Curso Introdutório em Saúde da Família CAP 5.1 – 1º Dia

Início da 1ª Turma do Curso Introdutório em Saúde da Família 2026 na OTICS Bangu

Neste dia, 25 de maio de 2026, teve início, no auditório da OTICS Bangu, a 1ª Turma do Curso Introdutório Saúde da Família 2026 – CAP 5.1. O encontro marcou o 1º dia de atividades, reunindo profissionais das Unidades de Atenção Primária à Saúde da AP 5.1. A condução da aula ficou a cargo de Lúcia Regina – apoio técnico de reabilitação do DAPS CAP5.1, que trouxe conteúdos fundamentais para o fortalecimento das práticas no território e a integração dos profissionais com as diretrizes da Atenção Primária. Participaram do primeiro dia de formação 37 profissionais, representando as seguintes unidades: CMS Manoel Guilherme da Silveira Filho, CMS Dr. Eithel Pinheiro Oliveira Lima, CF Rogério Pinto da Mota, CMS Silvio Barbosa, CF Sandra Regina, CF Cristiani Vieira Pinho, CF Nildo Aguiar, CF Kelly Cristina, CF Armando Palhares Aguinaga e Residentes Multiprofissionais-CAP 5.1.

A iniciativa reforça o compromisso da AP 5.1 em promover capacitações contínuas para qualificar o cuidado em saúde, fortalecer o trabalho em equipe e aprimorar a relação entre profissionais e comunidade.

Abertura do curso: Boas-vindas e apresentação dos participantes; Apresentação de abertura com proposta pedagógica; Itinerário de Aprendizagem.

Políticas Públicas de Saúde “O Sistema Único de Saúde”: Apresentação do Filme: Saúde tem cura; Debate sobre o filme/chuva de ideias sobre o SUS; Apresentação dialogada sobre o conceito de Saúde/Determinação social do processo saúde-doença; Apresentação dialogada sobre Políticas Públicas de Saúde no Brasil; Atributos da Atenção primária; Redes de Atenção; APS evolução até os dias atuais.

Políticas Públicas de Saúde “A APS e as Redes de Atenção à Saúde”:  Apresentação dialogada sobre: ‣ Conceito de APS/ marcos conceituais; APS no Brasil; Atributos da APS; por quê APS? Reforma da APS Carioca.

Políticas Públicas “A APS e as Redes de Atenção à Saúde”: Apresentação dialogada sobre Redes de Atenção à Saúde:  Dinâmica: Mapeamento dos pontos de atenção da AP. Apresentação dialogada sobre financiamento da APS; Encerramento do dia – Filme “A árvore e o indiano”.

O curso objetiva qualificar os profissionais que ingressam na Atenção Primária à Saúde, para que ampliem sua visão sistêmica e integral do indivíduo, da família e da comunidade na qual estão inseridos. Curso introdutório para preparar o ACS para sua prática cotidiana no território, auxiliando-o em sua integração com a equipe, população, políticas públicas de saúde e promoção da saúde. O Curso Introdutório em Saúde da Família está estruturado com carga horária mínima de 40 horas semanais. Tem como público alvo toda a equipe de atuação na Estratégia de Saúde da Família (ESF), como: médico; enfermeiro; técnico de enfermagem; agente comunitário de saúde; agente de vigilância em saúde e de combate às endemias; cirurgião dentista; técnico em saúde bucal; auxiliar em saúde bucal; técnico em farmácia; farmacêutico; administrativo; gerente; consultório na rua; e equipes multiprofissionais na APS – eMulti ( Equipes compostas por profissionais de saúde, de diferentes áreas do conhecimento e categorias profissionais).

O Curso foi organizado a partir de quatro eixos, conforme a Portaria: EIXO 1 – A Atenção Primária no contexto das políticas públicas de saúde e as estratégias de implementação; EIXO 2 – A organização dos sistemas locais de saúde, com ênfase no planejamento de base territorial; EIXO 3 – O processo de trabalho das equipes; EIXO 4 – A atuação interdisciplinar e participação popular.
A entrega de certificados dos participantes ao término do curso está condicionada a participação (frequência/presença) mínima de 75% no curso. O certificado será válido em todas as áreas de planejamento da Atenção Primária do Município do Rio de Janeiro.

O Curso Introdutório em Saúde da Família é uma das estratégias prioritárias de formação de profissionais da rede de Atenção Primária do município do Rio de Janeiro. Sua atualização, na presente edição, se propõe a problematizar o cotidiano do trabalho dos profissionais à luz dos atributos da Atenção Primária à Saúde, de maneira dinâmica e participativa.

Devemos considerar que esta nova edição do curso surge em um tempo de uma rede mais madura, com mais de uma década desde o início da reforma em 2009, e que está em um caminho de reestruturação após um longo período de dedicação ao enfrentamento da pandemia da covid-19. Ainda assim, permanecem os desafios, alguns velhos conhecidos, outros mais novos. Este manual tem como objetivo orientar a realização do Curso Introdutório em Saúde da Família em sua Área de Planejamento. Nele, iremos fornecer o passo a passo das atividades, além de apoiar o desenvolvimento das habilidades necessárias para a apresentação de cada sessão.

Pensando em estratégias que viabilizem o aprendizado dos profissionais que atuam no SUS, o Ministério da Saúde instituiu, em 2004, a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS), que tem como ambição tornar a rede pública de saúde uma rede de ensino- -aprendizagem no trabalho, pelo trabalho e para o trabalho, a partir dos problemas enfrentados na realidade dos serviços. Espera-se, então, que sejamos capazes de promover a reflexão coletiva sobre o trabalho e oferecer instrumentos para sua transformação.

A Educação Permanente, além da sua dimensão pedagógica, deve ser notada, também, como uma importante ferramenta de gestão, como um processo que se dá “no trabalho, pelo trabalho e para o trabalho”, buscando como desfecho final efeitos positivos concretos na assistência aos usuários.

A formação desses profissionais dentro de seus ambientes de trabalho, voltada para as necessidades de saúde da população em conjunto com as necessidades de aprendizado do indivíduo, é fundamental para uma Atenção Primária à Saúde de qualidade. Deste modo, esperamos que o curso introdutório transforme as práticas dos profissionais, e que os facilitadores sejam potentes engajadores para a construção da Trilha de Aprendizagem. Que este manual contribua para a melhor execução dos cursos, favorecendo a formação continuada dos profissionais da rede de Atenção Primária e refletindo na qualidade da assistência prestada à população.

Saiba mais clicando aqui: Curso Introdutório

Curso de Libras para Profissionais da Atenção Primária da AP 5.1

Neste dia, 21 de maio de 2026, turno da manhã, no auditório da OTICS Bangu, tivemos a décima aula da 5ª turma do Curso Básico I de Libras. A atividade contou com o apoio de Elvis Ferreira e Jaqueline Nascimento, apoiadores da Equipe de Acessibilidade/RAP da Saúde e Saúde Integral da População Negra (SIPN) – DAPS/CAP 5.1, Willian Inácio e Yasmin Guimarães (Apoiadores Surdos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa), além de Renata Reis, fonoaudióloga do CER, responsável pela mediação do curso. O público-alvo da formação é composto por profissionais de saúde da Atenção Primária, e o principal objetivo do curso é capacitá-los para se comunicar de forma eficaz e humanizada com pacientes surdos, contribuindo para a melhoria do acesso, da qualidade do atendimento e da experiência em saúde da comunidade surda. A proposta vai além do ensino da língua, contemplando também a compreensão da cultura surda, fundamental para a promoção de um atendimento mais inclusivo e para a redução das barreiras de comunicação nos serviços de saúde.

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão das pessoas surdas no Brasil. Trata-se de uma língua com estrutura própria, de modalidade visual-espacial, distinta da língua portuguesa. Assim como outras línguas naturais, a Libras possui níveis linguísticos como fonologia, morfologia, sintaxe e semântica, além de um vocabulário próprio, composto por sinais.

É importante destacar que a Libras não substitui a modalidade escrita da língua portuguesa, que permanece como língua oficial do país, mas se configura como um instrumento essencial para garantir o direito à comunicação das pessoas surdas. Nesse sentido, a qualificação dos profissionais de saúde em Libras representa um avanço significativo na construção de um sistema de saúde mais acessível, equitativo e humanizado.

Fontes e referências
• Lei nº 10.436/2002 – Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação e expressão
• Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência
• Ministério da Educação – Diretrizes para educação e difusão da Libras

Qualificação Sobre o Cuidado da Pessoa Idosa para Agentes Comunitários de Saúde (ACS)

No dia 20 de maio de 2026, das 14h às 17h, foi realizada, no auditório da OTICS Bangu, a qualificação sobre o cuidado da pessoa idosa voltada para Agentes Comunitários de Saúde (ACS), reunindo 45 participantes em um momento de aprendizado e fortalecimento das práticas no território. A atividade teve como foco a saúde da pessoa idosa, abordando aspectos fundamentais para o acompanhamento desse público na Atenção Primária à Saúde. Durante o encontro, foram discutidas estratégias de cuidado, promoção da saúde, prevenção de agravos e a importância do olhar ampliado sobre as necessidades específicas da população idosa, considerando seu contexto social, familiar e clínico. O objetivo do evento foi qualificar os ACS para o desenvolvimento de ações mais efetivas no cuidado à pessoa idosa, fortalecendo seu papel na identificação precoce de demandas, no acompanhamento contínuo e na articulação com a equipe de saúde. A iniciativa contribui para a melhoria da qualidade da assistência e para a ampliação do acesso a um cuidado mais integral e humanizado.

A importância da qualificação está diretamente relacionada ao cenário de envelhecimento populacional, que exige profissionais cada vez mais preparados para lidar com as demandas específicas desse grupo. Investir na formação dos ACS fortalece a Atenção Primária, promove a prevenção de agravos e contribui para a autonomia e qualidade de vida da população idosa.

A atividade foi conduzida por Marcio Ferreira – Gerência da Área Técnica de Saúde do Homem e da Pessoa Idosa – CCV/S/SUBPAV, Elvis Ferreira e Jaqueline Nascimento – apoiadores da Equipe de Acessibilidade, Saúde Integral da População Negra e Saúde do Homem e da Pessoa Idosa – DAPS/CAP 5.1, que compartilharam conhecimentos e orientações práticas com os participantes, contribuindo para o aprimoramento das ações desenvolvidas no território.

Fontes: Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa; Organização Mundial da Saúde (OMS) – Envelhecimento saudável; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – Indicadores de envelhecimento populacional.

PCSM – Treinamento para Escrita Qualificada: Guia Essencial para o Registro do Prontuário Clínico

No dia 19 de maio de 2026, no turno da manhã, o auditório da OTICS Bangu sediou a Reunião de Equipe do CAPS III Lima Barreto, reunindo 40 profissionais da unidade em um momento de qualificação técnica, discussão de casos clínicos e fortalecimento das práticas de cuidado em saúde mental. A atividade foi conduzida por Mariana Martelo, diretora da unidade, a partir de solicitação da coordenadora administrativa Priscila Lira.

Durante o encontro, foi realizado o “PCSM – Treinamento para Escrita Qualificada: Guia Essencial para o Registro do Prontuário Clínico”, abordando a importância da qualificação dos registros em prontuário como ferramenta fundamental para a continuidade do cuidado, comunicação entre equipes multiprofissionais e segurança da assistência prestada aos usuários acompanhados pelo serviço.

A reunião também teve como objetivo discutir os casos clínicos dos usuários acompanhados pelo CAPS III Lima Barreto, fortalecendo a construção coletiva do cuidado, o alinhamento das condutas terapêuticas e a organização dos processos de trabalho no âmbito da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

As ações de Educação Permanente em Saúde representam importantes estratégias para qualificar o atendimento ofertado no Sistema Único de Saúde (SUS), promovendo reflexão crítica sobre as práticas profissionais e aprimorando a assistência em saúde mental no território. Além disso, o registro adequado em prontuário é reconhecido como instrumento essencial para garantir a integralidade do cuidado, a ética profissional e a continuidade da assistência aos usuários.

A iniciativa reafirma o compromisso da OTICS Bangu e da Rede de Atenção Psicossocial com a formação continuada das equipes e com o fortalecimento de práticas humanizadas, integradas e centradas nas necessidades dos usuários da saúde mental.

Fonte: Ministério da Saúde — Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Disponível em: Ministério da Saúde – Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)

Reunião Online sobre Processo de Trabalho e Indicadores da AP 5.1

Profissionais da Vigilância Ambiental participam de reunião online sobre processo de trabalho e indicadores na AP 5.1

A Divisão de Vigilância em Saúde da Área Programática 5.1 (AP 5.1) promoveu uma reunião online com os profissionais da Vigilância Ambiental – Risco Biológico, reunindo equipes técnicas de ponta, supervisores e representantes da direção da divisão. O encontro teve como tema central o processo de trabalho desenvolvido pelas equipes, além da análise dos indicadores e das ações promovidas no território da AP 5.1. A atividade foi realizada de forma remota, fortalecendo a integração entre os profissionais e ampliando o espaço para troca de experiências, alinhamento de estratégias e aprimoramento das práticas de vigilância em saúde. A reunião teve como objetivo fortalecer o monitoramento das ações relacionadas ao risco biológico, avaliar os resultados alcançados pelas equipes e discutir medidas para qualificar ainda mais os serviços prestados à população. Também foram debatidas estratégias de atuação voltadas à prevenção, controle e resposta aos agravos de interesse em saúde ambiental.

A Vigilância Ambiental desempenha papel fundamental na identificação, monitoramento e controle de fatores ambientais que podem impactar a saúde pública, contribuindo diretamente para a promoção da saúde e prevenção de doenças nos territórios.

As ações desenvolvidas seguem diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Ministério da Saúde, especialmente no âmbito da Vigilância em Saúde Ambiental, conforme estabelecido pela Política Nacional de Vigilância em Saúde e pelas orientações técnicas da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente.

 

 

Fontes:

  • Ministério da Saúde – Vigilância em Saúde Ambiental;
  • Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS);
  • Sistema Único de Saúde (SUS).

Medidas Socioeducativas em Meio Aberto AP 5.1

No turno da tarde do dia 14 de maio de 2026, a Sala de Apoio à Gestão da OTICS Bangu recebeu Jaqueline Nascimento, apoiadora da Equipe de Acessibilidade/Rede de Atenção Psicossocial (RAP) da Saúde e Saúde Integral da População Negra (SIPN) – DAPS/CAP 5.1, para a construção de uma apresentação de trabalho com o tema “Adolescente em cumprimento de medida socioeducativa em meio aberto AP 5.1: ações e desafios”. A atividade teve como objetivo organizar e estruturar conteúdos voltados à reflexão sobre o acompanhamento de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto, destacando as ações desenvolvidas no território da Área Programática 5.1, bem como os principais desafios enfrentados pelas equipes da rede intersetorial. O trabalho busca fortalecer o diálogo entre saúde, assistência social, educação e demais serviços envolvidos no cuidado integral desses adolescentes. A construção da apresentação representa um importante instrumento de educação permanente e articulação em rede, contribuindo para a ampliação do debate sobre garantia de direitos, inclusão social e promoção da saúde mental de adolescentes em situação de vulnerabilidade social. O tema também reforça a importância do cuidado humanizado e da atuação integrada dos serviços públicos no acompanhamento de jovens em medidas socioeducativas, considerando suas singularidades, contextos sociais e necessidades de saúde.

As medidas socioeducativas em meio aberto, previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), têm caráter pedagógico e visam promover a responsabilização do adolescente, ao mesmo tempo em que garantem acesso à educação, saúde, cultura, convivência familiar e comunitária. Nesse contexto, o fortalecimento das redes de atenção e proteção social é essencial para a construção de estratégias de cuidado, acolhimento e reinserção social. A atuação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e das equipes de Saúde Integral da População Negra (SIPN) também se destaca como fundamental no enfrentamento das desigualdades sociais e raciais que impactam diretamente a vida de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, ampliando o acesso ao cuidado integral e às políticas públicas de saúde.

Fontes:
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Lei nº 8.069/1990;
Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE);
Ministério da Saúde – Rede de Atenção Psicossocial (RAPS);
Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN).

Acessibilidade Comunicativa

Na tarde do dia 14 de maio de 2026, a Sala de Apoio à Gestão da OTICS Bangu foi espaço de encontro entre Willian Inácio e Yasmin Guimarães de Azevedo, auxiliares administrativos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa, e Renata Reis, fonoaudióloga do Centro Especializado em Reabilitação (CER), para a realização de atividades voltadas ao fortalecimento das ações de acessibilidade comunicativa na rede de saúde. O encontro teve como objetivo a atualização de relatórios de acessibilidade comunicativa, além da elaboração do roteiro e construção de um vídeo educativo sobre o tema. A iniciativa busca ampliar a conscientização e a disseminação de práticas inclusivas nos serviços de saúde, promovendo o acesso à comunicação de forma mais acessível, humanizada e equitativa para usuários com deficiência ou dificuldades de comunicação.

A acessibilidade comunicativa é um componente essencial para garantir o direito à informação, ao acolhimento e ao cuidado integral em saúde. Estratégias como materiais adaptados, recursos visuais, comunicação alternativa e ações educativas contribuem para reduzir barreiras de comunicação e fortalecer a inclusão nos diferentes pontos de atenção da rede de saúde. A construção de materiais audiovisuais e o aprimoramento dos relatórios técnicos representam importantes ferramentas para sensibilização das equipes e qualificação dos processos de trabalho, favorecendo práticas mais inclusivas e alinhadas aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, a atuação integrada entre profissionais da acessibilidade comunicativa e da reabilitação fortalece a promoção da autonomia, da participação social e da cidadania das pessoas com deficiência. Segundo o Ministério da Saúde, a promoção da acessibilidade nos serviços de saúde é fundamental para garantir atendimento humanizado e integral às pessoas com deficiência, respeitando suas necessidades específicas e assegurando equidade no acesso às políticas públicas.

Fontes:
Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência;
Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015);
Sistema Único de Saúde (SUS) – Princípios da Universalidade, Equidade e Integralidade.

Curso de Libras para Profissionais da Atenção Primária da AP 5.1

Neste dia, 14 de maio de 2026, turno da manhã, no auditório da Policlínica Manoel Guilherme da Silveira Filho, tivemos a nona aula da 5ª turma do Curso Básico I de Libras. A atividade contou com o apoio de Elvis Ferreira e Jaqueline Nascimento, apoiadores da Equipe de Acessibilidade/RAP da Saúde e Saúde Integral da População Negra (SIPN) – DAPS/CAP 5.1, Willian Inácio e Yasmin Guimarães (Apoiadores Surdos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa), além de Renata Reis, fonoaudióloga do CER, responsável pela mediação do curso. O público-alvo da formação é composto por profissionais de saúde da Atenção Primária, e o principal objetivo do curso é capacitá-los para se comunicar de forma eficaz e humanizada com pacientes surdos, contribuindo para a melhoria do acesso, da qualidade do atendimento e da experiência em saúde da comunidade surda. A proposta vai além do ensino da língua, contemplando também a compreensão da cultura surda, fundamental para a promoção de um atendimento mais inclusivo e para a redução das barreiras de comunicação nos serviços de saúde.

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão das pessoas surdas no Brasil. Trata-se de uma língua com estrutura própria, de modalidade visual-espacial, distinta da língua portuguesa. Assim como outras línguas naturais, a Libras possui níveis linguísticos como fonologia, morfologia, sintaxe e semântica, além de um vocabulário próprio, composto por sinais.

É importante destacar que a Libras não substitui a modalidade escrita da língua portuguesa, que permanece como língua oficial do país, mas se configura como um instrumento essencial para garantir o direito à comunicação das pessoas surdas. Nesse sentido, a qualificação dos profissionais de saúde em Libras representa um avanço significativo na construção de um sistema de saúde mais acessível, equitativo e humanizado.

Fontes e referências
• Lei nº 10.436/2002 – Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação e expressão
• Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência
• Ministério da Educação – Diretrizes para educação e difusão da Libras

Grupo de Estudos Saúde da População Negra

Grupo de Estudos Saúde da População Negra reafirma compromisso com a equidade em saúde no OTICS

No dia 14 de maio de 2026, o auditório do Espaço da OTICS foi palco do Grupo de Estudos Saúde da População Negra, reunindo 21 participantes entre trabalhadores da saúde, estudantes da área e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). O encontro, realizado das 09h às 12h, teve como foco “Dados Epidemiológicos do Município  do Rio de Janeiro”, reforçando o compromisso com a redução das desigualdades raciais no acesso e na qualidade dos serviços de saúde no país. O evento foi conduzido por Amanda de Almeida, psicóloga do Centro de Estudos Imas Juliano Moreira, que apresentou, através da análise de dados e indicadores de saúde, o grupo busca contribuir para a compreensão do perfil epidemiológico da população negra carioca, identificando fatores que influenciam o acesso aos serviços de saúde, a incidência de doenças, os índices de mortalidade e as condições de vulnerabilidade social. O trabalho desenvolvido visa apoiar a construção de estratégias de cuidado, prevenção e promoção da saúde fundamentadas nos princípios da integralidade, equidade e justiça social.

A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) é um marco das políticas públicas brasileiras e orienta ações de promoção, atenção e prevenção, além de combater o racismo institucional no SUS. Ela define princípios e diretrizes para assegurar a equidade no atendimento e a participação da população negra na gestão das ações de saúde.

Foram discutidos temas como o reconhecimento das desigualdades raciais em saúde, a importância da autodeclaração de cor/raça nos sistemas de informação em saúde para melhorar o planejamento e a avaliação de políticas públicas, e estratégias de educação permanente dos trabalhadores de saúde com foco na equidade racial. Essas discussões são fundamentais para garantir que o SUS atenda de forma efetiva e justa a população negra, que historicamente enfrenta barreiras estruturais e sociais no acesso aos serviços de saúde.

No âmbito municipal, o compromisso com a saúde da população negra é reforçado pela Lei nº 7.749/22, que instituiu o Programa Municipal de Saúde Integral da População Negra Carioca, alinhado à PNSIPN. A lei prevê o desenvolvimento de ações integradas de promoção, prevenção, assistência e recuperação da saúde deste grupo, com monitoramento e participação social como elementos essenciais para sua efetivação. Esse programa conta ainda com um Grupo Gestor Especial de Saúde da População Negra, vinculado ao Gabinete da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, responsável pela implementação transversal das ações nos serviços da capital.

A organização do evento ressaltou que iniciativas como essa são essenciais não apenas para a divulgação de políticas públicas, mas também para fomentar práticas transformadoras no cotidiano dos serviços de saúde, contribuindo diretamente para a redução das desigualdades raciais no Brasil.

Ao unir profissionais, estudantes e usuários do SUS, o Grupo de Estudos Saúde da População Negra reforça o compromisso com um sistema de saúde mais inclusivo e sensível às especificidades étnico-raciais, estimulando diálogos e ações que se traduzem em melhorias concretas nas práticas de saúde.

Fonte: https://saude.prefeitura.rio/populacao-negra/?utm_source=chatgpt.com

Oficina de Indicadores – SIAPS

No dia 13 de maio de 2026, das 14h às 17h, o auditório da OTICS Bangu sediou a reunião sobre o novo financiamento da Atenção Primária à Saúde (APS), reunindo cerca de 30 participantes entre agentes comunitários de saúde (ACS), enfermeiras, médicos, dentistas, técnicos em saúde bucal (TSB), auxiliares em saúde bucal (ASB), técnicos de enfermagem e equipe e-Multi. A atividade teve como objetivo atualizar e capacitar os profissionais de saúde sobre as mudanças relacionadas ao novo modelo de financiamento da Atenção Primária, fortalecendo o conhecimento técnico das equipes e contribuindo para a qualificação dos processos de trabalho desenvolvidos nas unidades de saúde do território. A reunião foi conduzida por Geciane Sant’Anna da DICA, Priscila Souza – Analista – DICA e Vânia, Enfª – DICA, a partir de solicitação de Julia Marques, do GT CMS Manoel Guilherme da Silveira Filho. Durante o encontro, foram abordadas as principais diretrizes e atualizações referentes ao financiamento da APS, destacando os impactos na organização da assistência, no planejamento das ações e no monitoramento dos indicadores de saúde.

Oficina de Indicadores Financiamento Federal – SIAPS

O espaço possibilitou troca de experiências, esclarecimento de dúvidas e alinhamento das equipes multiprofissionais quanto às estratégias necessárias para fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, considerada a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). A capacitação dos profissionais contribui diretamente para a melhoria da qualidade do cuidado prestado à população, além de favorecer maior efetividade na gestão e no acompanhamento das ações em saúde.

O novo modelo de financiamento da Atenção Primária visa ampliar a qualidade da assistência, fortalecer o acesso da população aos serviços de saúde e estimular o monitoramento de indicadores e resultados, promovendo maior eficiência e organização no SUS. Nesse contexto, encontros técnicos e espaços de educação permanente tornam-se fundamentais para atualização contínua das equipes e fortalecimento das práticas assistenciais no território.

A realização da atividade reafirma o compromisso da OTICS Bangu com a educação permanente em saúde, a qualificação profissional e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à Atenção Primária, contribuindo para um SUS mais resolutivo, humanizado e integrado.