Saúde Prisional Promove Capacitação Antitabagismo

Capacitação fortalece ações de combate ao tabagismo na Atenção Primária Prisional

No dia 20 de agosto de 2026, a OTICS Bangu recebeu a Capacitação de Combate ao Tabagismo na Atenção Primária Prisional, voltada à qualificação dos profissionais de saúde que atuam nas unidades prisionais. A atividade contou com a participação de 19 profissionais e teve como responsável Brenda de Sales Reis, cirurgiã-dentista e liderança de Odontologia da Gestão da Atenção Primária Prisional.

A capacitação teve como objetivo preparar e instrumentalizar os profissionais para a implementação de ações de prevenção e combate ao tabagismo nas unidades prisionais, fortalecendo o cuidado integral à saúde da população privada de liberdade. Durante o encontro, foram abordados conteúdos relacionados ao combate ao tabagismo, com foco na atuação dos profissionais de saúde da Atenção Primária Prisional. O treinamento buscou ampliar conhecimentos e oferecer subsídios para que as equipes possam desenvolver ações de promoção da saúde, prevenção e cuidado relacionadas ao uso de produtos derivados do tabaco.

 

A iniciativa está alinhada às ações do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas à prevenção e ao tratamento do tabagismo. O Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), tem entre seus objetivos reduzir a prevalência de fumantes e a consequente morbimortalidade relacionada ao consumo de produtos derivados do tabaco.

Na Atenção Primária à Saúde, as equipes possuem papel estratégico na identificação das pessoas que fazem uso de tabaco, na abordagem do fumante e na oferta de acompanhamento para a cessação do tabagismo. A formação dos profissionais que atuam no sistema prisional é fundamental para ampliar o acesso às ações de promoção, prevenção e cuidado em saúde. Nesse contexto, a capacitação contribui para a implementação de estratégias específicas para o enfrentamento do tabagismo nas unidades prisionais.

A atividade também reforça a importância da educação permanente em saúde como ferramenta para qualificar os processos de trabalho e fortalecer a atuação das equipes diante das necessidades de saúde da população atendida. Com a capacitação, os profissionais da Atenção Primária Prisional passam a contar com conhecimentos e orientações que podem apoiar a implementação das ações de combate ao tabagismo em suas unidades, contribuindo para a promoção da saúde e para a melhoria da qualidade de vida das pessoas privadas de liberdade.

Fontes oficiais

Instituto Nacional de Câncer (INCA) – Programa Nacional de Controle do Tabagismo
Programa Nacional de Controle do Tabagismo – INCA

Ministério da Saúde – Tabagismo
Tabagismo – Ministério da Saúde

Instituto Nacional de Câncer – Tratamento do tabagismo no SUS
Tratamento do tabagismo – INCA

CURSO ONLINE SOBRE TABAGISMO

UTILIDADE PÚBLICA:

Na manhã desta terça-feira, dia 24/09/2024, Camila de Souza Pereira – Fonoaudióloga e Ethel Cunha – Nutricionista  do CMS Padre Miguel – AP 5.1, participaram do curso online sobre tabagismo disponível na plataforma da Secretaria Municipal de Saúde, o encontro aconteceu na sala de tutoria da OTICS Bangu, o objetivo do curso é a capacitação permanente para os profissionais se atualizarem para promover uma assistência de excelência nas unidades de Atenção Primária.

Curso online sobre tabagismo disponível na plataforma da Secretaria Municipal de Saúde, objetiva a capacitação permanentes dos profissionais.
Camila de Souza Pereira – Fonoaudióloga e Ethel Cunha – Nutricionista  do CMS Padre Miguel – AP 5.1.

 

O PNCT articula a Rede de tratamento do tabagismo no SUS, o Programa Saber Saúde, as campanhas e outras ações educativas e a promoção de ambientes livres da fumaça do tabaco.

O uso do tabaco passou a ser identificado como fator de risco para uma série de doenças a partir da década de 1950. No Brasil, na década de 1970, começaram a surgir movimentos de controle do tabagismo liderados por profissionais de saúde e sociedades médicas. A atuação governamental, no nível federal, começou a institucionalizar-se em 1985 com a constituição do Grupo Assessor para o Controle do Tabagismo no Brasil e, em 1986, com a criação do Programa Nacional de Combate ao Fumo (INCA, 2011; INCA 2012; Romero, Costa e Silva, 2011; Cavalcante, 2005).

Desta forma, desde o final da década de 1980, sob a ótica da promoção da saúde, a gestão e governança do controle do tabagismo no Brasil vêm sendo articuladas pelo Ministério da Saúde através do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o que inclui o desenvolvimento de um conjunto de ações nacionais que integram o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT). O Programa tem como objetivo reduzir a prevalência de fumantes e a consequente morbimortalidade relacionada ao consumo de produtos derivados do tabaco no Brasil. Para tanto, segue um modelo lógico no qual ações educativas, de comunicação, de atenção à saúde, junto com o apoio, a adoção ou cumprimento de medidas legislativas e econômicas, se potencializam para prevenir a iniciação do tabagismo, principalmente entre crianças, adolescentes e jovens; para promover a cessação de fumar; para proteger a população da exposição à fumaça ambiental do tabaco e reduzir o dano individual, social e ambiental dos produtos derivados do tabaco. O PNCT articula a Rede de tratamento do tabagismo no SUS, o Programa Saber Saúde, as campanhas e outras ações educativas e a promoção de ambientes livres de fumo.

Em novembro de 2005, o Brasil ratificou a Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco (CQCT/OMS), primeiro tratado internacional de saúde pública que tem como objetivo conter a epidemia global do tabagismo. A implantação do Programa Nacional de Controle do Tabagismo passa então a fazer parte da Política Nacional de Controle do Tabaco, que é orientada ao cumprimento das medidas e diretrizes da CQCT/OMS pelo país. Cabe ressaltar, que por todo o trabalho que já vinha sendo realizado, o Brasil teve um papel de destaque no processo de negociação deste Tratado.

O INCA desempenha várias funções nessa Política. A Divisão de Controle do Tabagismo (Ditab) tem articulado a internalização de ações e medidas da CQCT/OMS, também previstas no Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos não Transmissíveis no Brasil 2021-2030, no que diz respeito ao setor saúde, por meio do PNCT, como dito anteriormente. Enquanto Secretaria-Executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco (Conicq), a função do INCA é articular a participação e o alinhamento de todos os setores do governo aos objetivos e medidas previstas na Convenção. Cabe ressaltar que compete à Conicq a implementação das obrigações do tratado no país.

Curso online sobre tabagismo disponível na plataforma da Secretaria Municipal de Saúde, objetiva a capacitação permanentes dos profissionais.
Curso online sobre Tabagismo!

No decorrer de sua história e atualmente para a internalização da CQCT/OMS no setor saúde, o Ministério da Saúde e o INCA atuam em rede e desenvolvem ações com as equipes coordenadoras dos estados (secretarias estaduais de saúde e educação), que, por sua vez, multiplicam junto às equipes coordenadoras dos municípios (secretarias municipais de saúde e educação), para que elas desenvolvam as atividades de coordenação/gerência operacional e técnica do Programa. Estas últimas multiplicam as ações junto aos profissionais que atuam nas diferentes instituições envolvidas no controle do tabagismo e prevenção de câncer, como escolas, unidades de saúde, universidades, dentre outras.

O Programa Nacional de Controle do Tabagismo se destaca na articulação para implementação principalmente dos seguintes artigos da CQCT/OMS: 12 – Educação, comunicação, treinamento e conscientização do público; e 14 – Medidas de redução de demanda relativas à dependência e ao abandono do tabaco. Além disso, por meio de seu trabalho em rede, cria uma capilaridade que contribui na promoção e no fortalecimento de um ambiente favorável à implementação de todas as medidas e diretrizes de controle do tabaco no país, ainda que não estejam diretamente sob a governabilidade do setor saúde.

 

Fontes: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor-e-profissional-de-saude/programa-nacional-de-controle-do-tabagismo