Na sala de apoio a gestão da OTICS Bangu, em 11 de março de 2025, no turno da manhã, tivemos a atualização de relatórios da Rede de Adolescentes e Jovens Promotores da Saúde (RAP), participaram do encontro, 2 jovens do RAP do projeto, o público-alvo foram os adolescentes e jovens do RAP, o objetivo do evento foi a elaboração do relatório mensal e trimestral do projeto, contendo as ações de promoção e prevenção a saúde realizadas pelos jovens. A responsável do encontro foi Jaqueline Nascimento, apoiadora do projeto – Promoção da Saúde CAP 5.1.
Jovens Promotores da Saúde (RAP)
O RAP da Saúde – Rede de Adolescentes e Jovens Promotores da Saúde – é um projeto da Superintendência de Promoção da Saúde (SPS) da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-RJ) que tem como objetivo fortalecer as ações de promoção da saúde tendo os jovens como protagonistas e agentes de participação social e comunicação.
Uma vez que o protagonismo juvenil traz em si a ideia dos jovens como sujeitos de intervenções e de ações transformadoras de seus contextos sociais e comunitários, no RAP eles são protagonistas em todas as etapas: no planejamento e na realização das ações de promoção da saúde, no acesso e acolhimento de jovens nas unidades de saúde com propósito de fortalecer a educação entre pares e na avaliação do desenvolvimento do curso.
O projeto, que existe desde 2007, foi reformulado em 2015 com a sua institucionalização. A partir de então, passou a ser gerido integralmente pela SMS-RJ e ganhou formato de Curso para Adolescentes e Jovens Promotores de Saúde.
Elaboração do Relatório Mensal e Trimestral do Projeto RAP
Nesta data, 10 de março, comemoramos o “Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo”, que é considerado um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares e outras doenças crônicas. Esse tema é bastante significativo, mediante alguns fatores que contribuem para que as pessoas não se exercitem, como, avanços tecnológicos que reduzem a necessidade de esforço físico, meios de transporte que exigem menos esforço físico, escadas rolantes e elevadores, meios de comunicação que permitem a comunicação a distância, atribuições em home office, e outros.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um terço da população mundial adulta é fisicamente inativo e o sedentarismo mata cerca de cinco milhões de pessoas anualmente.
Em relatório recente, a Organização Mundial da Saúde fez um alerta de que quase 500 milhões de pessoas vão desenvolver doenças cardíacas, obesidade ou outras condições atribuídas à inatividade física entre 2020 e 2030. O documento contém dados de 194 países e mostra um progresso lento das nações para a criação de políticas públicas que possam reverter este quadro.
No Brasil, considerado o país mais sedentário da América Latina e o quinto no ranking mundial, cerca de 300 mil pessoas morrem por ano devido a doenças associadas ao sedentarismo. No país, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 47% dos brasileiros adultos são sedentários e entre os jovens o número é maior e ainda mais alarmante: 84%.
A recomendação da OMS é praticar 150 minutos de atividade física moderada por semana. A prática tem como principais benefícios: Redução do risco de acidente vascular cerebral (AVC) ; Diminuição da pressão arterial, reduzindo as chances de doenças cardiovasculares; Controle e redução das chances de desenvolver diabetes; Ajuda no controle do peso; Melhora da insônia; Ajuda na circulação sanguínea; Promove bem-estar físico e mental.
De acordo com o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, produzido pelo Ministério da Saúde, o comportamento sedentário envolve atividades realizadas quando se está acordado sentado, reclinado ou deitado e gastando pouca energia. Essas atividades geralmente são realizadas em frente a telas de computador, televisão, celulares e tablets, mas também incluem o tempo sentado para se deslocar de um lugar a outro utilizando carro, ônibus ou metrô, e para realizar trabalhos manuais, jogar cartas ou jogos de mesa.
Conforme o referido Guia, a atividade física é importante para o pleno desenvolvimento humano e deve ser praticada em todas as fases da vida e em diversos momentos, como ao se deslocar de um lugar para outro, durante o trabalho ou estudo, ao realizar tarefas domésticas ou durante o tempo livre. Os exercícios físicos também são exemplos de atividades físicas, mas se diferenciam por serem atividades planejadas, estruturadas e repetitivas com o objetivo de melhorar ou manter as capacidades físicas e o peso adequado, além de serem prescritos por profissionais de educação física. Todo exercício físico é uma atividade física, mas nem toda atividade física é um exercício físico!
As evidências científicas mostram que longos períodos em comportamentos sedentários estão relacionados a um maior risco de mortalidade, ao surgimento de diabetes, de doenças cardiovasculares e de câncer, independentemente da quantidade de atividade física praticada. A parte preocupante disso é que mesmo para as pessoas que praticam alguma atividade física ao longo do dia, o tempo excessivo em comportamento sedentário oferece riscos para a saúde.
Ou seja, a prática de atividade física não compensa os efeitos do tempo em comportamento sedentário. Portanto, além de incluir mais atividade física na sua rotina, se tornando mais ativo fisicamente, diminuir o tempo gasto em comportamento sedentário é tão importante quanto!
Como atualmente o trabalho, os estudos e até mesmo os momentos de lazer, bem como algumas condições de saúde, levam as pessoas a ficarem cada vez mais sentadas por muitas horas ao longo do dia, o uso de estratégias que ajudam a diminuir e a interromper o comportamento sedentário, de forma simples e eficiente, é uma maneira de amenizar os efeitos prejudiciais desses comportamentos.
Para melhorar a saúde, é preciso criar estratégias para diminuir e interromper o tempo excessivo em repouso. Para isso, pequenas atitudes podem ajudar a diminuí-lo e a melhorar a qualidade de vida. Vale reduzir o tempo sentado ou deitado assistindo à televisão ou usando o celular, computador, tablet ou videogame. Na prática, a cada uma hora em comportamento sedentário, é recomendado se movimentar por pelo menos 5 minutos. Nesse momento, pode-se aproveitar para mudar de posição e ficar em pé, ir ao banheiro, beber água e alongar o corpo.
Para José Carlos Farah, professor da Universidade de São Paulo, a mudança vem com políticas públicas que incentivem a prática da atividade física a todas as camadas da população, mas também uma mudança de mentalidade através da educação de crianças e adolescentes que, quando adultos, deixarão de ser sedentários. O professor destaca que não é fácil, mas é possível.
O setor saúde tem um importante papel na promoção da atividade física, mas é essencial o envolvimento das outras áreas para a mudança do atual cenário brasileiro. Para isso, o Guia de Atividade Física para a População Brasileira procura subsidiar também os profissionais e gestores do Sistema Único de Saúde e dos demais setores relacionados com a promoção da atividade física, convergindo esforços intersetoriais para o aumento dos níveis de atividade física dos brasileiros.
O Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prática regular de atividades físicas e os riscos do sedentarismo para a saúde.
Pacientes do CMS Manoel Guilherme da Silveira Filho e alunos da Profissional de Educação Física, Taynara Lima – AP 5.1.
O Programa é a prática de atividade física e educativa regular nas clínicas da família e centros municipais de saúde da cidade do Rio, com acompanhamento da equipe de saúde no desenvolvimento de ações preventivas e de boas práticas em saúde. Desde 2009, apresenta excelentes resultados para seus participantes, auxiliando no controle da pressão arterial, diminuição do peso corporal, diminuição ou interrupção da necessidade de tomar medicamentos. O Programa Academia Carioca é uma estratégia importante para a saúde física, mental e social.
No dia 8 de março de 2025, junte-se a nós para celebrar o Dia Internacional da Mulher com o tema: “Para TODAS as mulheres e meninas: Direitos. Igualdade. Empoderamento.”
Dia Internacional da Mulher dia 8 de março de 2025.
O tema deste ano representa um chamado para ações que possam ampliar a igualdade de direitos, poder e oportunidades para todas, e um futuro feminista onde nenhuma seja deixada para trás. O empoderamento da próxima geração é central para essa ideia — a juventude, especialmente as jovens mulheres e meninas, será protagonista de mudanças duradouras.
O ano de 2025 é um momento crucial na busca global pela igualdade de gênero e pelo empoderamento das mulheres, pois marca o 30º aniversário da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim. Adotado por 189 governos ao fim da 4ª Conferência Mundial sobre a Mulher, realizada em 1995 na cidade de Pequim, o documento continua sendo o instrumento mais progressista para a promoção dos direitos das mulheres e meninas em todo o mundo, contando com amplo apoio. A Plataforma orienta políticas, programas e investimentos que impactam áreas críticas de nossas vidas, como educação, saúde, paz, mídia, participação política, empoderamento econômico e eliminação da violência contra mulheres e meninas. É urgente abordar publicamente essas questões, junto com prioridades emergentes relacionadas à justiça climática e ao poder das tecnologias digitais, tendo em vista que faltam apenas cinco anos para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
O 30º aniversário da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim também chega em meio à crescente insegurança e a crises acumuladas, o que está diminuindo a confiança na democracia e encolhendo o espaço cívico. Só no ano passado, 612 milhões de mulheres e meninas viveram em meio à brutal realidade dos conflitos armados, que aumentaram flagrantes 50% em apenas uma década.
Profissionais do CMS Manoel Guilherme da Silveira Filho – AP 5.1 Parabéns pelo “Dia Internacional da Mulher”
A OTICS Bangu parabeniza todas as profissionais do SUS, que com amor e empenho, fazem a saúde acontecer!
Nesta manhã de, 7 de março de 2025, na sala de tutoria da OTICS Bangu, tivemos a reunião de equipe dos AVSs, participaram do encontro 7 profissionais da categoria, o objetivo do encontro foi, avaliação dos eventos da semana e o planejamento de novas ações no território. Responsável pelo encontro foi, Viviana Canuto Menezes – Supervisora da Vigilância Ambiental da área programática (AP) 5.1.
Reunião de Equipe dos AVSs
A saúde ambiental é uma área essencial da saúde pública, dedicada a estudar e reduzir os impactos que fatores ambientais, sejam eles naturais ou resultantes da atividade humana, têm sobre a saúde humana. Este campo integra conhecimento científico, formulação de políticas públicas e ações práticas, visando melhorar a qualidade de vida das pessoas dentro de uma perspectiva sustentável.
A Vigilância em Saúde Ambiental (VSA) é coordenada pelo Ministério da Saúde e pode ser definida como um conjunto de ações voltadas para identificar e monitorar mudanças nos fatores ambientais que afetam a saúde humana.
O profissional de vigilância ambiental é responsável pelas atividades relacionadas no âmbito da área ambiental. Eles trabalham com o conhecimento e mapeamento de território, realizando atividades de cadastramento e execução das ações de vigilância por meio de coleta e pesquisa.
Também desenvolvem um conjunto de atividades para detectar mudanças no meio ambiente e que de certa forma interfere na saúde humana. A finalidade do profissional da vigilância ambiental é analisar, adotar e recomendar medidas para prevenir o agravo e o surgimento de doenças desenvolvidas no âmbito ambiental. É igualmente responsável pelo tratamento, inspeção, eliminação de depósitos e busca de focos do mosquito da dengue.
O trabalho social é fundamental nas atividades do agente. Eles realizam o serviço educativo, levando informações aos cidadãos de como cuidar e tratar de sua própria residência.
Planejamento de novas ações no território da AP 5.1
Na sala de tutoria da OTICS Bangu, nesta data de 06/03/2025, turno da tarde, os profissionais, Paulo Vinícius e Ney da Silva Junior, do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) – Risco Não Biológico participaram de uma reunião online com aproximadamente 2 pessoas, presenciais e o restante de maneira remota, o público alvo foi a Equipe do Risco não Biológico (RNB), as pautas abordadas foram, referencias técnicas do Risco Não Biológicos e Plano de Contingência para Desastres. Objetivo do evento foi planejar as atividades do Risco Não Biológico, definir estratégias de construção de plano de contingência para 2025, ações trimestrais dos programas VIGISOLO, VIGIDESASTRES como também a troca de experiências entre profissionais de saúde que atuam em outras CAP´s. Responsável pela reunião foi o Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) e Unidade de resposta Rápida (URR) – CAP 5.1.
Paulo Vinícius e Ney da Silva Junior, do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) – Risco Não Biológico.
O Plano de Contingência da Saúde para Desastres Naturais foi desenvolvido para descrever atribuições, responsabilidades e ações de saúde para redução de riscos, resposta e recuperação de danos resultantes desses desastres.
Ele é elaborado a partir de uma determinada hipótese de desastre e organiza as ações de preparação e resposta. Ele funciona como um planejamento da resposta e deve ser elaborado na normalidade, com a definição de procedimentos, ações e decisões que serão tomadas em caso de eventos extremos.
A Vigilância em Saúde Ambiental é um conjunto de ações e serviços que propiciam o conhecimento e a detecção de mudanças nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente que interferem na saúde humana. Ela tem a finalidade de recomendar e adotar medidas de promoção à saúde, prevenção e monitoramento dos fatores de riscos relacionados às doenças ou agravos à saúde.
A vigilância dos fatores de risco biológico desenvolve suas atividades nos territórios por meio da vigilância, prevenção e controle dos riscos biológicos de importância para a saúde pública. As atividades são desenvolvidas nas seguintes áreas de atuação: vetores, hospedeiros e reservatórios e animais peçonhentos.
A vigilância dos vetores de doenças tais como malária, febre amarela, dengue, leishmanioses entre outras, tem como finalidade o mapeamento de áreas de risco nos territórios utilizando a vigilância entomológica (características, presença, índices de infestação, avaliação de eficácia dos métodos de controle), e as suas relações com a vigilância epidemiológica quanto à incidência e prevalência das doenças e do impacto das ações de controle, além da interação com a rede de laboratórios de saúde pública e a inter-relação com as ações de saneamento, visando o controle ou a eliminação dos riscos.
A vigilância dos fatores de risco relacionados aos contaminantes ambientais e aos desastres caracteriza-se por uma série de ações, compreendendo a identificação de fontes de contaminação e modificações no meio ambiente visando o planejamento e a implementação de medidas de saúde pública para a proteção da saúde da população, a prevenção e controle de riscos, bem como para a promoção da saúde.
A Vigilância dos Fatores de Risco Não Biológicos trata de coordenar as atividades de vigilância em saúde ambiental relacionada aos contaminantes ambientais na água, no ar e no solo, de importância e repercussão na saúde pública, bem como dos riscos decorrentes dos desastres naturais, acidentes com produtos perigosos.
Profissional Elaine Santos – Enfermeira do CMS Manoel Guilherme – AP5.1, em 06 de março de 2025, na sala de apoio a gestão da OTICS Bangu, trabalha atualizando o prontuário eletrônico Vita Care, o objetivo é manter os prontuários atualizados, com isso, otimizar o acesso de dados no atendimento dos pacientes, por todos os profissionais competente na assistência, tendo assim uma continuidade no atendimento da população.
Atualização do Prontuário Eletrônico
TRATAMENTO MAIS EFICIENTE
As informações contidas no prontuário eletrônico, no qual os médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde insere dados clínicos e usa a base de dados para dar diagnósticos mais precisos e indicar tratamentos mais eficientes, esses dados atualizados otimiza os profissionais na continuidade da assistência e condutas terapêuticas aplicada de acordo a necessidade do paciente, com isso, teremos uma base de dados fiel à realidade. Será possível elaborar programas de saúde mais específico e com resultados eficazes.
Atualização do Prontuário Eletrônico VitaCare
O prontuário eletrônico é um repositório de informações mantidas de forma eletrônica, ao longo da vida de um indivíduo. Nele estão armazenadas as informações de saúde, clínicas e administrativas, originadas das ações das diversas categorias profissionais que compõem a APS. Além disso, é necessário que tenha pelo menos as seguintes características principais, registro de anamnese, exame objetivo e variáveis clínicas; prescrição de medicamentos ou outros métodos terapêuticos; emissão de atestados e outros documentos clínicos; solicitação de exames e outros métodos diagnósticos complementares; encaminhamentos a outros pontos da rede de atenção à saúde e acesso rápido aos problemas de saúde e intervenções atuais.
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) considera o Março Lilás o mês de conscientização sobre a prevenção do câncer de colo do útero.
O câncer de colo do útero é o terceiro tumor maligno mais frequente em mulheres no Brasil e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.
A prevenção esta na vacina contra o HPV, fazer o exame preventivo Papanicolau, tratamento adequado, quando necessário. Uso de preservativo contribui para reduzir a transmissão do HPV.
Vacina contra o HPV está disponível no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos, homens e mulheres imunossuprimidos com até 45 anos também podem receber a vacina, a vacina não abrange todos os sorotipos de HPV.
O exame Papanicolau é simples e dura poucos minutos, mas é importantíssimo para prevenção da doença, deve ser feito por todas as mulheres com idade de 25 anos que possuem vida sexual ativa, em intervalos de três anos. Quando o diagnóstico é precoce, as chances de cura do câncer de colo do útero são grandes. O tratamento pode ser Cirurgia, Quimioterapia, Radioterapia, Eletrocirurgia.
Março Lilás a Prevenção do Câncer de Colo de Útero
O câncer do colo do útero é um problema de saúde pública no Brasil, sendo o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina (excetuando-se o câncer de pele não melanoma), e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no país. Atinge principalmente mulheres com maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde. Apesar de ser um câncer frequente, suas lesões iniciais podem ser identificadas pelo teste de Papanicolau (exame preventivo) e, quando tratadas, evitam o surgimento da doença.
A exposição traz informações para que a população conheça melhor esse câncer e suas formas de enfrentamento ao longo da história até os dias de hoje.
O dia 4 de março é lembrado como o Dia Mundial da Obesidade, uma data dedicada a aumentar a conscientização sobre essa doença crônica não transmissível que afeta pessoas de todas as idades e também os mais socialmente vulneráveis. A obesidade não apenas representa um desafio individual de saúde, mas é também um importante fator de risco para o desenvolvimento de outras Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e alguns tipos de cânceres.
O Dia Mundial da Obesidade, lembrar a importância de se promover hábitos saudáveis, alimentação adequada e saudável e incentivar a prática regular de atividade física.
Neste contexto, o Brasil tem se mobilizado com a implementação do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis no Brasil, 2021-2030 – o chamado Plano de Dant. O documento apresenta duas metas específicas relacionadas à obesidade: reduzi-la a entre crianças e adolescentes, e deter seu crescimento entre adultos.
Dados recentes revelam a gravidade da situação: em 2023, de acordo com os dados do Vigitel, a frequência de adultos com obesidade foi de 24,3% nas 27 cidades analisadas. Já entre os escolares de 13 a 17 anos, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2015 apontou que 7,8% apresentavam obesidade.
Para ampliar o conhecimento e melhor orientar políticas públicas e ações de saúde direcionadas ao combate dessa condição a Coordenação-Geral de Doenças Não Transmissíveis está desenvolvendo um boletim epidemiológico sobre o cenário da obesidade no Brasil. O documento trará dados atualizados e detalhados, obtidos por meio de inquéritos nacionais de saúde.
O Dia Mundial da Obesidade é uma oportunidade crucial para lembrar a importância de se promover hábitos saudáveis, políticas de alimentação adequada e saudável e incentivar a prática regular de atividade física. É um chamado à ação coletiva para enfrentar esse desafio de saúde pública que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
Em 2025, o tema escolhido para o Dia Mundial da Obesidade é “Sistemas em mudança, vidas mais saudáveis”. O objetivo é alertar para a necessidade de mudar o foco, transformando os sistemas que moldam a saúde.
A obesidade é uma doença crônica que pode levar a outras doenças, como diabetes, doenças cardiovasculares, asma, gordura no fígado e alguns tipos de câncer. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a obesidade um dos maiores problemas de saúde pública no mundo.
Algumas ações que podem ser tomadas para combater a obesidade são:
Proteger, promover e apoiar o aleitamento materno
Melhorar a nutrição e promover a atividade física em pré-escolas e escolas
Criar sistemas de saúde que priorizem os cuidados com a obesidade
Criar ambientes de trabalho e de vida que facilitem o acesso a opções mais saudáveis
Nesta manhã de 28 de fevereiro de 2025, na sala de tutoria da OTICS Bangu, tivemos a reunião de equipe dos AVSs, participaram do encontro 8 profissionais da categoria, o objetivo do encontro foi, avaliação dos eventos da semana e o planejamento de novas ações no território. Responsável pelo encontro foi, Viviana Canuto Menezes – Supervisora da Vigilância Ambiental da área programática (AP) 5.1.
Reunião de Equipe dos AVSs.
A saúde ambiental é uma área essencial da saúde pública, dedicada a estudar e reduzir os impactos que fatores ambientais, sejam eles naturais ou resultantes da atividade humana, têm sobre a saúde humana. Este campo integra conhecimento científico, formulação de políticas públicas e ações práticas, visando melhorar a qualidade de vida das pessoas dentro de uma perspectiva sustentável.
A Vigilância em Saúde Ambiental (VSA) é coordenada pelo Ministério da Saúde e pode ser definida como um conjunto de ações voltadas para identificar e monitorar mudanças nos fatores ambientais que afetam a saúde humana.
O profissional de vigilância ambiental é responsável pelas atividades relacionadas no âmbito da área ambiental. Eles trabalham com o conhecimento e mapeamento de território, realizando atividades de cadastramento e execução das ações de vigilância por meio de coleta e pesquisa.
Também desenvolvem um conjunto de atividades para detectar mudanças no meio ambiente e que de certa forma interfere na saúde humana. A finalidade do profissional da vigilância ambiental é analisar, adotar e recomendar medidas para prevenir o agravo e o surgimento de doenças desenvolvidas no âmbito ambiental. É igualmente responsável pelo tratamento, inspeção, eliminação de depósitos e busca de focos do mosquito da dengue.
O trabalho social é fundamental nas atividades do agente. Eles realizam o serviço educativo, levando informações aos cidadãos de como cuidar e tratar de sua própria residência.
Nesta tarde de 27/02/2025, em nosso auditório da OTICS Bangu, tivemos a “Qualificação dos Agentes de Vigilância em Saúde no cenário atual da Febre Oropouche”, o público alvo foram os profissionais de Agentes de Vigilância em Saúde (AVS), a meta foi alcançada com 34 profissionais, os assuntos abordados foram, a doença febre Oropouche, agente etiológico da doença, Vetor Culicoide Paraensis, formas de prevenção e controle do vetor. A finalidade da capacitação foi qualificar os Agente de Vigilância em Saúde para que realizem a investigação ambiental e levantamento entomológico. O responsável da capacitação foi, Isabela Souza – Gestão de Divisão de Vigilância em Saúde – CAP 5.1, Fernanda Lourenço – DVS e Aurea Caroline do Vale Silva – Agente de vigilância em Saúde (AVS), da equipe de Risco Biológico da AP 5.1.
Isabela Souza – Gestão de Divisão de Vigilância em Saúde – CAP 5.1
O Oropouche é uma doença causada por um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes) do gênero Orthobunyavirus, da família Peribunyaviridae. O Orthobunyavirus oropoucheense (OROV) foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960, a partir de amostra de sangue de uma bicho-preguiça (Bradypus tridactylus) capturada durante a construção da rodovia Belém-Brasília. Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente nos estados da região Amazônica. Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul.
A transmissão do Oropouche é feita principalmente pelo inseto conhecido como Culicoides paraensis (maruim). Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no inseto por alguns dias. Quando o inseto pica uma pessoa saudável, pode transmitir o vírus.
Existem dois tipos de ciclos de transmissão da doença:
Ciclo Silvestre:
No ciclo silvestre, bichos-preguiça e primatas não-humanos (e possivelmente aves silvestres e roedores) atuam como hospedeiros. Há registros de isolamento do OROV em algumas espécies de insetos, como Coquillettidia venezuelensis e Aedes serratus. No entanto, o vetor primário é o Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora.
Ciclo Urbano:
Nesse ciclo, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O inseto Culicoides paraensis também é o vetor principal. O inseto Culex quinquefasciatus, comumente encontrado em ambientes urbanos, pode ocasionalmente transmitir o vírus também.
Qualificação dos AVSs no cenário da Febre Oropouche – Fernanda Lourenço – DVS
Sintomas
Os sintomas são parecidos com os da dengue: dor de cabeça intensa, dor muscular, náusea e diarreia. Nesse sentido, é importante que profissionais da área de vigilância em saúde sejam capazes de diferenciar essas doenças por meio de aspectos clínicos, epidemiológicos e laboratoriais e orientar as ações de prevenção e controle.
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico, epidemiológico e laboratorial. Todo caso com diagnóstico de infecção pelo OROV deve ser notificado. O Oropouche compõe a lista de doenças de notificação compulsória, classificada entre as doenças de notificação imediata, em função do potencial epidêmico e da alta capacidade de mutação, podendo se tornar uma ameaça à saúde pública.
Tratamento
Importante: não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento médico.
Prevenção
Recomenda-se:
Evitar o contato com áreas de ocorrência e/ou minimizar a exposição às picadas dos vetores.
Usar roupas que cubram a maior parte do corpo e aplique repelente nas áreas expostas da pele.
Limpeza de terrenos e de locais de criação de animais.
Recolhimento de folhas e frutos que caem no solo.
Uso de telas de malha fina em portas e janelas.
Importante: em caso de sintomas suspeitos, procure ajuda médica imediatamente e informe sobre sua exposição potencial à doença.
Qualificação dos AVSs no cenário da Febre Oropouche.
O Ministério da Saúde monitora o cenário epidemiológico do Oropouche em todo o Brasil. Até o dia 19 de agosto, foram registrados 7.653 casos da doença.
Nesse cenário, a pasta tem atuado no combate ao vetor, na vigilância epidemiológica das arboviroses e na prevenção do Oropouche em todo o país. Dor de cabeça intensa, dor muscular, náusea e diarreia estão entre os sintomas mais comuns da doença.
Qualificação dos AVSs no cenário da Febre Oropouche – Equipe de profissionais de Vigilância em Saúde – CAP 5.1.