Avaliação das Ações Realizadas da Vigilância em Saúde em 2025

OTICS Bangu realiza avaliação das ações desenvolvidas em 2025

No dia 9 de dezembro de 2025, a Sala de Tutoria da OTICS Bangu sediou o encontro de Avaliação das Ações Realizadas em 2025, reunindo três profissionais, todos Técnicos de Vigilância em Saúde, público-alvo da atividade. Durante o encontro foram avaliadas as Ações de Promoção da Saúde realizadas em espaços institucionais e público, além do acompanhamento das oficinas de qualificação dos profissionais de saúde para atuarem junto ao Programa Saúde na Escola na perspectiva de uma abordagem Lúdico-pedagógica.

Durante a reunião, foi realizada a análise detalhada das ações desenvolvidas ao longo do ano, incluindo oficinas, reuniões, atividades de planejamento e outras demandas conduzidas no âmbito da Vigilância em Saúde. O encontro possibilitou rever avanços, identificar desafios e registrar de forma sistematizada as práticas realizadas em 2025.

O principal objetivo da atividade foi subsidiar a elaboração do relatório anual das ações realizadas, contribuindo para o monitoramento e organização das atividades do próximo ciclo.

A condução do encontro esteve a cargo de William Nunes Araújo, Técnico de Vigilância em Saúde da AP 5.1.

Capacitação de Tuberculose

Nesta manhã do dia 8 de dezembro de 2025, o auditório da OTICS Bangu sediou uma capacitação voltada ao fortalecimento das ações de controle da tuberculose na AP 5.1. O encontro contou com a participação de 9 profissionais da assistência social, que atuam como pontos focais de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) em suas unidades. A capacitação teve como objetivo atualizar e qualificar os participantes sobre o Sistema de Informação, além de alinhar os fluxos assistenciais diante da suspeita ou confirmação de casos de tuberculose (TB). A iniciativa reforçou a importância da identificação oportuna de pacientes com critérios clínicos e epidemiológicos para TB, garantindo o encaminhamento correto e a organização dos fluxos de porta de entrada e saída, visando maior segurança no atendimento e na vigilância. A atividade foi conduzida por Ana Cristina, enfermeira da Divisão de Ações e Programas de Saúde (DAPS) da CAP 5.1, que destacou a relevância da atuação integrada das equipes na prevenção e controle da doença no território.

A tuberculose é uma doença infecciosa, transmitida por via respiratória, que afeta principalmente os pulmões, apresentando, no entanto, potencial para acometer outros órgãos. A apresentação pulmonar é o foco das ações de controle da doença. O objetivo das equipes de saúde deve ser o diagnóstico precoce, a pronta instituição do tratamento adequado, a cura dos casos e a avaliação dos contactantes, interrompendo, assim, a cadeia de transmissão. O agente etiológico é o Mycobacterium tuberculosis, um bacilo com crescimento variável, podendo ser rápido (3 horas) nas paredes das cavidades pulmonares ou lento (18 a 20 horas) em lesões fechadas e intracelulares. As vias aéreas são a principal porta de entrada, e por ser um bacilo aeróbio estrito infecta principalmente o pulmão, favorecendo sua transmissão através da tosse. O tempo de exposição necessário para uma infecção evoluir para doença varia entre 100 e 200 horas. Os fatores que favorecem a transmissão são: a doença pulmonar cavitária, quantidade e vigor da tosse e tempo de convivência em ambientes fechados (contato prolongado) com o doente com tuberculose ativa pulmonar ou laríngea.12 O enfrentamento da tuberculose requer a ação intersetorial do poder público por meio da compreensão dos múltiplos fatores que perpetuam a doença no município. Entretanto, a Saúde assume papel central na oferta de cuidados aos pacientes acometidos pela doença, sua família e comunidade. E as unidades de atenção primária, como vanguarda do estado nas comunidades, são os locais preferenciais para identificação dos casos, manejo dos infectados e proposição de medidas para mitigação do espalhamento da doença.

A doença é causada por uma bactéria (Mycobacterium Tuberculosis) que afeta com mais frequência os pulmões, mas pode infectar qualquer parte do corpo, incluindo os ossos e o sistema nervoso. A transmissão e causada pela bactéria se espalha pelo ar quando pessoas infectadas tossem, falam, cospem ou espirram.

Sintomas

A maioria das pessoas expostas à TB nunca desenvolvem os sintomas, já que a bactéria pode viver na forma inativa dentro do corpo. Entretanto, se o sistema imunológico enfraquecer, como acontece com pessoas com desnutrição, pessoas vivendo com HIV/Aids e com pessoas idosas, a bactéria da tuberculose pode se tornar ativa. Entre 5 e 10% das pessoas infectadas com a bactéria têm o risco de desenvolver a forma ativa e contagiosa da doença em algum ponto de suas vidas.

Os sintomas da tuberculose ativa incluem:

  • Tosse persistente (por mais de duas semanas), que pode apresentar-se com sangue ou escarro;
  • Febre;
  • Sudoração noturna;
  • Perda de peso;
  • Dores no peito;
  • Fadiga

Guia Rápido Tuberculose

Gov.br

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Digitação do Sinan Net na OTICS Bangu

Profissionais do CMS Waldyr Franco realizam mutirão de digitação do Sinan Net na AP 5.1

No dia 8 de dezembro, a Sala de Apoio à Gestão da OTICS Bangu recebeu os profissionais da Vigilância em Saúde do CMS Waldyr Franco (AP 5.1) para a realização de um mutirão de atualização no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net). A ação contou com a participação de Hercílio Freion Fernandes Batista e Aline C. da Silva, ambas atuantes no CMS Waldyr Franco, nas funções de digitador e enfermeira, respectivamente. A iniciativa foi coordenada por Isabela Souza, da Gestão da Divisão de Vigilância em Saúde – CAP 5.1, que organizou o mutirão com o propósito de fortalecer a qualidade e a agilidade das informações em saúde no território. O objetivo do trabalho foi garantir a digitação e atualização tempestiva das notificações de agravos, assegurando que os dados registrados no Sinan reflitam a realidade epidemiológica da AP 5.1.

A importância dessa atividade está diretamente ligada ao papel estratégico do Sinan, utilizado em todo o país para monitorar doenças e agravos de notificação compulsória. De acordo com o Ministério da Saúde, informações completas e atualizadas no Sinan são fundamentais para:

  • apoiar a tomada de decisão das equipes de vigilância;

  • orientar ações de prevenção e controle;

  • identificar surtos e eventos de relevância epidemiológica;

  • subsidiar políticas públicas de saúde baseadas em evidências.

A ação demonstra o comprometimento da AP 5.1 com a qualidade da informação, elemento essencial para a vigilância epidemiológica e para a construção de estratégias mais assertivas no cuidado à população.

O Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net) foi desenvolvido para ser utilizado pelos pontos de digitação que não possuem uma ligação Internet estável a fim de permitir que as mesmas cadastrem os formulários e acompanhem o andamento do processo de instalação.

O Sinan Net tem como objetivo coletar, transmitir e disseminar dados gerados rotineiramente pelo Sistema de Vigilância Epidemiológica das três esferas de Governo, por meio de uma rede informatizada, para apoiar o processo de investigação e dar subsídios à análise das informações de vigilância epidemiológica das doenças de notificação compulsória.

 

 

Fontes fidedignas utilizadas:
– Ministério da Saúde – Guia de Vigilância em Saúde
– Ministério da Saúde – Notas técnicas e diretrizes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan)
– Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro – Subsecretaria de Vigilância em Saúde

 

Reunião de Monitoramento do Sistema 1746

OTICS Bangu sedia Reunião de Monitoramento do Sistema 1746 com foco no controle de pragas e vetores

Na manhã desta sexta-feira, 05 de dezembro de 2025, a Sala de Tutoria da OTICS Bangu recebeu a Reunião de Monitoramento do Sistema 1746, iniciativa voltada ao aprimoramento do atendimento às solicitações relacionadas ao controle de pragas e vetores na Área Programática 5.1. O encontro contou com a participação de três profissionais da Vigilância em Saúde, público diretamente envolvido na temática. A atividade foi conduzida por Ricardo Nascimento da Silva, integrante da equipe de Risco Biológico da AP 5.1, que abordou processos de notificação e atendimento às demandas de controle de roedores, insetos — como mosquitos, aranhas e lacraias — e também do caramujo africano, espécie invasora que oferece riscos à saúde pública e ao meio ambiente. Durante a reunião, foram discutidas técnicas de identificação, comportamento e estratégias de combate ao molusco, tema de grande relevância na região.

O objetivo do encontro foi qualificar o fluxo de encaminhamento dos chamados para os órgãos competentes, como a Secretaria Municipal do Ambiente e Clima (SMAC) e a Vigilância Sanitária, responsáveis pelas vistorias e ações fiscalizatórias. A proposta reforça o compromisso institucional com o bem-estar da população, a promoção da saúde e a preservação ambiental no território.

Com iniciativas como essa, a OTICS Bangu segue fortalecendo a integração entre os serviços da rede e contribuindo para uma cidade mais saudável e segura para todos.

Central de Atendimento 1764

Interface Ensino-Saúde Ações de Vigilância

Extensão universitária e devolutiva à comunidade: interface ensino-saúde fortalece ações de vigilância

Na manhã de 5 de dezembro de 2025, das 09h00 às 12h30, foi realizado no auditório da OTICS a atividade “Extensão universitária e feedback à comunidade – Interface ensino em saúde”. O encontro reuniu cerca de 40 participantes, entre estudantes do curso de Medicina da UCB e profissionais das unidades de atenção primária (UAPs) da área de planejamento e assistência AP 5.1, locais onde ocorreram as práticas de extensão. O evento teve como objetivo apresentar à comunidade acadêmica e às equipes de saúde os resultados das ações de extensão desenvolvidas nas UAPs da AP 5.1, relacionadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) e à DIC — com ênfase em vacinação, tuberculose e sarampo. Ao compartilhar os resultados e aprendizados, buscou-se consolidar a lógica de retroalimentação entre ensino, serviço e comunidade.

Conteúdo e abordagem: a “interface ensino-saúde”

A iniciativa insere-se no âmbito da chamada “interface ensino-saúde”, entendida como a integração entre os processos de ensino (universidade, formação profissional) e as práticas em saúde, de modo a promover educação em saúde, formação crítica e prática reflexiva. Esse modelo privilegia, Interdisciplinaridade — combinando saberes de saúde, educação, tecnologia e comunicação para enfrentar problemas complexos de forma holística; Formação de profissionais — unindo ensino, serviço e comunidade, muitas vezes por meio de equipes de aprendizagem ativa, capazes de atuar em contextos reais de saúde pública; Educação para a saúde — com foco em conscientização, protagonismo comunitário e participação social na promoção da saúde coletiva; Uso de tecnologias e inovação — como telessaúde e ferramentas de educação a distância, para ampliar o alcance e qualificar o processo de ensino e cuidado.

A palestra de devolutiva foi conduzida por Isabela dos Santos Souza — Diretora DVS e docente na UCB —, que apresentou de modo claro os resultados das atividades de extensão, discutiu os desafios observados e os aprendizados para a comunidade e para os serviços.

Esse evento é importante, pela transparência e prestação de contas ao devolver à comunidade os resultados das práticas extensionistas, fortalece-se a confiança e o compromisso com a população atendida; Integração ensino-serviço-comunidade, a articulação entre universidade, unidades de saúde e comunidade aproxima o ensino da realidade do SUS e contribui para formar profissionais mais preparados e conscientes de seu papel social; Valorização da educação em saúde: promove a conscientização sobre prevenção de doenças e importância das campanhas de vacinação, tuberculose e sarampo — temas essenciais para a saúde pública; Estimulo a novas práticas e estudos: mostra que a extensão e a pesquisa coletiva podem servir de base para inovações, uso de tecnologias e modelos participativos de cuidado.

O evento “Extensão universitária e feedback à comunidade – Interface ensino em saúde” reafirma o compromisso da OTICS, da UCB e das UAPs da AP 5.1 com uma formação em saúde comprometida com a comunidade, com a promoção da saúde coletiva e com a construção de saberes compartilhados. A mobilização de estudantes, profissionais e comunidade reforça a importância da interface entre ensino, serviço e sociedade como estratégia para transformar a realidade da saúde.

Essa devolutiva simboliza não apenas um balanço de atividades, mas o fortalecimento de uma cultura de cuidado, educação e participação — pilares essenciais para a consolidação de práticas de saúde pública fundamentadas na responsabilidade social e na cidadania.

Fonte: SciELO+2Revista Interface+2

Reunião de Equipe dos AVSs

OTICS Bangu sedia reunião de equipe dos Agentes de Vigilância em Saúde da AP 5.1

Na manhã do dia 5 de dezembro de 2025, a sala de tutoria da OTICS Bangu foi o espaço da reunião de equipe dos Agentes de Vigilância em Saúde (AVSs). O encontro contou com a participação de quatro profissionais da categoria e teve como objetivo avaliar os eventos da semana e planejar novas ações no território. A atividade foi conduzida por Viviana Canuto Menezes, Supervisora da Vigilância Ambiental da Área Programática (AP) 5.1, que reforçou a importância da integração da equipe para o fortalecimento das estratégias de vigilância no território. A iniciativa reafirma o compromisso da OTICS Bangu em oferecer suporte técnico e promover espaços de diálogo e organização das ações, contribuindo para o aprimoramento contínuo da saúde pública local.

A saúde ambiental é um eixo essencial da saúde pública, voltado a identificar e reduzir os impactos de fatores ambientais — naturais ou resultantes da atividade humana — sobre a saúde das pessoas. Esse campo integra conhecimento científico, formulação de políticas públicas e práticas sustentáveis, visando melhorar a qualidade de vida da população.

Coordenada pelo Ministério da Saúde, a Vigilância em Saúde Ambiental (VSA) compreende um conjunto de ações voltadas para identificar, avaliar e monitorar alterações nos fatores ambientais que possam afetar a saúde humana, fortalecendo a capacidade de resposta e a prevenção de agravos no território.

Também desenvolvem um conjunto de atividades para detectar mudanças no meio ambiente e que de certa forma interfere na saúde humana. A finalidade do profissional da vigilância ambiental é analisar, adotar e recomendar medidas para prevenir o agravo e o surgimento de doenças desenvolvidas no âmbito ambiental.  É igualmente responsável pelo tratamento, inspeção, eliminação de depósitos e busca de focos do mosquito da dengue.

Saiba mais clicando aqui: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/saude-ambiental

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Supervisão Geral de SRT – CAPS Lima Barreto

OTICS Bangu sedia Supervisão Geral de SRT do CAPS Lima Barreto

Na manhã desta quinta-feira, 4 de dezembro de 2025, o auditório da OTICS Bangu recebeu a Supervisão Geral de Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT) do CAPS Lima Barreto. O encontro ocorreu das 08h às 12h e contou com a participação de 13 profissionais que atuam no cuidado em saúde mental, com foco nos cuidadores de Residências Terapêuticas. A atividade teve como principal objetivo o alinhamento das diretrizes de cuidado no âmbito da saúde mental e o fortalecimento das práticas de acompanhamento aos moradores das residências terapêuticas, garantindo um espaço de respeito às diversidades — especialmente no que diz respeito à diversidade religiosa e às relações no cotidiano do cuidado. Durante a supervisão, foram discutidas propostas e orientações vinculadas ao processo de trabalho no SRT, reforçando o acesso a informações e condutas que apoiem um cuidado humanizado, inclusivo e integral às pessoas em sofrimento psíquico. A condução do encontro ficou sob responsabilidade de Nathalia, acompanhante terapêutica do SRT do CAPS Lima Barreto, que mediou o diálogo e proporcionou um espaço de troca entre a equipe de segmento.

Residências Terapêuticas (RTs) são casas que integram o Serviço Residencial Terapêutico (SRT) no âmbito da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do SUS, destinadas ao acolhimento de pessoas com transtornos mentais, especialmente aquelas que foram internadas por longo tempo em hospitais psiquiátricos. Essas residências visam a reinserção social e o desenvolvimento da autonomia dos seus moradores, com o apoio de cuidadores e do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de referência. 

As RTs são geralmente vinculadas a um CAPS, que oferece suporte técnico e profissional. As RTs contam com uma equipe de cuidadores que acompanha os moradores no dia a dia, auxiliando em atividades de vida diária, lazer e atividades terapêuticas. 

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são lugares onde oferecem serviços de saúde abertos para a comunidade. Uma equipe diversificada trabalha em conjunto para atender às necessidades de saúde mental das pessoas, incluindo aquelas que enfrentam desafios relacionados as necessidades decorrentes do uso prejudicial de álcool e outras drogas. Esses serviços estão disponíveis na região e são especialmente focados em ajudar em situações difíceis ou no processo de reabilitação psicossocial.

Ministério da Saúde tem reforçado os serviços de atendimento à saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS), a partir do incentivo à ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) que oferta atendimento às pessoas com transtornos mentais de forma integral e gratuita. Neste mês, em que se comemora o Setembro Amarelo, foram habilitados mais seis Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e três Serviços de Residência Terapêutica (SRT). As unidades habilitadas foram publicadas em duas portarias e os serviços constarão em seis estados.

Saiba mais clicando aqui: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/desme/raps/caps

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2020/setembro/ministerio-da-saude-amplia-servicos-de-saude-mental-no-sus

 

 

 

Digitação do Sinan Net na OTICS Bangu

Profissionais do CMS Waldyr Franco realizam mutirão de digitação do Sinan Net na AP 5.1

No dia 3 de dezembro, a Sala de Apoio à Gestão da OTICS Bangu recebeu a profissional Alessandra Vaz Gonçalves, digitadora e agente administrativo da Vigilância em Saúde do CMS Waldyr Franco (AP 5.1), para a realização de um mutirão de atualização no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net). A iniciativa é coordenada por Isabela Souza, da Gestão da Divisão de Vigilância em Saúde – CAP 5.1, que organiza o mutirão com o propósito de fortalecer a qualidade e a agilidade das informações em saúde no território. O objetivo do trabalho é garantir a digitação e atualização tempestiva das notificações de agravos, assegurando que os dados registrados no Sinan reflitam a realidade epidemiológica da AP 5.1.

A importância dessa atividade está diretamente ligada ao papel estratégico do Sinan, utilizado em todo o país para monitorar doenças e agravos de notificação compulsória. De acordo com o Ministério da Saúde, informações completas e atualizadas no Sinan são fundamentais para:

  • apoiar a tomada de decisão das equipes de vigilância;

  • orientar ações de prevenção e controle;

  • identificar surtos e eventos de relevância epidemiológica;

  • subsidiar políticas públicas de saúde baseadas em evidências.

A ação demonstra o comprometimento da AP 5.1 com a qualidade da informação, elemento essencial para a vigilância epidemiológica e para a construção de estratégias mais assertivas no cuidado à população.

O Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net) foi desenvolvido para ser utilizado pelos pontos de digitação que não possuem uma ligação Internet estável a fim de permitir que as mesmas cadastrem os formulários e acompanhem o andamento do processo de instalação.

O Sinan Net tem como objetivo coletar, transmitir e disseminar dados gerados rotineiramente pelo Sistema de Vigilância Epidemiológica das três esferas de Governo, por meio de uma rede informatizada, para apoiar o processo de investigação e dar subsídios à análise das informações de vigilância epidemiológica das doenças de notificação compulsória.

Fontes fidedignas utilizadas:
– Ministério da Saúde – Guia de Vigilância em Saúde
– Ministério da Saúde – Notas técnicas e diretrizes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan)
– Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro – Subsecretaria de Vigilância em Saúde

 

Reunião de Planejamento das Ações do Cerest

Na manhã desta quarta-feira, 03 de dezembro de 2025, a sala de tutoria da OTICS Bangu sediou a Reunião com a Equipe do Cerest Zona Oeste, encontro voltado ao alinhamento das ações estratégicas do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) para o próximo ano. A atividade ocorreu das 9h às 12h e contou com a participação de aproximadamente 4 profissionais de forma presencial e 3 online, reunindo integrantes da equipe técnica em saúde do trabalhador. A reunião teve como objetivo definir metas e ações do Cerest para o ano de 2026, visando o fortalecimento da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT) no território da Zona Oeste. A reunião foi conduzida pela Coordenadora do Cerest Zona Oeste.

A Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Portaria GM/MS n° 1.823/ 2012) define princípios diretrizes e as estratégias nas três esferas de gestão do SUS – federal, estadual e municipal, para o desenvolvimento das ações de atenção integral à Saúde do Trabalhador, com ênfase na vigilância, visando a promoção e a proteção da saúde dos trabalhadores e a redução da morbimortalidade decorrente dos modelos de desenvolvimento e dos processos produtivos.

A saúde do trabalhador no SUS ocorre a partir da articulação de ações individuais de assistência e de recuperação dos agravos, com ações coletivas, de promoção, de prevenção, de vigilância dos ambientes, processos e atividades de trabalho, e de intervenção sobre os fatores determinantes da saúde dos trabalhadores; ações de planejamento e avaliação com as práticas de saúde; o conhecimento técnico e os saberes dos trabalhadores.

Centro de Referência em Saúde do Trabalhador – (CEREST) é um local de atendimento especializado em Saúde do Trabalhador. Além de atender diretamente o trabalhador, serve como uma fonte geradora de conhecimento, ou seja, tem condição de indicar se as doenças ou os sintomas das pessoas atendidas estão relacionados com as atividades que elas exercem, na região onde se encontram. Esses dados podem ser de extrema valia para as negociações feitas pelos sindicatos e também para a formulação de políticas públicas.

Reunião de Alinhamento das Atividades do Cerest Zona Oeste

OTICS Bangu recebe Reunião de Alinhamento das Atividades do Cerest Zona Oeste

Na manhã desta terça-feira, 2 de dezembro de 2025, a Sala de Tutoria da OTICS Bangu sediou a Reunião de Alinhamento das Atividades do Cerest Zona Oeste. O encontro reuniu cerca de seis integrantes da equipe do Cerest Zona Oeste, além da presença da Coordenadora e de técnicos do Cerest Estadual, fortalecendo o diálogo e a integração entre as equipes regionais e estaduais de Vigilância em Saúde do Trabalhador. Os assuntos abordados contemplaram o Cerest Estadual em visita técnica, com foco em aprimorar estratégias de vigilância, qualificação dos processos de trabalho e fortalecimento das ações interinstitucionais. A reunião teve como principal objetivo definir, alinhar e organizar as atividades que serão desenvolvidas pelo Cerest Zona Oeste, contribuindo para o aprimoramento das ações de vigilância, prevenção e promoção da saúde dos trabalhadores no território. A iniciativa foi solicitada por Simone, Supervisora do Cerest Zona Oeste – AVS/CAP 5.1, reforçando o compromisso com a qualificação contínua das práticas e com o fortalecimento das redes de cuidado no âmbito da saúde do trabalhador.

O Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) desempenha um papel estratégico na promoção, proteção e recuperação da saúde dos trabalhadores, articulando ações de vigilância e atenção integral no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A reunião representou um momento importante para o planejamento coletivo e o fortalecimento das ações de saúde do trabalhador na região da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A Saúde do Trabalhador é uma área estratégica da saúde pública e parte integrante do campo da Saúde Coletiva, com foco na promoção da saúde e na prevenção de agravos relacionados às condições de trabalho. Reconhecendo o trabalho como determinante social da saúde, essa área busca assegurar a atenção integral à saúde da população trabalhadora em seus diversos contextos.

Por meio de ações integradas de Vigilância em Saúde, com destaque para a Vigilância Epidemiológica, o Sistema Único de Saúde (SUS) atua na identificação, monitoramento e enfrentamento de riscos e agravos à saúde decorrentes dos ambientes, processos e relações de trabalho, em todo o território nacional.

Fundamentada nos princípios da universalidade, integralidade, equidade, intersetorialidade e participação social, a política de Saúde do Trabalhador reafirma o direito de todos os trabalhadores e trabalhadoras à saúde, independentemente da natureza do vínculo empregatício ou da formalidade da ocupação.

Nesse sentido, as políticas públicas voltadas à saúde do trabalhador devem promover ambientes de trabalho seguros, saudáveis e humanizados, bem como contribuir para a prevenção de doenças e agravos, a promoção do bem-estar físico, mental e social, e a garantia da dignidade no trabalho.

Fontes e referências: