Confecção de Jogos Educativos Adaptados para a Prevenção das Arboviroses

Agente de Vigilância em Saúde realiza confecção de jogos educativos para a prevenção das arboviroses na OTICS Bangu

Na manhã do dia 24 de abril de 2026, na sala de apoio à gestão da OTICS Bangu, o Agente de Vigilância em Saúde (AVS) Anailton Dantas da Silva esteve dedicado no trabalho da prevenção de arboviroses (como dengue, zika e chikungunya), com a confecção de jogos educativos adaptados, como quebra-cabeças, jogos da memória e caça-palavras com temas específicos, além de jogos de tabuleiro interativos e atividades práticas de identificação de focos do mosquito.

Jogos Educacionais Adaptados

  • Quebra-cabeças e Jogos da Memória: Utilizar imagens de medidas preventivas (pneus secos, caixas d’água tampadas, etc.) ou do ciclo de vida do mosquito Aedes aegypti. Esses jogos estimulam a memória e a cognição enquanto transmitem informações importantes.
  • Caça-palavras e Palavras Cruzadas: Desenvolver passatempos com vocabulário relacionado às arboviroses (sintomas, prevenção, nomes dos mosquitos). Isso pode ser uma atividade relaxante, mas informativa, durante os intervalos.
  • Jogos de Tabuleiro Personalizados: Criar ou adaptar jogos de tabuleiro onde os jogadores avançam ao responder corretamente a perguntas sobre prevenção ou identificar potenciais criadouros do mosquito. Um exemplo adaptável é o “A Cidade Dorme”, que pode ser usado para ensinar sobre sintomas e prevenção de forma divertida.
  • Aplicativos e Jogos Digitais: Se houver acesso a dispositivos móveis, aplicativos como o “Caça Dengue” oferecem jogos como sete erros e coleta seletiva que abordam o tema de forma interativa.

Atividades Práticas e Interativas

  • Rodas de Conversa e Discussões: Organizar sessões curtas de diálogo onde os participantes podem compartilhar experiências, tirar dúvidas e discutir soluções para problemas específicos no ambiente de trabalho ou em casa.
  • “Agentes de Saúde” no Trabalho: Designar duplas ou trios de idosos como “fiscais” por um dia, com a tarefa de inspecionar o local de trabalho (áreas comuns, vasos de plantas, depósitos) em busca de potenciais focos de água parada, reportando-os de forma lúdica.
  • Sessões de “Brainstorming” de Soluções: Pedir aos idosos que pensem em soluções criativas para problemas de prevenção no local de trabalho. Estudos mostram que as ideias geradas pelos próprios participantes tendem a ser mais eficazes e memoráveis.
  • Distribuição de Materiais e Kits de Prevenção: Fornecer materiais informativos, como folhetos e cartilhas do Ministério da Saúde, e pequenos kits de prevenção (repelentes, areia para vasos de plantas).

Dicas para Implementação no Ambiente de Trabalho

  • Manter a Relevância: Adaptar as atividades para o contexto do local de trabalho, garantindo que as informações sejam diretamente aplicáveis ao seu dia a dia.
  • Promover a Interação Social: Focar em jogos e atividades em grupo para incentivar a cooperação e a troca de conhecimentos, o que é benéfico para a saúde mental e social dos idosos.
  • Flexibilidade e Inclusão: Considerar diferentes níveis de mobilidade e habilidades cognitivas, oferecendo uma variedade de opções para que todos possam participar.

 

A iniciativa teve como objetivo manter atualizada a planilha de monitoramento, ferramenta essencial para o planejamento das ações de vigilância e para o fortalecimento do plano de contingência no enfrentamento das arboviroses na área programática 5.1. Essa atividade reforça o compromisso da equipe de vigilância em saúde com a organização dos dados epidemiológicos e a eficiência das estratégias de prevenção, contribuindo para a proteção da saúde da população.

A Vigilância em Saúde Ambiental é um conjunto de ações e serviços que propiciam o conhecimento e a detecção de mudanças nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente que interferem na saúde humana. Ela tem a finalidade de recomendar e adotar medidas de promoção à saúde, prevenção e monitoramento dos fatores de riscos relacionados às doenças ou agravos à saúde.
As arboviroses são um grupo de doenças virais que são transmitidas principalmente por artrópodes, como mosquitos e carrapatos. A palavra “arbovirose” deriva de “arbovírus”, que significa “vírus transmitido por artrópodes”. Essas enfermidades podem causar uma variedade de sintomas, desde febre leve até complicações mais sérias, sendo algumas delas potencialmente fatais. Os principais vetores das arboviroses são os mosquitos, em particular, os gêneros Aedes, Culex, Anopheles e pelo inseto do gênero Orthobunyavirus. Eles se tornam portadores dos vírus ao picar uma pessoa infectada e, subsequentemente, passam o vírus para outras pessoas durante suas picadas.
Aedes aegypti: é o nome científico de um mosquito ou pernilongo cuja característica que o diferencia dos demais mosquitos é a presença de listras brancas no tronco, cabeça e pernas. É um mosquito doméstico, que vive dentro ou ao redor de domicílios ou de outros locais frequentados por pessoas, como estabelecimentos comerciais, escolas ou igrejas, por exemplo. Tem hábitos preferencialmente diurnos e alimenta-se de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer.
Saiba mais clicando aqui: https://saude.prefeitura.rio/vigilancia-saude/ambiental/
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/arboviroses
https://saude.prefeitura.rio/dengue-zika-e-chikungunya/

Saúde do Homem e da Pessoa Idosa

Nesta tarde, 22 de abril de 2026, na sala de apoio à gestão da OTICS Bangu, foi realizado um momento de trabalho técnico voltado ao fortalecimento das ações de acessibilidade comunicativa, bem como à atenção à saúde do homem e da pessoa idosa no território da AP 5.1. A atividade foi conduzida pelo profissional Elvis Ferreira, apoiador do RAP da Saúde, Saúde do Homem e da Pessoa Idosa e Acessibilidade Comunicativa (DAPS/CAP 5.1), com foco no alinhamento de estratégias e na organização das práticas desenvolvidas nos serviços de saúde. O objetivo principal da atividade foi estruturar e alinhar ações voltadas à promoção da acessibilidade comunicativa nos serviços de saúde, com especial atenção à assistência à pessoa idosa. A iniciativa buscou fortalecer o planejamento das ações, garantindo a continuidade das atividades e a qualificação do cuidado ofertado à população.

A ação é fundamental para a promoção, prevenção e proteção da saúde, além de contribuir para a inclusão de pessoas surdas e de usuários com barreiras de comunicação no Sistema Único de Saúde (SUS). A ampliação da acessibilidade comunicativa promove um atendimento mais humano, acessível e equitativo, assegurando o direito à comunicação e à informação em saúde.

A atividade também reforça a importância do planejamento como estratégia para qualificar os processos de trabalho, fortalecer a continuidade da assistência e alinhar as práticas às diretrizes das políticas públicas de acessibilidade e equidade em saúde.

A ação reafirma o compromisso da Coordenação da Área Programática 5.1 (CAP 5.1) e da Rede OTICS Rio com a formação continuada dos profissionais de saúde e com o fortalecimento de uma comunicação acessível e inclusiva em toda a rede, promovendo cuidado integral e respeitando a diversidade da população atendida.

 

Fontes e referências
• Sistema Único de Saúde (SUS) – Princípios da universalidade, integralidade e equidade
• Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa
• Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência
• Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-Rio) – Diretrizes de Acessibilidade e Equidade em Saúde

Reunião de Equipe dos AVSs

OTICS Bangu sedia reunião de equipe dos Agentes de Vigilância em Saúde da AP 5.1

Na manhã do dia 17 de abril de 2026, a sala de tutoria da OTICS Bangu foi o espaço da reunião de equipe dos Agentes de Vigilância em Saúde (AVSs). O encontro contou com a participação de 8 profissionais da categoria e teve como objetivo avaliar os eventos da semana e planejar novas ações no território. A atividade foi conduzida por Viviana Canuto Menezes, Supervisora da Vigilância Ambiental da Área Programática (AP) 5.1, que reforçou a importância da integração da equipe para o fortalecimento das estratégias de vigilância no território. A iniciativa reafirma o compromisso da OTICS Bangu em oferecer suporte técnico e promover espaços de diálogo e organização das ações, contribuindo para o aprimoramento contínuo da saúde pública local.

A saúde ambiental é um eixo essencial da saúde pública, voltado a identificar e reduzir os impactos de fatores ambientais — naturais ou resultantes da atividade humana — sobre a saúde das pessoas. Esse campo integra conhecimento científico, formulação de políticas públicas e práticas sustentáveis, visando melhorar a qualidade de vida da população.

Coordenada pelo Ministério da Saúde, a Vigilância em Saúde Ambiental (VSA) compreende um conjunto de ações voltadas para identificar, avaliar e monitorar alterações nos fatores ambientais que possam afetar a saúde humana, fortalecendo a capacidade de resposta e a prevenção de agravos no território.

Também desenvolvem um conjunto de atividades para detectar mudanças no meio ambiente e que de certa forma interfere na saúde humana. A finalidade do profissional da vigilância ambiental é analisar, adotar e recomendar medidas para prevenir o agravo e o surgimento de doenças desenvolvidas no âmbito ambiental.  É igualmente responsável pelo tratamento, inspeção, eliminação de depósitos e busca de focos do mosquito da dengue.

 

 

Saiba mais clicando aqui: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/saude-ambiental

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Colegiado Gestor Ampliado – CAP 5.1

Na manhã do dia 16 de abril de 2026, o auditório da Policlínica Manoel Guilherme da Silveira Filho sediou o Colegiado Gestor Ampliado, reunindo representantes da Policlínica Manoel Guilherme da Silveira Filho, da Clínica da Família Fiorello Raymundo, da Clínica da Família Faim Pedro, do CMS Padre Miguel e do CMS Manoel Guilherme da Silveira Filho. O encontro ocorreu das 9h às 12h e contou com a participação de 39 pessoas, entre usuários e profissionais de saúde.

O evento teve como objetivo central promover a participação popular junto às unidades de saúde, fortalecendo o diálogo entre gestão, trabalhadores e comunidade, princípio fundamental do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante o encontro, foram abordados temas estratégicos relacionados ao cadastramento dos usuários, essencial para a organização do cuidado e para o acesso qualificado aos serviços da Atenção Primária à Saúde (APS).

As discussões foram conduzidas pela Diretora Ingrid Sayao (Policlínica Manoel Guilherme da Silveira Filho) e pelos Gerentes Técnicos Iris Moraes (CF Fiorello Raymundo), Aline Azevedo (CF Faim Pedro), Fabio Monteiro (CMS Padre Miguel) e Julia Marques (CMS Manoel Guilherme), que contribuíram com orientações técnicas e esclarecimentos fundamentais para o alinhamento das ações no território.

A realização do Colegiado Gestor Ampliado reafirma o compromisso das unidades envolvidas e da OTICS com a gestão participativa, o controle social e o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, reconhecida como a principal porta de entrada do SUS e fundamental para a promoção do cuidado integral, contínuo e equitativo à população.

Fontes:

  • Ministério da Saúde – Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)
  • Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS/MS)
  • Departamento de Saúde da Família (DESF/MS)

Curso de Libras para Profissionais da Atenção Primária da AP 5.1

Neste dia, 16 de abril de 2026, turno da manhã, no auditório da OTICS Bangu, foi realizada a sexta aula da 5ª turma do Curso Básico I de Libras. A atividade contou com o apoio de Elvis Ferreira e Jaqueline Nascimento, apoiadores da Equipe de Acessibilidade/RAP da Saúde e Saúde Integral da População Negra (SIPN) – DAPS/CAP 5.1, Willian Inácio e Yasmin Guimarães (Apoiadores Surdos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa), além de Renata Reis, fonoaudióloga do CER, responsável pela mediação do curso.

O público-alvo da formação é composto por profissionais de saúde da Atenção Primária, e o principal objetivo do curso é capacitá-los para se comunicar de forma eficaz e humanizada com pacientes surdos, contribuindo para a melhoria do acesso, da qualidade do atendimento e da experiência em saúde da comunidade surda. A proposta vai além do ensino da língua, contemplando também a compreensão da cultura surda, fundamental para a promoção de um atendimento mais inclusivo e para a redução das barreiras de comunicação nos serviços de saúde.

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão das pessoas surdas no Brasil. Trata-se de uma língua com estrutura própria, de modalidade visual-espacial, distinta da língua portuguesa. Assim como outras línguas naturais, a Libras possui níveis linguísticos como fonologia, morfologia, sintaxe e semântica, além de um vocabulário próprio, composto por sinais.

É importante destacar que a Libras não substitui a modalidade escrita da língua portuguesa, que permanece como língua oficial do país, mas se configura como um instrumento essencial para garantir o direito à comunicação das pessoas surdas. Nesse sentido, a qualificação dos profissionais de saúde em Libras representa um avanço significativo na construção de um sistema de saúde mais acessível, equitativo e humanizado.

Fontes e referências
• Lei nº 10.436/2002 – Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação e expressão
• Decreto nº 5.626/2005 – Regulamenta a Lei nº 10.436/2002 e trata da inclusão da Libras nos serviços públicos
• Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência
• Ministério da Educação – Diretrizes para educação e difusão da Libras
• Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – Dados sobre a população com deficiência no Brasil

Grupo de Trabalho (GT) da Vigilância em Saúde Mental e Trabalho (VSMT)

No dia 16 de abril de 2026, na sala de tutoria da OTICS Bangu, a enfermeira Laís Borsoi Braz, do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) da Zona Oeste, participou de forma remota do Grupo de Trabalho (GT) da Vigilância em Saúde Mental e Trabalho (VSMT). O encontro reuniu profissionais envolvidos na temática, promovendo o diálogo técnico e o fortalecimento das ações voltadas à interface entre saúde mental e saúde do trabalhador. Durante a atividade, foram discutidas estratégias de vigilância, identificação de agravos relacionados ao trabalho e a importância do cuidado integral aos trabalhadores, considerando os impactos psicossociais presentes nos diferentes contextos laborais. A participação no GT possibilitou a troca de experiências e o alinhamento de práticas entre os serviços, contribuindo para o aprimoramento das ações no território. O objetivo do encontro foi fortalecer a atuação da Vigilância em Saúde Mental e Trabalho, por meio da articulação entre os profissionais e da construção coletiva de estratégias que ampliem a capacidade de identificação, notificação e acompanhamento dos agravos relacionados à saúde mental no contexto laboral.

A importância da participação nesse espaço está na qualificação das ações de vigilância e cuidado, promovendo a integração entre as redes de atenção à saúde e saúde do trabalhador. Iniciativas como essa contribuem para a prevenção de adoecimentos, a promoção de ambientes de trabalho mais saudáveis e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção da saúde dos trabalhadores.

Fontes fidedignas:

  • Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora.
  • Ministério da Saúde. Saúde Mental e Trabalho no SUS: diretrizes e estratégias de cuidado.
  • Organização Mundial da Saúde (OMS). Saúde mental no ambiente de trabalho.

Avaliação da Campanha de Influenza 2026

No dia 16 de abril de 2026, na sala de tutoria da OTICS Bangu, foi realizada uma reunião online com os Gestores Técnicos (GT) das unidades de saúde da Área Programática 5.1, tendo como pauta principal a avaliação da Campanha de Influenza 2026. O encontro contou com a participação presencial de Julia Marques, GT do CMS Manoel Guilherme da Silveira Filho, e Iris, GT da CF Fiorello Raymundo, enquanto os demais gestores participaram de forma remota, fortalecendo a integração entre as unidades. Durante a reunião, foram discutidos os resultados parciais da campanha, os desafios enfrentados pelas equipes no território, as estratégias adotadas para ampliação da cobertura vacinal e a organização dos fluxos de atendimento nas unidades. O momento também possibilitou a troca de experiências entre os gestores, contribuindo para a identificação de boas práticas e ajustes necessários para o alcance das metas estabelecidas.

O principal objetivo do encontro foi avaliar o desempenho das unidades na Campanha de Influenza 2026, analisando indicadores, identificando fragilidades e propondo estratégias que potencializem a adesão da população à vacinação, especialmente dos grupos prioritários. A importância da reunião está na qualificação contínua das ações de imunização, permitindo o alinhamento entre as equipes gestoras e o fortalecimento das estratégias de vacinação no território. A avaliação sistemática das campanhas contribui para a tomada de decisões mais assertivas, ampliação da cobertura vacinal e, consequentemente, para a redução de complicações, internações e óbitos relacionados à influenza, reforçando o compromisso do Sistema Único de Saúde (SUS) com a promoção e proteção da saúde da população.

 

 

 

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Planejamento Pedagógico do Curso de Libras Básico

Planejamento pedagógico do Curso de Libras Básico fortalece a acessibilidade comunicativa na Atenção Primária à Saúde

No dia 16 de abril de 2026, foi realizada, na Sala de Apoio à Gestão da OTICS Bangu, a atividade de planejamento pedagógico do Curso de Libras Básico, com o objetivo de organizar e estruturar as aulas do curso, que terá início no mês de março de 2026. O encontro contou com a participação de Willian Inácio e Yasmin Guimarães de Azevedo, auxiliares administrativos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa, Jaqueline Nascimento e Elvis Ferreira, apoiadores do RAP da Saúde, Saúde Integral da População Negra e Acessibilidade Comunicativa e Renata Reis representante da Assessoria PSE/PICS/RAP da Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde – DAPS/CAP 5.1. . O objetivo do planejamento foi estruturar as ações pedagógicas, os conteúdos programáticos e o cronograma das aulas, visando ampliar o conhecimento dos participantes sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e fortalecer as práticas de acessibilidade comunicativa nos serviços de saúde, especialmente no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS).

A capacitação em Libras para profissionais da APS é fundamental para garantir o acesso qualificado das pessoas surdas aos serviços de saúde, promovendo uma comunicação efetiva, segura e humanizada. A Atenção Primária é a principal porta de entrada do SUS e, portanto, desempenha papel estratégico na identificação das necessidades de saúde, no acolhimento e na continuidade do cuidado. Profissionais capacitados em Libras contribuem para a redução de barreiras comunicacionais, o fortalecimento do vínculo com os usuários e a promoção da equidade no cuidado, assegurando o direito à saúde de forma integral.

O planejamento pedagógico coletivo é essencial para garantir a qualidade do processo formativo, a coerência dos conteúdos e a efetividade do curso. A iniciativa reforça o compromisso com a educação permanente em saúde, a inclusão e a acessibilidade, alinhando-se às diretrizes das políticas públicas voltadas à equidade e ao respeito às diversidades. Além disso, contribui para a continuidade da assistência e para o fortalecimento de uma rede de saúde mais acessível e inclusiva.

A ação reafirma o compromisso da Coordenação da Área Programática 5.1 (CAP 5.1) e da Rede OTICS Rio com a formação continuada dos profissionais, a promoção da acessibilidade comunicativa e o fortalecimento de um SUS mais inclusivo, humano e equitativo.

Fontes e referências:

A ação está alinhada às seguintes normativas e diretrizes oficiais:

  • Constituição Federal de 1988, que assegura a saúde como direito de todos e dever do Estado;

  • Lei nº 10.436/2002, que reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão;

  • Decreto nº 5.626/2005, que regulamenta a Lei nº 10.436/2002 e dispõe sobre a formação de profissionais em Libras;

  • Lei nº 8.080/1990 (Lei Orgânica da Saúde), que organiza o Sistema Único de Saúde (SUS);

  • Política Nacional de Educação Permanente em Saúde;

  • Diretrizes da Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência, do Ministério da Saúde.

Comportamento Mais Seguro – CMS

No dia 15 de abril de 2026, no espaço de computadores da sala de apoio à gestão da OTICS, foi realizada a atividade do curso “Comportamento Mais Seguro (CMS)”, no período das 9h às 12h, contando com a participação de 20 profissionais previamente matriculados. A ação foi direcionada a trabalhadores da saúde envolvidos no processo formativo do CMS, com foco na qualificação das práticas de cuidado em contextos complexos. Durante o encontro, foi abordado o tema “Territórios conflagrados pela violência”, promovendo reflexões sobre os desafios enfrentados pelas equipes de saúde que atuam em áreas marcadas por vulnerabilidades sociais e situações de violência. A discussão contemplou estratégias de abordagem segura, fortalecimento do vínculo com os usuários e a importância do cuidado em saúde pautado na escuta qualificada e na redução de riscos, tanto para os profissionais quanto para a população atendida. A atividade foi conduzida pela psicóloga Waleska da Silva Azalino, que mediou o debate e contribuiu com sua experiência técnica, proporcionando um espaço de troca de saberes e construção coletiva de estratégias de atuação nos territórios.

O principal objetivo do encontro foi garantir a certificação dos participantes no curso CMS, assegurando o cumprimento das etapas formativas e a consolidação dos conhecimentos trabalhados ao longo da capacitação.

A importância da atividade reside no fortalecimento das competências dos profissionais para atuação em territórios com altos índices de violência, contribuindo para práticas mais seguras, éticas e resolutivas no âmbito da saúde pública. Iniciativas como essa favorecem a qualificação do cuidado, a proteção dos trabalhadores e o aprimoramento das respostas institucionais frente às demandas dos territórios, alinhando-se aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).

Fontes fidedignas:

  • Ministério da Saúde. Política Nacional de Promoção da Saúde.
  • Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica.
  • Organização Mundial da Saúde (OMS). Prevenção da violência e promoção da saúde em contextos vulneráveis.

Procedimentos Operacionais para Coleta de CD4 e Carga Viral (CV)

No dia 14 de abril de 2026, foi realizado o treinamento “Procedimentos Operacionais para Coleta de CD4 e Carga Viral (CV)”, promovido pela OTICS, com atividades distribuídas em dois turnos, das 9h30 às 12h e das 14h às 17h. Ao todo, participaram 15 profissionais, entre responsáveis técnicos (RT) de enfermagem, técnicos de enfermagem e profissionais administrativos, fortalecendo a integração entre as equipes envolvidas no processo de diagnóstico laboratorial. Durante o treinamento, foram abordados os principais procedimentos operacionais relacionados à coleta de exames de CD4 e carga viral, bem como as orientações para o correto envio das amostras e o cadastro dos exames no Sistema de Gerenciamento de Ambiente Laboratorial (GAL). A atividade teve caráter teórico-prático, proporcionando aos participantes maior segurança na execução das etapas que envolvem desde a coleta até o registro adequado das informações no sistema. A capacitação foi conduzida pelas enfermeiras Cristiane Morais da Silva e Sabrina Jacinto de Sá Castriola, com apoio da bióloga Flavia Soto, que contribuíram com orientações técnicas atualizadas e esclarecimento de dúvidas, promovendo a qualificação dos processos de trabalho nas unidades de saúde.

O principal objetivo do treinamento foi capacitar os profissionais para a realização adequada da coleta dos exames de CD4 e carga viral, bem como para o correto cadastro no sistema GAL, garantindo a rastreabilidade das amostras e a confiabilidade dos resultados laboratoriais.

A importância da atividade está diretamente relacionada à melhoria da qualidade dos serviços prestados, assegurando maior precisão diagnóstica e contribuindo para o acompanhamento eficaz das pessoas vivendo com HIV. A correta execução desses procedimentos impacta diretamente na tomada de decisão clínica, no monitoramento da resposta ao tratamento e na redução de falhas no fluxo laboratorial, fortalecendo a rede de atenção à saúde.

Fontes fidedignas:

  • Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos.
  • Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI/MS). Manual Técnico para Diagnóstico e Monitoramento Laboratorial do HIV.
  • Sistema GAL – Manual do Usuário e orientações do Ministério da Saúde.