Grupo de Tabagismo do CMS Manoel Guilherme – AP 5.1

Grupo de Tabagismo promove palestra sobre Tabagismo e Câncer de Boca na AP 5.1

O Grupo de Tabagismo do CMS Manoel Guilherme da Silveira Filho, na AP 5.1, realizou palestra educativa com o tema “Tabagismo e Câncer de Boca”, direcionada aos pacientes assistidos pela unidade. A atividade foi conduzida pelos profissionais Rose Sutil (Enfermeira), Eduardo Gonçalves (Farmacêutico), Stefany Silva (TSB) e Liane Nascimento (ACS), reforçando o compromisso da equipe multiprofissional com a promoção da saúde e a prevenção de agravos. A ação abordou os principais impactos do tabagismo na saúde bucal, os fatores de risco associados ao desenvolvimento do câncer de boca, sinais e sintomas de alerta, formas de prevenção e a importância da cessação do tabaco como medida fundamental para redução de riscos. Também foram apresentadas orientações sobre acompanhamento clínico e suporte ofertado pela unidade para quem deseja parar de fumar. O objetivo da palestra foi conscientizar os pacientes sobre os riscos do tabagismo, especialmente sua relação direta com o câncer de boca, além de incentivar a adesão ao tratamento para cessação do tabaco oferecido na Atenção Primária. A atividade também buscou fortalecer o vínculo entre equipe e usuários, promovendo educação em saúde baseada em informação qualificada.

O tabagismo é reconhecido como um dos principais fatores de risco evitáveis para o desenvolvimento de diversos tipos de câncer, incluindo o câncer de boca. A Atenção Primária à Saúde desempenha papel estratégico na prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento dos usuários, contribuindo para a redução da morbimortalidade associada ao consumo de tabaco. A realização de atividades educativas no território amplia o acesso à informação, estimula mudanças de comportamento e fortalece o cuidado integral. A atuação integrada entre enfermagem, farmácia, saúde bucal e agente comunitário potencializa os resultados, garantindo abordagem multiprofissional e centrada no usuário.

A iniciativa reafirma o compromisso da AP 5.1 com a promoção da saúde, a prevenção de doenças crônicas e o fortalecimento das ações do SUS no território.

Fontes

  • Instituto Nacional de Câncer (INCA). Informações sobre tabagismo e câncer de boca.

  • Ministério da Saúde. Programa Nacional de Controle do Tabagismo.

  • Organização Mundial da Saúde. Relatórios sobre tabagismo e prevenção do câncer.

Planejamento e Geoprocessamento Fortalecem Assistência na AP 5.1

No dia 19 de março de 2026, na sala de apoio à gestão da OTICS Bangu, foi realizada reunião com os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) do CMS Manoel Guilherme da Silveira Filho, da AP 5.1. O encontro teve como objetivo a atualização dos cadastros da Rua da Usina, área coberta pela unidade, com foco no levantamento do quantitativo de moradores e na qualificação das informações territoriais. A atividade foi desenvolvida de forma integrada com os próprios Agentes da área, que participaram ativamente do levantamento em campo, contribuindo para a atualização e reestruturação do território adscrito. O trabalho também visa aprimorar a organização da assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) na clínica de referência, garantindo maior precisão no planejamento das ações e na oferta de serviços. Participaram da reunião os ACS responsáveis pela área em questão, além de Viviane Lis, Diretora da DICA da CAP 5.1; Vivian Bravo, Auxiliar Administrativa da DICA; e Alexsandra Barroso Clarim, responsável pelo Geoprocessamento da DICA – CAP 5.1. A presença da equipe técnica reforçou a importância do uso de dados territoriais atualizados como ferramenta estratégica para o planejamento em saúde.

A atualização cadastral é um instrumento essencial da Atenção Primária à Saúde, pois permite conhecer a realidade demográfica e social do território, identificar vulnerabilidades e organizar de forma mais eficiente as ações de promoção, prevenção e cuidado. O trabalho conjunto entre ACS e equipe de geoprocessamento fortalece a territorialização, princípio estruturante da Estratégia Saúde da Família, e contribui para a ampliação do acesso e da resolutividade da assistência.

A iniciativa reafirma o compromisso da AP 5.1 com a qualificação permanente das informações em saúde e com o fortalecimento da organização do cuidado a partir das necessidades reais da população do território.

Fontes

  • Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica (PNAB).

  • Portaria nº 2.436 de 2017 – Aprova a Política Nacional de Atenção Básica.

  • Sistema Único de Saúde – Princípios e diretrizes da Atenção Primária à Saúde.

VIGISOLO e Supervisão das Caracterizações dos Pontos de Exposição para Rota de Exposição

VIGISOLO e Supervisão das Caracterizações dos Pontos de Exposição para Rota de Exposição fortalecem ações de Vigilância Ambiental na AP 5.1

No dia 19 de março, das 9h às 12h, foi realizado no Laboratório de Informática da OTICS o encontro “VIGISOLO e Supervisão das Caracterizações dos Pontos de Exposição para Rota de Exposição”, com a participação de 10 Agentes de Vigilância em Saúde (AVS) de Waldyr Franco. A atividade foi conduzida por Ney Jr. e Paulo Bueno, da área de Risco Não Biológico, no âmbito das ações da Gerência de Fatores de Risco Não Biológicos (GFRNB). O encontro teve como foco a supervisão técnica do trabalho de campo realizado pelos AVS, que identificaram e caracterizaram pontos de exposição em um raio de 400 metros a partir do Posto São Lourenço. A atividade integrou as ações do VIGISOLO, componente da Vigilância em Saúde Ambiental voltado ao monitoramento de áreas com potencial contaminação do solo, avaliando riscos à saúde humana decorrentes da exposição a contaminantes ambientais. Durante a supervisão, foram discutidos critérios técnicos para identificação dos pontos de exposição, análise das possíveis rotas de exposição (como contato direto com o solo, inalação de partículas ou ingestão indireta), qualificação dos registros e padronização das informações coletadas em campo. A troca de experiências entre os profissionais permitiu o alinhamento metodológico e o fortalecimento das estratégias de investigação ambiental no território.

O objetivo principal do evento foi aprimorar o trabalho de campo dos agentes, qualificando a identificação e a caracterização dos pontos de exposição relacionados às rotas de contaminantes. Essa etapa é fundamental para subsidiar análises de risco, orientar medidas preventivas e apoiar a tomada de decisão em saúde pública. A importância da atividade reside na consolidação de práticas baseadas em evidências e no fortalecimento da Vigilância em Saúde Ambiental como instrumento estratégico de proteção da população. A qualificação contínua dos AVS amplia a capacidade de resposta frente a situações de risco não biológico, contribuindo para a promoção de ambientes mais seguros e saudáveis.

A ação está alinhada às diretrizes do Ministério da Saúde no que se refere à Vigilância em Saúde Ambiental e às estratégias do programa VIGISOLO, que orienta a identificação, avaliação e gerenciamento de áreas com potencial risco à saúde humana devido à contaminação do solo.

Fontes

  • Ministério da Saúde. Diretrizes da Vigilância em Saúde Ambiental.

  • VIGISOLO. Programa de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Solo Contaminado.

Curso de Libras para Profissionais da Atenção Primária da AP 5.1

Curso de LIBRAS fortalece a acessibilidade na Atenção Primária da AP 5.1

No dia 19 de março de 2026, a Área Programática 5.1 (AP 5.1) da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro realizou mais um importante passo na consolidação de práticas inclusivas com a 5ª Turma do Curso de LIBRAS – Básico I, voltado aos profissionais de saúde da Atenção Primária. A iniciativa integra as ações estratégicas da DAPS/CAP 5.1 e reafirma o compromisso institucional com a ampliação do acesso e a qualificação do cuidado às pessoas surdas no território. O curso é coordenado por Renata Reis e Viviane Lins, da Assessoria PSE/PICS/RAP da Saúde da Secretaria Municipal de Saúde – DAPS/CAP 5.1, com o apoio de Elvis Ferreira e Jaqueline Nascimento, apoiadores da Equipe de Acessibilidade/RAP da Saúde e Saúde Integral da População Negra (SIPN) – DAPS/CAP 5.1. A formação conta ainda com a participação fundamental de Willian Inácio e Yasmin Guimarães, apoiadores surdos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa da CAP 5.1, cuja atuação fortalece a perspectiva bilíngue e a valorização da experiência da comunidade surda no processo formativo.

A proposta do Curso de LIBRAS – Básico I é oferecer aos trabalhadores e trabalhadoras da Atenção Primária conhecimentos introdutórios sobre a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), sua estrutura linguística, aspectos culturais da comunidade surda e estratégias de comunicação no contexto dos serviços de saúde. O objetivo central é qualificar o atendimento, reduzir barreiras comunicacionais e promover maior autonomia e segurança às pessoas surdas usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS). A importância da iniciativa está diretamente relacionada ao princípio da equidade, um dos pilares do SUS. A comunicação é elemento essencial para o cuidado em saúde: impacta o acolhimento, o vínculo, a adesão ao tratamento e a compreensão das orientações clínicas. Ao investir na formação em LIBRAS, a AP 5.1 fortalece a humanização do atendimento e contribui para a efetivação do direito à saúde, assegurando que a pessoa surda seja atendida com respeito à sua língua e identidade cultural. Além de promover a inclusão, o curso também fomenta a Educação Permanente em Saúde, ampliando a sensibilidade das equipes para as dimensões da acessibilidade comunicativa e da diversidade no território. A presença de apoiadores surdos no processo formativo potencializa a troca de saberes, promove o protagonismo da comunidade surda e reforça a construção de práticas anticapacitistas e culturalmente competentes.

A realização da 5ª turma, em 19/03/2026, demonstra a continuidade e o fortalecimento da política de acessibilidade comunicativa na Atenção Primária da AP 5.1, consolidando um movimento institucional que reconhece a comunicação como ferramenta estratégica para a promoção da saúde integral.

Ao ampliar o repertório comunicacional dos profissionais e estimular a construção de serviços mais inclusivos, a CAP 5.1 reafirma seu compromisso com uma Atenção Primária resolutiva, humanizada e alinhada aos marcos legais que garantem os direitos linguísticos da pessoa surda no Brasil.

Fontes

  • Lei nº 10.436 de 2002 – Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e dá outras providências.

  • Decreto nº 5.626 de 2005 – Regulamenta a Lei nº 10.436/2002, estabelecendo a obrigatoriedade da acessibilidade comunicativa e da formação em LIBRAS.

  • Ministério da Saúde – Princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

  • Ministério da Educação – Diretrizes sobre educação bilíngue para surdos e reconhecimento da LIBRAS como língua oficial da comunidade surda brasileira.

Oficina de Territorialização do CMS Dr Eithel Pinheiro e CMS Silvio Barbosa – AP 5.1.

No dia 18 de março de 2026, no turno da manhã, o laboratório de informática da OTICS Bangu sediou o 1° encontro da Oficina de Territorialização com os profissionais do CMS Dr Eithel Pinheiro e CMS Silvio Barbosa – AP 5.1. A atividade teve como objetivo ajustes do território da unidade, como também o inicio da delineação das microáreas, etapa fundamental para o fortalecimento do processo de territorialização e organização do trabalho das equipes de Atenção Primária à Saúde. A definição adequada das microáreas contribui para o planejamento das ações, qualificação do acompanhamento das famílias e maior precisão na identificação das necessidades de saúde do território. Participaram da oficina Fátima Carneiro (Gerente da OTICS Bangu), os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), os Gerentes das unidades; além de Vivian Bravo, Auxiliar Administrativa do DICA, e Alexsandra Barroso Clarim, responsável pelo Geoprocessamento da DICA – CAP 5.1.

O encontro reforça a importância do trabalho integrado entre gestão, equipe técnica e profissionais do território, utilizando ferramentas de geoprocessamento e análise territorial para aprimorar a organização das áreas de abrangência e garantir maior efetividade nas ações de promoção, prevenção e cuidado em saúde na AP 5.1.

Geoprocessamento é um procedimento integrante do Sistema de Informações Geográficas (SIGs) e baseia-se em selecionar e trabalhar em torno de imagens de satélite e fotografias aéreas para a produção de mapas e representações cartográficas em geral.

 

Como a estratégia de Saúde da Família (ESF) é um conjunto de ações dirigidas à população de territórios delimitados, as chamadas microáreas, pelas quais a ESF assume a responsabilidade sanitária, apresentamos a utilização da ferramenta do Google Earth Pro como uma possibilidade para o georreferenciamento em saúde às mãos dos profissionais da saúde. Delimitar as microáreas. Trabalhamos com base do IPP – Instituto Pereira Passos (Onde Ser Atendido), Plataforma Google Earth Pro, Malha Setores Censitários.

 

O objetivo do trabalho é a delineação das microáreas dos territórios da Atenção Básica à Saúde, que é um processo social e político importante para a realização dos princípios constitucionais do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, esse processo é importante para identificação das necessidades de saúde da população, planejamento e ações de saúde, contemplando uma assistência com integralidade, um dos princípios mais importantes do SUS.

 

 

Link para download do Google Earth Pro

Busque aqui a unidade mais próximaprefeitura.rio/ondeseratendido

Encontro Locorregional – PMMs da AP 5.1 – 2º Encontro

Nos dias 17 e 18 de março, das 14h às 17h, foi realizado no auditório do espaço OTICS o Encontro Locorregional – PMMs da AP 5.1, reunindo cerca de 30 profissionais do Programa Mais Médicos. O segundo dia marcou o encerramento das atividades, consolidando o processo de qualificação e aprofundamento das discussões sobre o manejo do HIV na Atenção Primária à Saúde (APS), tema estratégico para o fortalecimento do cuidado integral no Sistema Único de Saúde (SUS). A programação, conduzida por Priscila Mafra, Responsável Técnica médica da CAP 5.1, em conjunto com supervisores acadêmicos do Programa Mais Médicos, manteve o foco na troca de experiências, atualização técnica e alinhamento das práticas assistenciais. No decorrer do segundo dia, foram retomados e aprofundados temas essenciais, como prevenção, diagnóstico precoce, acompanhamento clínico, adesão ao tratamento e estratégias de redução de vulnerabilidades, permitindo a consolidação do aprendizado e o esclarecimento de dúvidas a partir das vivências dos profissionais no território.

O objetivo principal do encontro foi alcançado ao promover a qualificação dos profissionais para uma atuação mais resolutiva e integrada no cuidado às pessoas vivendo com HIV, fortalecendo a APS como porta de entrada preferencial do sistema de saúde. O momento de encerramento também possibilitou a sistematização das discussões e o reforço do compromisso com a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos no cotidiano dos serviços.

A relevância da abordagem do HIV na APS é amplamente reconhecida nas políticas públicas e na literatura científica. O Ministério da Saúde destaca que a organização da linha de cuidado para HIV/Aids é fundamental para ampliar o acesso ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento contínuo dos usuários. Além disso, evidências apontam que a atuação da Estratégia Saúde da Família contribui significativamente para a redução da mortalidade por aids no Brasil, reforçando o papel central da atenção primária no enfrentamento da epidemia. Estudos também indicam que a APS é essencial para a prevenção, rastreamento e cuidado integral, considerando os determinantes sociais e clínicos envolvidos.

Dessa forma, o encerramento do Encontro Locorregional reafirma o compromisso com a educação permanente em saúde e com a qualificação dos profissionais do Programa Mais Médicos, contribuindo para uma assistência mais humanizada, resolutiva e baseada em evidências no enfrentamento do HIV no território.

Fontes:

  • Ministério da Saúde – Linha de Cuidado HIV/Aids

  • Instituto de Saúde Coletiva da UFBA – Impacto da Estratégia Saúde da Família na redução da mortalidade por aids

  • Revisão sistemática sobre a importância da Atenção Primária na prevenção e tratamento do HIV

Cerest Zona Oeste

No dia 17 de março de 2026, no período das 10h às 13h, foi realizada na Sala de Reunião do espaço OTICS a reunião com a equipe do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) da Zona Oeste, contando com a participação de 2 de  profissionais de forma presencial e 23 na modalidade online. A atividade integrou a agenda da Sala de Tutoria e teve como pauta principal a apresentação do Cerest Zona Oeste na Câmara Técnica da Comissão Intersetorial Regional (CIR), etapa estratégica para o processo de habilitação do serviço na região.

A apresentação foi conduzida por Flávia Oliveira, Coordenadora da Saúde do Trabalhador, que destacou a importância da estruturação e reconhecimento do Cerest Zona Oeste como referência para o desenvolvimento de ações voltadas à promoção, prevenção e vigilância em saúde do trabalhador. Durante a reunião, foram discutidos os fluxos, atribuições e a relevância da atuação intersetorial para o fortalecimento da rede de atenção à saúde, especialmente no que se refere à identificação e enfrentamento dos agravos relacionados ao trabalho.

O objetivo do encontro foi alinhar informações, fortalecer a articulação entre os atores envolvidos e subsidiar o processo de habilitação do Cerest junto às instâncias regionais, garantindo maior capacidade de resposta às demandas relacionadas à saúde do trabalhador no território. A iniciativa reforça a importância da integração entre gestão, assistência e vigilância, promovendo um cuidado mais amplo e resolutivo no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

A saúde do trabalhador é um campo prioritário nas políticas públicas de saúde, sendo fundamental para a identificação de riscos ocupacionais, prevenção de doenças e promoção de ambientes de trabalho saudáveis. De acordo com o Ministério da Saúde, os Cerest desempenham papel essencial na organização da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast), atuando de forma articulada com outros pontos da rede para garantir atenção integral aos trabalhadores. Além disso, a atuação das comissões intersetoriais fortalece a governança regional e a construção de estratégias coletivas para enfrentamento dos desafios em saúde.

Dessa forma, a reunião contribuiu significativamente para o avanço no processo de habilitação do Cerest Zona Oeste, consolidando sua importância como dispositivo estratégico para a promoção da saúde e qualidade de vida dos trabalhadores.

Fontes:

  • Ministério da Saúde – Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast)

  • Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora

  • Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) – Saúde do Trabalhador e Ambientes Saudáveis

Saúde da População Negra e Acessibilidade Comunicativa

No dia 17 de março de 2026, no turno da manhã, foi realizada uma atividade voltada à qualificação das práticas em saúde, com foco na acessibilidade comunicativa e na promoção da saúde integral da população negra. A ação contou com a participação de Willian Inácio e Yasmin Guimarães, administrativos surdos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa, além de Elvis Ferreira e Jaqueline Nascimento, apoiadores da Equipe de Acessibilidade Comunicativa e da Rede de Atenção Psicossocial (RAP) da Saúde e Saúde Integral da População Negra – DAPS/CAP 5.1.

O encontro teve como objetivo fortalecer o acesso equitativo aos serviços de saúde, por meio da sensibilização e capacitação dos profissionais quanto à importância da comunicação inclusiva, especialmente para pessoas surdas, e à necessidade de implementação de práticas que considerem as especificidades e vulnerabilidades da população negra. A atividade também buscou promover a reflexão sobre o cuidado integral, alinhado aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), como universalidade, equidade e integralidade.

Durante a atividade, foram abordados temas relacionados à acessibilidade comunicativa nos serviços de saúde, destacando a importância da utilização de estratégias adequadas, como a Língua Brasileira de Sinais (Libras), para garantir o direito à informação e ao cuidado em saúde. Além disso, discutiu-se a saúde integral da população negra, com ênfase no enfrentamento das desigualdades raciais, no reconhecimento do racismo estrutural como determinante social da saúde e na promoção de práticas antirracistas no cotidiano dos serviços.

A relevância da temática é amplamente respaldada por políticas públicas e evidências científicas. O Ministério da Saúde, por meio da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, destaca a necessidade de enfrentar as iniquidades raciais no SUS e promover ações que garantam atenção integral a essa população. Da mesma forma, a acessibilidade comunicativa é reconhecida como um direito fundamental das pessoas com deficiência, sendo essencial para assegurar o acesso universal e igualitário aos serviços de saúde. Estudos apontam que barreiras comunicacionais impactam diretamente a qualidade do cuidado, podendo comprometer o diagnóstico, o tratamento e a adesão dos usuários.

Assim, iniciativas como essa reforçam o compromisso institucional com a promoção da equidade, da inclusão e da humanização no cuidado em saúde, contribuindo para a construção de um sistema mais acessível, justo e sensível às diversidades da população.

 

Fontes:

  • Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde Integral da População Negra

  • Ministério da Saúde – Diretrizes de Atenção à Pessoa com Deficiência no SUS

  • Organização Mundial da Saúde (OMS) – Determinantes Sociais da Saúde e Equidade

  • Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015)

Encontro Locorregional- PMMs da AP 5.1

No dia 17 de março, teve início o Encontro Locorregional – PMMs da AP 5.1, realizado das 14h às 17h, no auditório do espaço OTICS, reunindo cerca de 30 profissionais do Programa Mais Médicos. O evento, que segue também no dia 18, tem como foco central a qualificação e o aprofundamento das discussões sobre o manejo do HIV na Atenção Primária à Saúde (APS), tema de grande relevância para o fortalecimento do cuidado integral no Sistema Único de Saúde (SUS).

A programação do primeiro dia foi conduzida por Priscila Mafra, Responsável Técnica médica da CAP 5.1, em conjunto com supervisores acadêmicos do Programa Mais Médicos, promovendo um espaço de troca de experiências, atualização técnica e alinhamento de práticas assistenciais. Durante o encontro, foram abordados aspectos fundamentais relacionados ao HIV na APS, incluindo prevenção, diagnóstico precoce, acompanhamento clínico, adesão ao tratamento e estratégias de redução de vulnerabilidades.

O objetivo do evento é qualificar os profissionais de saúde para uma atuação mais resolutiva e integrada no cuidado às pessoas vivendo com HIV, fortalecendo a APS como porta de entrada preferencial do sistema de saúde. A continuidade do encontro no dia 18 reforça a importância da educação permanente e da construção coletiva do conhecimento entre os profissionais.

A abordagem do HIV na Atenção Primária à Saúde é considerada estratégica nas políticas públicas brasileiras, uma vez que amplia o acesso ao diagnóstico e ao tratamento, além de contribuir para o controle da infecção e a melhoria da qualidade de vida da população. O Ministério da Saúde ressalta a importância da organização da linha de cuidado para HIV/Aids como forma de garantir atenção integral aos usuários. Estudos também evidenciam que a atuação da Estratégia Saúde da Família tem impacto direto na redução da mortalidade por aids no Brasil, reforçando o papel essencial da APS no enfrentamento da epidemia.

Dessa forma, o Encontro Locorregional reafirma o compromisso com a qualificação contínua dos profissionais do Programa Mais Médicos e com a oferta de uma assistência mais humanizada, eficiente e baseada em evidências científicas no território.

Fontes:

  • Ministério da Saúde – Linha de Cuidado HIV/Aids

  • Instituto de Saúde Coletiva da UFBA – Impacto da Estratégia Saúde da Família na redução da mortalidade por aids

  • Revisão sistemática sobre a importância da Atenção Primária na prevenção e tratamento do HIV

Capacitação “VIGISOLO e o Trabalho dos Agentes de Vigilância no Território”

Capacitação “VIGISOLO e o Trabalho dos Agentes de Vigilância no Território” reforça ações de monitoramento ambiental no Centro Municipal de Saúde Waldyr Franco

Na segunda-feira, 16 de março, das 14h às 16h, a OTICS Bangu sediou, na Sala de Informática, a capacitação “VIGISOLO e o Trabalho dos Agentes de Vigilância no Território”, reunindo 9 Agentes de Vigilância em Saúde do Centro Municipal de Saúde Waldyr Franco. A atividade teve como objetivo principal preparar os profissionais para realizar o reconhecimento territorial.

Durante a capacitação, conduzida por Ney Junior do Risco Não Biológico – AP 5.1, foram abordados temas essenciais para o trabalho de campo, com destaque para:

  • Caracterização de pontos de exposição no território;

  • Importância do georreferenciamento e da coleta de informações para subsidiar análises de risco;

  • Práticas seguras e orientações técnicas para atuação em áreas com histórico de contaminação.

A ação integra o processo de qualificação contínua da vigilância ambiental, reforçando a importância do monitoramento de áreas sensíveis, do cuidado aos possíveis impactos à saúde e da atuação criteriosa dos agentes na proteção da população. Com iniciativas como esta, a AP 5.1 fortalece o compromisso com a saúde ambiental, a prevenção de riscos e a construção de territórios mais seguros e informados.

O estudo de avaliação de risco à saúde humana realizado pelo Vigisolo no município do Rio de Janeiro tem como principais objetivos: a determinação da contaminação dos diversos compartimentos ambientais, o estabelecimento de rotas de exposição, a identificação das populações expostas, bem como, a qualificação de perigo e suas consequências. Como resultado deste estudo são apresentadas recomendações de saúde para o acompanhamento das populações expostas e ações ambientais para inibir as rotas de exposição humana detectadas.

A metodologia usada no Brasil para fazer o estudo de avaliação de risco à saúde humana é a da Agência para Substâncias Tóxicas e Registro de Doenças (Agency for Toxic Substances and Disease Registry – ATSDR) que foi criada com a missão de desenvolver atividades de saúde pública especificamente associadas com a exposição, real ou potencial, a agentes perigosos emitidos para o ambiente.

Consideram-se objetos de avaliação para esta metodologia os compostos químicos, elementos ou combinações que, por sua quantidade, concentração, características físicas ou toxicológicas, possam representar um perigo imediato ou potencial para a saúde humana ou o ambiente, quando são inadequadamente usadas, armazenado, transportado, tratado ou eliminado.

 

Fontes fidedignas utilizadas:
– Guia de Vigilância em Saúde – Ministério da Saúde
– Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro – Subsecretaria de Vigilância em Saúde
– Referências técnicas sobre vigilância de ambientes contaminados (SVS/MS)