a pessoa surda seja atendida com respeito à sua língua e identidade cultural. Além de promover a inclusão, o curso também fomenta a Educação Permanente em Saúde, ampliando a sensibilidade das equipes para as dimensões da acessibilidade comunicativa e da diversidade no território. A presença de apoiadores surdos no processo formativo potencializa a troca de saberes, promove o protagonismo da comunidade surda e reforça a construção de práticas anticapacitistas e culturalmente competentes.

A realização da 5ª turma, em 19/03/2026, demonstra a continuidade e o fortalecimento da política de acessibilidade comunicativa na Atenção Primária da AP 5.1, consolidando um movimento institucional que reconhece a comunicação como ferramenta estratégica para a promoção da saúde integral.

Ao ampliar o repertório comunicacional dos profissionais e estimular a construção de serviços mais inclusivos, a CAP 5.1 reafirma seu compromisso com uma Atenção Primária resolutiva, humanizada e alinhada aos marcos legais que garantem os direitos linguísticos da pessoa surda no Brasil.

Fontes

  • Lei nº 10.436 de 2002 – Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e dá outras providências.

  • Decreto nº 5.626 de 2005 – Regulamenta a Lei nº 10.436/2002, estabelecendo a obrigatoriedade da acessibilidade comunicativa e da formação em LIBRAS.

  • Ministério da Saúde – Princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

  • Ministério da Educação – Diretrizes sobre educação bilíngue para surdos e reconhecimento da LIBRAS como língua oficial da comunidade surda brasileira.

Encontro Locorregional – PMMs da AP 5.1 – 2º Encontro

Nos dias 17 e 18 de março, das 14h às 17h, foi realizado no auditório do espaço OTICS o Encontro Locorregional – PMMs da AP 5.1, reunindo cerca de 30 profissionais do Programa Mais Médicos. O segundo dia marcou o encerramento das atividades, consolidando o processo de qualificação e aprofundamento das discussões sobre o manejo do HIV na Atenção Primária à Saúde (APS), tema estratégico para o fortalecimento do cuidado integral no Sistema Único de Saúde (SUS). A programação, conduzida por Priscila Mafra, Responsável Técnica médica da CAP 5.1, em conjunto com supervisores acadêmicos do Programa Mais Médicos, manteve o foco na troca de experiências, atualização técnica e alinhamento das práticas assistenciais. No decorrer do segundo dia, foram retomados e aprofundados temas essenciais, como prevenção, diagnóstico precoce, acompanhamento clínico, adesão ao tratamento e estratégias de redução de vulnerabilidades, permitindo a consolidação do aprendizado e o esclarecimento de dúvidas a partir das vivências dos profissionais no território.

O objetivo principal do encontro foi alcançado ao promover a qualificação dos profissionais para uma atuação mais resolutiva e integrada no cuidado às pessoas vivendo com HIV, fortalecendo a APS como porta de entrada preferencial do sistema de saúde. O momento de encerramento também possibilitou a sistematização das discussões e o reforço do compromisso com a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos no cotidiano dos serviços.

A relevância da abordagem do HIV na APS é amplamente reconhecida nas políticas públicas e na literatura científica. O Ministério da Saúde destaca que a organização da linha de cuidado para HIV/Aids é fundamental para ampliar o acesso ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento contínuo dos usuários. Além disso, evidências apontam que a atuação da Estratégia Saúde da Família contribui significativamente para a redução da mortalidade por aids no Brasil, reforçando o papel central da atenção primária no enfrentamento da epidemia. Estudos também indicam que a APS é essencial para a prevenção, rastreamento e cuidado integral, considerando os determinantes sociais e clínicos envolvidos.

Dessa forma, o encerramento do Encontro Locorregional reafirma o compromisso com a educação permanente em saúde e com a qualificação dos profissionais do Programa Mais Médicos, contribuindo para uma assistência mais humanizada, resolutiva e baseada em evidências no enfrentamento do HIV no território.

Fontes:

  • Ministério da Saúde – Linha de Cuidado HIV/Aids

  • Instituto de Saúde Coletiva da UFBA – Impacto da Estratégia Saúde da Família na redução da mortalidade por aids

  • Revisão sistemática sobre a importância da Atenção Primária na prevenção e tratamento do HIV

Saúde da População Negra e Acessibilidade Comunicativa

No dia 17 de março de 2026, no turno da manhã, foi realizada uma atividade voltada à qualificação das práticas em saúde, com foco na acessibilidade comunicativa e na promoção da saúde integral da população negra. A ação contou com a participação de Willian Inácio e Yasmin Guimarães, administrativos surdos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa, além de Elvis Ferreira e Jaqueline Nascimento, apoiadores da Equipe de Acessibilidade Comunicativa e da Rede de Atenção Psicossocial (RAP) da Saúde e Saúde Integral da População Negra – DAPS/CAP 5.1.

O encontro teve como objetivo fortalecer o acesso equitativo aos serviços de saúde, por meio da sensibilização e capacitação dos profissionais quanto à importância da comunicação inclusiva, especialmente para pessoas surdas, e à necessidade de implementação de práticas que considerem as especificidades e vulnerabilidades da população negra. A atividade também buscou promover a reflexão sobre o cuidado integral, alinhado aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), como universalidade, equidade e integralidade.

Durante a atividade, foram abordados temas relacionados à acessibilidade comunicativa nos serviços de saúde, destacando a importância da utilização de estratégias adequadas, como a Língua Brasileira de Sinais (Libras), para garantir o direito à informação e ao cuidado em saúde. Além disso, discutiu-se a saúde integral da população negra, com ênfase no enfrentamento das desigualdades raciais, no reconhecimento do racismo estrutural como determinante social da saúde e na promoção de práticas antirracistas no cotidiano dos serviços.

A relevância da temática é amplamente respaldada por políticas públicas e evidências científicas. O Ministério da Saúde, por meio da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, destaca a necessidade de enfrentar as iniquidades raciais no SUS e promover ações que garantam atenção integral a essa população. Da mesma forma, a acessibilidade comunicativa é reconhecida como um direito fundamental das pessoas com deficiência, sendo essencial para assegurar o acesso universal e igualitário aos serviços de saúde. Estudos apontam que barreiras comunicacionais impactam diretamente a qualidade do cuidado, podendo comprometer o diagnóstico, o tratamento e a adesão dos usuários.

Assim, iniciativas como essa reforçam o compromisso institucional com a promoção da equidade, da inclusão e da humanização no cuidado em saúde, contribuindo para a construção de um sistema mais acessível, justo e sensível às diversidades da população.

 

Fontes:

  • Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde Integral da População Negra

  • Ministério da Saúde – Diretrizes de Atenção à Pessoa com Deficiência no SUS

  • Organização Mundial da Saúde (OMS) – Determinantes Sociais da Saúde e Equidade

  • Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015)

Encontro Locorregional- PMMs da AP 5.1

No dia 17 de março, teve início o Encontro Locorregional – PMMs da AP 5.1, realizado das 14h às 17h, no auditório do espaço OTICS, reunindo cerca de 30 profissionais do Programa Mais Médicos. O evento, que segue também no dia 18, tem como foco central a qualificação e o aprofundamento das discussões sobre o manejo do HIV na Atenção Primária à Saúde (APS), tema de grande relevância para o fortalecimento do cuidado integral no Sistema Único de Saúde (SUS).

A programação do primeiro dia foi conduzida por Priscila Mafra, Responsável Técnica médica da CAP 5.1, em conjunto com supervisores acadêmicos do Programa Mais Médicos, promovendo um espaço de troca de experiências, atualização técnica e alinhamento de práticas assistenciais. Durante o encontro, foram abordados aspectos fundamentais relacionados ao HIV na APS, incluindo prevenção, diagnóstico precoce, acompanhamento clínico, adesão ao tratamento e estratégias de redução de vulnerabilidades.

O objetivo do evento é qualificar os profissionais de saúde para uma atuação mais resolutiva e integrada no cuidado às pessoas vivendo com HIV, fortalecendo a APS como porta de entrada preferencial do sistema de saúde. A continuidade do encontro no dia 18 reforça a importância da educação permanente e da construção coletiva do conhecimento entre os profissionais.

A abordagem do HIV na Atenção Primária à Saúde é considerada estratégica nas políticas públicas brasileiras, uma vez que amplia o acesso ao diagnóstico e ao tratamento, além de contribuir para o controle da infecção e a melhoria da qualidade de vida da população. O Ministério da Saúde ressalta a importância da organização da linha de cuidado para HIV/Aids como forma de garantir atenção integral aos usuários. Estudos também evidenciam que a atuação da Estratégia Saúde da Família tem impacto direto na redução da mortalidade por aids no Brasil, reforçando o papel essencial da APS no enfrentamento da epidemia.

Dessa forma, o Encontro Locorregional reafirma o compromisso com a qualificação contínua dos profissionais do Programa Mais Médicos e com a oferta de uma assistência mais humanizada, eficiente e baseada em evidências científicas no território.

Fontes:

  • Ministério da Saúde – Linha de Cuidado HIV/Aids

  • Instituto de Saúde Coletiva da UFBA – Impacto da Estratégia Saúde da Família na redução da mortalidade por aids

  • Revisão sistemática sobre a importância da Atenção Primária na prevenção e tratamento do HIV

Grupo de Estudos sobre Saúde da População Negra

Grupo de Estudos sobre Saúde da População Negra promove debate e construção de estratégias de intervenção em saúde

No dia 12 de março de 2026, das 09h às 12h, o auditório da OTICS Bangu sediou o Grupo de Estudos Saúde da População Negra, reunindo 24 participantes, entre trabalhadores da saúde, estudantes da área da saúde e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A atividade teve como foco ampliar o conhecimento sobre as políticas públicas voltadas à equidade racial na saúde e fortalecer o debate sobre práticas de cuidado mais inclusivas. O encontro foi conduzido por Aline Vieira, psicóloga e presidente do Centro de Estudos do Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira, que apresentou os principais fundamentos da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, política pública que orienta ações do Sistema Único de Saúde voltadas à redução das desigualdades raciais no acesso e na qualidade da atenção à saúde.

Durante o encontro, foram discutidos aspectos históricos, sociais e epidemiológicos relacionados às condições de saúde da população negra no Brasil, bem como os desafios enfrentados pelos serviços de saúde na promoção da equidade racial. Os participantes também dialogaram sobre estratégias de enfrentamento ao racismo institucional e a importância da inclusão da temática nos processos de formação e educação permanente em saúde. O objetivo da atividade foi apresentar os princípios e diretrizes da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e iniciar a construção de um projeto de intervenção voltado aos serviços de saúde, buscando fortalecer práticas que promovam maior equidade no cuidado e ampliem o acesso da população negra às ações de promoção, prevenção e assistência em saúde.

A realização do grupo de estudos reforça a importância da formação crítica e do diálogo entre profissionais, estudantes e usuários do SUS, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias que promovam justiça social e equidade no sistema de saúde. Iniciativas como essa fortalecem o compromisso das instituições com a construção de práticas de cuidado mais humanizadas e sensíveis às diversidades presentes na sociedade brasileira.

Fontes

  • Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. Disponível em: https://www.gov.br/saude

  • Fundação Oswaldo Cruz. Equidade racial e saúde no SUS. Disponível em: https://portal.fiocruz.br

  • Organização Pan-Americana da Saúde. Determinantes sociais da saúde e equidade. Disponível em: https://www.paho.org

Treinamento Técnico de Prescrição de Cadeiras de Rodas

Treinamento Técnico de Prescrição de Cadeiras de Rodas qualifica profissionais da SMS no auditório da OTICS Bangu

No dia 06 de março de 2026, foi realizado no auditório da OTICS Bangu o Treinamento Técnico de Prescrição de Cadeiras de Rodas, destinado aos profissionais Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A atividade foi realizada em parceria com a empresa Ortobrás, referência nacional na fabricação de cadeiras de rodas e tecnologias assistivas. A iniciativa do encontro partiu da enfermeira Jucileia Medeiros Ribeiro, responsável pelo Centro Especializado em Reabilitação (CER) da Policlínica Manoel Guilherme da Silveira Filho, localizada na Área Programática 5.1 do município do Rio de Janeiro. O treinamento teve como objetivo aprimorar o processo de prescrição, avaliação e adequação postural de cadeiras de rodas, contribuindo para que os profissionais realizem indicações mais precisas e individualizadas para os usuários da rede municipal de saúde. Durante o encontro, foram abordados temas relacionados à avaliação funcional do usuário, medidas antropométricas, tipos de cadeiras de rodas, ajustes posturais, indicações clínicas, além de orientações sobre a correta adaptação do equipamento às necessidades de cada paciente. Os participantes também discutiram aspectos importantes para a escolha do dispositivo mais adequado, considerando fatores como mobilidade, autonomia, conforto e prevenção de deformidades posturais.

Além da parte teórica, o treinamento contou com atividades práticas de medição e avaliação postural, realizadas no próprio auditório da OTICS Bangu e também no Centro de Reabilitação, permitindo aos profissionais aplicar na prática os conhecimentos apresentados. Essa etapa possibilitou o treinamento direto das técnicas de mensuração e ajuste, fundamentais para garantir maior eficiência no processo de prescrição.

A capacitação é considerada estratégica para o fortalecimento da atenção à reabilitação no Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que a correta prescrição de cadeiras de rodas impacta diretamente na funcionalidade, independência e qualidade de vida das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. A formação continuada dos profissionais contribui ainda para qualificar o cuidado, reduzir complicações decorrentes de adaptações inadequadas e ampliar o acesso a tecnologias assistivas apropriadas.

A realização de treinamentos como este reforça o compromisso da rede municipal de saúde com a educação permanente dos profissionais, promovendo atualização técnica e integração entre os serviços de reabilitação, com foco na melhoria da assistência prestada à população.

A realização de treinamentos como este reforça o compromisso da rede municipal de saúde com a educação permanente dos profissionais, promovendo atualização técnica e integração entre os serviços de reabilitação, com foco na melhoria da assistência prestada à população.

Fontes

  • Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência. Disponível em: https://www.gov.br/saude

  • Organização Mundial da Saúde. Guidelines on the Provision of Manual Wheelchairs in Less Resourced Settings. Disponível em: https://www.who.int

  • Organização Pan-Americana da Saúde. Tecnologias Assistivas e Reabilitação. Disponível em: https://www.paho.org

Planejamento das Mediações em LIBRAS

OTICS Bangu realiza planejamento de mediações em LIBRAS e organização da 5ª turma do Curso de LIBRAS – Básico I

No dia 5 de março de 2026, na sala de apoio à gestão da OTICS Bangu, foi realizado o planejamento das mediações em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) para os atendimentos voltados aos usuários surdos da rede de saúde da Área Programática 5.1. Na mesma ocasião, também foi iniciada a organização das inscrições da 5ª Turma do Curso de LIBRAS – Básico I, destinado aos profissionais e trabalhadores(as) da rede de saúde do território.

A atividade teve como objetivo estruturar estratégias que garantam acessibilidade comunicativa nos serviços de saúde, promovendo um atendimento mais inclusivo, qualificado e humanizado à população surda. O planejamento das mediações em LIBRAS contribui para fortalecer o acesso da pessoa surda aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo a comunicação efetiva durante os atendimentos e ampliando a qualidade do cuidado ofertado.

Participaram da atividade Renata Reis representante da Assessoria PSE/PICS/RAP da Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde – DAPS/CAP 5.1, Willian Inácio e Yasmin Guimarães, Apoiadores Surdos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa; e Elvis Ferreira, Apoiador da Equipe de Acessibilidade Comunicativa / RAP da Saúde e Saúde Integral da População Negra – DAPS/CAP 5.1.

A iniciativa reforça a importância da educação permanente e da organização do processo de trabalho como ferramentas essenciais para a efetivação do direito à comunicação no SUS, ampliando o acesso aos serviços de saúde, fortalecendo a equidade e assegurando o cuidado integral às pessoas surdas.

A ação também está alinhada às normativas nacionais que reconhecem a LIBRAS como meio legal de comunicação, regulamentam sua oferta nos serviços públicos e garantem os direitos das pessoas com deficiência no acesso às políticas públicas de saúde, reafirmando o compromisso da rede com a promoção da inclusão e da acessibilidade.

Fontes:

Brasil. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002 – Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).
Brasil. Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005 – Regulamenta a Lei nº 10.436/2002 e estabelece a inclusão da LIBRAS nos serviços públicos.
Brasil. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) – Estatuto da Pessoa com Deficiência.
Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência.