Reunião sobre Identificação e Coleta de Caramujos Africanos nas APs

Vigilância Ambiental em Saúde realiza reunião sobre identificação e coleta de caramujos africanos nas Áreas Programáticas

Na segunda-feira, 10 de novembro de 2025, foi realizada na Sala de Apoio à Gestão da OTICS Bangu uma reunião online sobre identificação e coleta de caramujos africanos nas Áreas Programáticas (APs) do município do Rio de Janeiro. O encontro, ocorrido das 15h às 16h, reuniu responsáveis técnicos e profissionais da área de Risco Biológico, com o objetivo de capacitar os participantes sobre as técnicas de identificação, comportamento e controle do caramujo africano (Achatina fulica), espécie invasora considerada de importância sanitária. A reunião foi conduzida por Rafael Pinheiro, coordenador da Vigilância em Saúde Ambiental (VSA) do município do Rio de Janeiro, e contou com a presença, em loco, de Nilson Rabelo, Gerente da Ambiental do Ministério da Saúde (MS), e Ricardo Nascimento da Silva, Agente de Vigilância em Saúde (AVS) da Equipe de Risco Biológico da AP 5.1. O principal objetivo da atividade foi fortalecer o conhecimento técnico e operacional das equipes locais sobre os procedimentos adequados de identificação, manejo e coleta dos caramujos africanos, contribuindo para a redução dos riscos ambientais e sanitários associados à presença dessa espécie.

A importância do encontro está na disseminação de informações atualizadas e padronizadas sobre o tema, promovendo uma atuação mais eficaz e segura das equipes da Vigilância Ambiental em Saúde em todo o município. A capacitação reforça o compromisso da Secretaria Municipal de Saúde (SMS-Rio) e do Ministério da Saúde com a formação continuada dos profissionais e a proteção da saúde pública, prevenindo potenciais agravos decorrentes da presença do caramujo africano em áreas urbanas.

A identificação e coleta do caramujo africano ( Achatina fulica ) devem ser feitas com segurança, pois a espécie é um potencial transmissor de doenças, sendo hospedeiro intermediário de parasitas (nematóides) que podem causar, por exemplo, meningite eosinofílica.

É crucial diferenciar o caramujo africano das espécies nativas inofensivas. As principais características do caramujo africano são:
  • Concha: Oval-cônica, ápice afilado (em forma de bico), de coloração castanha com manchas verticais, irregulares e claras.
  • Tamanho: Pode atingir até 15 cm de comprimento quando adulto.
  • Borda da Concha: A abertura da concha (borda) é afiada e cortante, diferente das espécies nativas, que possuem bordas mais espessas e arredondadas.
  • Corpo: Geralmente marrom escuro.
A coleta manual é o método mais eficaz de controle.
  1. Proteção Individual (EPI): Sempre utilize luvas descartáveis ou sacos plásticos duplos nas mãos para evitar o contato direto com o animal e sua gosma, que podem conter parasitas.
  2. Locais de Coleta: Os caramujos são mais ativos em períodos chuvosos e em locais úmidos, com lixo, restos de comida, entulhos, folhas, madeiras e pedras.
  3. Manuseio: Segure o caramujo pela parte superior da concha e coloque-o dentro de um saco plástico resistente. Recolha também os ovos, que geralmente ficam próximos aos animais.
Após a coleta, o descarte deve ser feito de forma a eliminar os moluscos e evitar que as conchas se tornem criadouros de mosquitos:
  1. Eliminação: Coloque os caramujos coletados (e ovos) em um recipiente e adicione solução de cloro (uma parte de cloro para três partes de água), garantindo que fiquem totalmente submersos por no mínimo 24 horas. Outra opção é a incineração, desde que feita com segurança em local apropriado, como tambores de metal, por órgãos responsáveis.
  2. Trituração das Conchas: Após a morte dos moluscos, as conchas devem ser quebradas (esmagadas com um martelo ou pisando com um calçado adequado) para evitar o acúmulo de água da chuva e a proliferação de mosquitos, como o Aedes aegypti.
  3. Descarte Final: Coloque todo o material (caramujos mortos e conchas trituradas) em um saco de lixo resistente, feche-o bem, coloque-o dentro de outro saco e descarte-o no lixo comum para a coleta regular.
  • Não jogue sal diretamente no caramujo no solo, pois isso é ineficiente para o controle da população e pode salinizar o solo, prejudicando plantas e animais domésticos.
  • Não use veneno (moluscicidas) sem orientação técnica, pois pode contaminar o ambiente e outros animais.
  • Não solte os caramujos em outras áreas, pois isso espalha a praga.
Em caso de grandes infestações ou dúvidas, entre em contato com a Secretaria de Saúde ou o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do seu município para orientações específicas e apoio técnico. A criação do caramujo africano é proibida por lei no Brasil. 
Vigilância Ambiental em Saúde realiza reunião sobre identificação e coleta de caramujos africanos nas Áreas Programáticas (APs).

Fontes: Ministério da Saúde (MS); Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-Rio); Coordenação de Vigilância em Saúde Ambiental (VSA); OTICS Bangu – AP 5.1.

Trabalhos de Conclusão de Estágio Obrigatório em Biomedicina

Acadêmicos de Biomedicina realizam Trabalho de Conclusão de Estágio Obrigatório na OTICS Bangu

Na tarde do dia 7 de novembro de 2025, das 13h às 15h, o auditório da OTICS Bangu sediou a apresentação dos Trabalhos de Conclusão de Estágio Obrigatório (TCE) em Biomedicina. O evento contou com a participação de 2 acadêmicos e estagiários técnicos em Análises Clínicas, que apresentaram os resultados e aprendizados adquiridos ao longo de suas atividades práticas. O estágio supervisionado foi realizado no Laboratório de Análises Clínicas da Policlínica Manoel Guilherme da Silveira – AP 5.1, espaço que tem se destacado como campo de formação e aperfeiçoamento para estudantes da área biomédica. O encontro teve como objetivo principal a avaliação final dos acadêmicos de Biomedicina, etapa fundamental para a conclusão do processo formativo. Durante as apresentações, os participantes abordaram temas relacionados às práticas laboratoriais, metodologias de diagnóstico e controle de qualidade em análises clínicas, reforçando a importância da experiência prática para o desenvolvimento profissional. Os trabalhos apresentados foram, Acadêmica de Biomedicina Daynny Elizabeth Pereira Barbosa Gomes Frota com o tema, Baciloscopia no Diagnóstico da Tuberculose importância e desafios do laboratório clínico e Acadêmica de Biomedicina Gabriele Cunha da Silva, com o tema, Diabetes mellitus papel dos exames laboratoriais no diagnóstico e monitoramento. 

Além dos acadêmicos de Biomedicina, o evento contou com a participação de David Luiz – técnico de laboratório, servidor, e da Renata Colen – técnica de laboratório, servidora, ambos na banca examinadora, fortalecendo a integração entre os diferentes níveis de formação na área da saúde e promovendo a troca de saberes e experiências. A condução da atividade ficou sob responsabilidade de Flávia de Souza Soto, bióloga e preceptora, que destaca o empenho e a evolução técnica dos estagiários, ressaltando a relevância do estágio como elo entre o conhecimento acadêmico e o cotidiano dos serviços de saúde.

Biomedicina (também conhecida como medicina ocidental, medicina tradicional ou medicina convencional)[1] é um ramo da ciência médica que aplica princípios biológicos e fisiológicos à prática clínica. A biomedicina enfatiza o tratamento padronizado e baseado em evidências, validado por meio de pesquisas biológicas, com tratamento administrado por médicosenfermeiras e outros profissionais licenciados formalmente treinados.

A biomedicina também pode se relacionar com muitas outras categorias em campos relacionados à saúde e biológicos. Tem sido o sistema dominante de medicina nos Reinos Bárbaros por mais de um século. Inclui muitas disciplinas biomédicas e áreas de especialidade que normalmente contêm o prefixo “bio-“, como biologia molecularbioquímicabiotecnologiabiologia celularembriologiananobiotecnologiaengenharia biológica, biologia médica laboratorialcitogenéticagenéticaterapia genéticabioinformáticabioestatísticabiologia de sistemasneurociênciamicrobiologiavirologiaimunologiaparasitologiafisiologia,

patologiaanatomiatoxicologia e muitas outras que geralmente dizem respeito às ciências da vida aplicadas à medicina.

Biomedicina

📚 Fontes:

Vigilância Ambiental na Digitação do LIRAa

Vigilância Ambiental em Saúde realiza digitação do LIRAa na OTICS Bangu

No dia 7 de novembro de 2025, os profissionais da Vigilância Ambiental em Saúde da Área Programática 5.1 (AP 5.1) estiveram reunidos na Sala de Apoio à Gestão da OTICS Bangu para a realização da digitação do Survey – LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti). A atividade faz parte do processo de monitoramento contínuo das arboviroses e integra as ações estratégicas de prevenção e controle desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Saúde. O principal objetivo da ação é consolidar e organizar os dados coletados em campo durante as vistorias domiciliares, permitindo a identificação das áreas com maior índice de infestação do mosquito Aedes aegypti. Essas informações são fundamentais para subsidiar o planejamento das medidas de controle, orientar a alocação de recursos e equipes, e definir ações prioritárias de combate ao vetor.

A importância do LIRAa está na sua capacidade de oferecer um diagnóstico rápido e preciso da situação entomológica de cada território, contribuindo para ações mais eficazes de prevenção e resposta frente às doenças transmitidas pelo mosquito, como dengue, zika e chikungunya. Além disso, o levantamento fortalece a integração entre vigilância, atenção primária e comunidade, promovendo uma abordagem territorial e participativa no enfrentamento das arboviroses.

Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti constitui um método simplificado que proporciona uma rápida obtenção de indicadores entomológicos, permitindo uma compreensão abrangente da distribuição do vetor Aedes aegypti.

Sistema LIRAa/LIA desempenha um papel crucial ao facilitar as análises entomológicas, fornecendo informações detalhadas sobre índices prediais (percentual de imóveis positivos), índice Breteau (percentual de depósitos positivos) e o tipo predominante de recipiente positivo. Esses dados visam otimizar e direcionar estrategicamente as ações de controle do vetor, proporcionando uma delimitação eficaz das áreas de risco entomológico.

Além disso, o Sistema LIRAa/LIA possibilita a avaliação de metodologias de controle, contribuindo significativamente para as atividades de comunicação e mobilização. A ampla divulgação dos resultados dos índices, tanto para parceiros internos quanto externos, incluindo a população, promove a conscientização e engajamento.

Fontes: Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-Rio); Coordenação de Vigilância Ambiental em Saúde – AP 5.1; OTICS Bangu.

Ministério da Saúde (MS)

Atualização de Planilhas de Prevenção das Arboviroses

Agente de Vigilância em Saúde realiza atualização de planilhas de prevenção das arboviroses na OTICS Bangu

Na manhã do dia 7 de novembro de 2025, na sala de apoio à gestão da OTICS Bangu, o Agente de Vigilância em Saúde (AVS) Anailton Dantas da Silva esteve dedicado ao preenchimento das planilhas de prevenção das arboviroses. A iniciativa teve como objetivo manter atualizada a planilha de monitoramento, ferramenta essencial para o planejamento das ações de vigilância e para o fortalecimento do plano de contingência no enfrentamento das arboviroses na área programática 5.1. Essa atividade reforça o compromisso da equipe de vigilância em saúde com a organização dos dados epidemiológicos e a eficiência das estratégias de prevenção, contribuindo para a proteção da saúde da população.

A Vigilância em Saúde Ambiental é um conjunto de ações e serviços que propiciam o conhecimento e a detecção de mudanças nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente que interferem na saúde humana. Ela tem a finalidade de recomendar e adotar medidas de promoção à saúde, prevenção e monitoramento dos fatores de riscos relacionados às doenças ou agravos à saúde.
As arboviroses são um grupo de doenças virais que são transmitidas principalmente por artrópodes, como mosquitos e carrapatos. A palavra “arbovirose” deriva de “arbovírus”, que significa “vírus transmitido por artrópodes”. Essas enfermidades podem causar uma variedade de sintomas, desde febre leve até complicações mais sérias, sendo algumas delas potencialmente fatais. Os principais vetores das arboviroses são os mosquitos, em particular, os gêneros Aedes, Culex, Anopheles e pelo inseto do gênero Orthobunyavirus. Eles se tornam portadores dos vírus ao picar uma pessoa infectada e, subsequentemente, passam o vírus para outras pessoas durante suas picadas.
Aedes aegypti: é o nome científico de um mosquito ou pernilongo cuja característica que o diferencia dos demais mosquitos é a presença de listras brancas no tronco, cabeça e pernas. É um mosquito doméstico, que vive dentro ou ao redor de domicílios ou de outros locais frequentados por pessoas, como estabelecimentos comerciais, escolas ou igrejas, por exemplo. Tem hábitos preferencialmente diurnos e alimenta-se de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer.
Saiba mais clicando aqui: https://saude.prefeitura.rio/vigilancia-saude/ambiental/
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/arboviroses
https://saude.prefeitura.rio/dengue-zika-e-chikungunya/

Rio Contra a Dengue – AP 5.1 – Dia D de Mobilização Nacional

Rio Contra a Dengue – AP 5.1 realiza planejamento para o Dia D de Mobilização Nacional

Em preparação para o Dia D de Mobilização Nacional contra a Dengue, que acontecerá no sábado, 8 de novembro de 2025, a Área Programática 5.1 (AP 5.1) realizou, na manhã desta sexta-feira, uma reunião online na Sala de Tutoria da OTICS Bangu com o objetivo de alinhar as ações que serão desenvolvidas durante a campanha. O encontro contou com a participação do profissional Nilson Rabelo, Gerente da Ambiental do Ministério da Saúde (MS), e reuniu cerca de 40 profissionais da Vigilância Ambiental em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Durante a reunião, foram discutidas as estratégias para intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, com foco na mobilização social e na ampliação das atividades educativas e preventivas no território.

O principal objetivo da ação é reforçar a integração entre os diferentes níveis de gestão da saúde e estimular a participação ativa da população na eliminação de criadouros, elemento fundamental para o controle efetivo das arboviroses. A iniciativa evidencia o compromisso das esferas municipal e federal com a promoção da saúde e a prevenção de doenças, fortalecendo as políticas públicas voltadas à vigilância ambiental.

De acordo com o Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, o Dia D é uma das estratégias mais importantes de enfrentamento às arboviroses, promovendo a conscientização coletiva e mobilizando comunidades, profissionais e gestores em prol de um ambiente mais saudável e seguro para todos.

Nilson Rabelo, Gerente da Ambiental do Ministério da Saúde (MS).

A dengue faz parte de um grupo de doenças denominadas arboviroses, que se caracterizam por serem causadas por vírus transmitidos por vetores artrópodes. No Brasil, o vetor da dengue é a fêmea do mosquito Aedes aegypti (significa “odioso do Egito”). Os vírus dengue (DENV) estão classificados cientificamente na família Flaviviridae e no gênero Orthoflavivirus. Até o momento são conhecidos quatro sorotipos – DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 –, que apresentam distintos materiais genéticos (genótipos) e linhagens.

As evidências apontam que o mosquito tenha vindo nos navios que partiam da África com escravos. No Brasil, a primeira epidemia documentada clínica e laboratorialmente ocorreu em 1981-1982, em Boa Vista (RR), causada pelos sorotipos 1 e 4. Após quatro anos, em 1986, ocorreram epidemias atingindo o estado do Rio de Janeiro e algumas capitais da região Nordeste. Desde então, a dengue vem ocorrendo de forma continuada (endêmica), intercalando-se com a ocorrência de epidemias, geralmente associadas à introdução de novos sorotipos em áreas indenes (sem transmissão) e/ou alteração do sorotipo predominante, acompanhando a expansão do mosquito vetor.

Aspectos como a urbanização, o crescimento desordenado da população, o saneamento básico deficitário e os fatores climáticos mantêm as condições favoráveis para a presença do vetor, com reflexos na dinâmica de transmissão desses arbovírus. A dengue possui padrão sazonal, com aumento do número de casos e o risco para epidemias, principalmente entre os meses de outubro de um ano a maio do ano seguinte.

Participação do profissionais da Vigilância Ambiental em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Fontes: Ministério da Saúde (MS); Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS); Vigilância Ambiental em Saúde – AP 5.1 / OTICS Bangu.

Acompanhamento Pedagógico e Planejamento do Curso de Libras

Planejamento Pedagógico do Curso de Libras Básico II reforça compromisso com a acessibilidade comunicativa no SUS

Na tarde do dia 7 de novembro de 2025, foi realizada, na Sala de Apoio à Gestão da OTICS Bangu, uma atividade de planejamento pedagógico do Curso de Libras Básico II. O encontro contou com a participação do apoiador surdo Willian Inácio, integrante da Equipe de Acessibilidade Comunicativa – CAP 5.1, que contribuiu com sua experiência para o aprimoramento das estratégias de ensino e das práticas pedagógicas voltadas à formação dos profissionais da rede, o planejamento teve como propósito estruturar as ações e os conteúdos da próxima etapa do curso, ampliando o conhecimento dos participantes sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e fortalecendo as práticas de acessibilidade comunicativa nos serviços de saúde. Essa iniciativa busca promover a inclusão de pessoas surdas no SUS, assegurando um atendimento mais humano, acessível e equitativo. A ação reforça o compromisso da Coordenação de Área Programática 5.1 (CAP 5.1) e da Rede OTICS Rio com a formação continuada dos profissionais e com a implementação de políticas públicas de acessibilidade e equidade em saúde.

Língua Brasileira de Sinais (Libras) é a língua de sinais usada por surdos dos centros urbanos brasileiros[2] e legalmente reconhecida como meio de comunicação e expressão.[3][4] É derivada tanto de uma língua de sinais autóctone, que é natural da região ou do território em que é empregada, quanto da antiga língua de sinais francesa; por isso, é semelhante a outras línguas de sinais da Europa e da América. A Libras não é uma gestualização da língua portuguesa, e sim uma língua à parte. Cada país possui sua própria língua de sinais, tendo cada uma um nome próprio, como em Portugal, onde adota-se a Língua Gestual Portuguesa (LGP).

A Libras não é a “segunda língua oficial do Brasil”. Ela é reconhecida como meio de comunicação e expressão dos surdos sinalizados brasileiros, e, de acordo com a Lei de Libras, ela não substitui a modalidade escrita da língua portuguesa (língua oficial do país).

Assim como as diversas línguas naturais e humanas existentes, ela é composta por níveis linguísticos como: fonologiamorfologiasintaxe e semântica. Da mesma forma que nas línguas orais-auditivas existem palavras, nas línguas de sinais também existem itens lexicais, que recebem o nome de sinais. A diferença é sua modalidade de articulação, a saber visual-espacial, ou cinésico-visual, para outros. Assim sendo, a comunicação em Libras não envolve apenas o conhecimento dos sinais, mas o domínio de sua gramática para combinar as frases, estabelecendo a comunicação de forma correta, evitando o uso do “português sinalizado”.

 

 Equipe de Acessibilidade Comunicativa – CAP 5.1 / OTICS Bangu

Fontes: Libras

Central Carioca de Libras 

Supervisão do Serviço de Residência Terapêutica (SRT)

Supervisão da RT Feira promove alinhamento e diretrizes de cuidado

Na manhã do dia 6 de novembro de 2025, das 8h às 12h, foi realizada na Sala de Tutoria da OTICS Bangu a supervisão do Serviço de Residência Terapêutica (SRT). O encontro reuniu oito participantes, tendo como público-alvo a equipe de  residência terapêutica. A atividade foi conduzida por Janaina Fernandes, supervisora, e teve como foco a reunião de equipe, com o objetivo de promover o alinhamento das práticas e diretrizes de cuidado voltadas ao fortalecimento do trabalho em saúde mental no contexto das residências terapêuticas. A supervisão representa um espaço de troca, escuta e aprendizado, reforçando a importância da formação continuada e do acompanhamento técnico para garantir cuidado humanizado e qualificado às pessoas em situação de vulnerabilidade psicossocial.

As Residências Terapêuticas (RTs) integram o Serviço Residencial Terapêutico (SRT), no âmbito da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do Sistema Único de Saúde (SUS). Elas são destinadas ao acolhimento de pessoas com transtornos mentais, especialmente aquelas que viveram longos períodos de internação em hospitais psiquiátricos.

Esses espaços têm como missão promover a reinserção social e o desenvolvimento da autonomia dos seus moradores, contando com o apoio de cuidadores e do CAPS de referência. O acompanhamento é realizado por equipes que auxiliam nas atividades do cotidiano, no lazer e nas práticas terapêuticas, sempre com foco na qualidade de vida e no fortalecimento da cidadania.

A iniciativa reforça a importância da integração entre CAPS, cuidadores e moradores, assegurando que as RTs cumpram seu papel estratégico na construção de um modelo de atenção mais humanizado e inclusivo em saúde mental.

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são lugares onde oferecem serviços de saúde abertos para a comunidade. Uma equipe diversificada trabalha em conjunto para atender às necessidades de saúde mental das pessoas, incluindo aquelas que enfrentam desafios relacionados as necessidades decorrentes do uso prejudicial de álcool e outras drogas. Esses serviços estão disponíveis na região e são especialmente focados em ajudar em situações difíceis ou no processo de reabilitação psicossocial.

Ministério da Saúde tem reforçado os serviços de atendimento à saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS), a partir do incentivo à ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) que oferta atendimento às pessoas com transtornos mentais de forma integral e gratuita. Neste mês, em que se comemora o Setembro Amarelo, foram habilitados mais seis Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e três Serviços de Residência Terapêutica (SRT). As unidades habilitadas foram publicadas em duas portarias e os serviços constarão em seis estados.

 

Saiba mais clicando aqui: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/desme/raps/caps

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2020/setembro/ministerio-da-saude-amplia-servicos-de-saude-mental-no-sus

 

Encontre a unidade mais próxima: prefeitura.rio/ondeseratendido

Para mais informações, acesse: coronavirus.rio/vacina 

Atualização de Planilhas de Prevenção das Arboviroses

Agente de Vigilância em Saúde realiza atualização de planilhas de prevenção das arboviroses na OTICS Bangu

Na manhã do dia 6 de novembro de 2025, na sala de apoio à gestão da OTICS Bangu, o Agente de Vigilância em Saúde (AVS) Anailton Dantas da Silva esteve dedicado ao preenchimento das planilhas de prevenção das arboviroses. A iniciativa teve como objetivo manter atualizada a planilha de monitoramento, ferramenta essencial para o planejamento das ações de vigilância e para o fortalecimento do plano de contingência no enfrentamento das arboviroses na área programática 5.1. Essa atividade reforça o compromisso da equipe de vigilância em saúde com a organização dos dados epidemiológicos e a eficiência das estratégias de prevenção, contribuindo para a proteção da saúde da população.

A Vigilância em Saúde Ambiental é um conjunto de ações e serviços que propiciam o conhecimento e a detecção de mudanças nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente que interferem na saúde humana. Ela tem a finalidade de recomendar e adotar medidas de promoção à saúde, prevenção e monitoramento dos fatores de riscos relacionados às doenças ou agravos à saúde.
As arboviroses são um grupo de doenças virais que são transmitidas principalmente por artrópodes, como mosquitos e carrapatos. A palavra “arbovirose” deriva de “arbovírus”, que significa “vírus transmitido por artrópodes”. Essas enfermidades podem causar uma variedade de sintomas, desde febre leve até complicações mais sérias, sendo algumas delas potencialmente fatais. Os principais vetores das arboviroses são os mosquitos, em particular, os gêneros Aedes, Culex, Anopheles e pelo inseto do gênero Orthobunyavirus. Eles se tornam portadores dos vírus ao picar uma pessoa infectada e, subsequentemente, passam o vírus para outras pessoas durante suas picadas.
Aedes aegypti: é o nome científico de um mosquito ou pernilongo cuja característica que o diferencia dos demais mosquitos é a presença de listras brancas no tronco, cabeça e pernas. É um mosquito doméstico, que vive dentro ou ao redor de domicílios ou de outros locais frequentados por pessoas, como estabelecimentos comerciais, escolas ou igrejas, por exemplo. Tem hábitos preferencialmente diurnos e alimenta-se de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer.
Saiba mais clicando aqui: https://saude.prefeitura.rio/vigilancia-saude/ambiental/
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/arboviroses
https://saude.prefeitura.rio/dengue-zika-e-chikungunya/

Curso Básico II de Libras – 11ª Aula

OTICS Bangu realiza 11ª aula do Curso Básico II de Libras para profissionais da Atenção Primária

Na tarde do dia 6 de novembro de 2025, com o apoio da OTICS Bangu , o auditório da OTICS Bangu recebeu a turma do  Curso Básico II de Libras – 11ª Aula, direcionado aos profissionais de saúde da Atenção Primária da Área Programática 5.1. A atividade contou com a participação da equipe de apoiadores da CAP 5.1, Elvis Ferreira e Jaqueline Nascimento, apoiadores da Equipe de Acessibilidade/RAP da Saúde e Saúde Integral da População Negra (SIPN) – DAPS/CAP 5.1), Willian Inácio e Yasmin Guimarães, apoiadores Surdos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa da CAP 5.1, além da fonoaudióloga Renata Reis, do CER, que atua como mediadora do curso. O principal objetivo da iniciativa é capacitar os profissionais de saúde para a comunicação eficaz e humanizada com pacientes surdos, fortalecendo o acesso e a qualidade do atendimento, além de promover uma experiência de saúde mais inclusiva. O curso aborda não apenas a aprendizagem da Língua Brasileira de Sinais (Libras), mas também aspectos relacionados à cultura surda, essenciais para a construção de um atendimento equitativo e para a redução das barreiras de comunicação. A ação reafirma o compromisso da CAP 5.1 em investir na formação continuada de seus profissionais e em promover práticas de saúde acessíveis a toda a população.

Língua Brasileira de Sinais (Libras) é a língua de sinais usada por surdos dos centros urbanos brasileiros[2] e legalmente reconhecida como meio de comunicação e expressão.[3][4] É derivada tanto de uma língua de sinais autóctone, que é natural da região ou do território em que é empregada, quanto da antiga língua de sinais francesa; por isso, é semelhante a outras línguas de sinais da Europa e da América. A Libras não é uma gestualização da língua portuguesa, e sim uma língua à parte. Cada país possui sua própria língua de sinais, tendo cada uma um nome próprio, como em Portugal, onde adota-se a Língua Gestual Portuguesa (LGP).

A Libras não é a “segunda língua oficial do Brasil”. Ela é reconhecida como meio de comunicação e expressão dos surdos sinalizados brasileiros, e, de acordo com a Lei de Libras, ela não substitui a modalidade escrita da língua portuguesa (língua oficial do país).

Assim como as diversas línguas naturais e humanas existentes, ela é composta por níveis linguísticos como: fonologiamorfologiasintaxe e semântica. Da mesma forma que nas línguas orais-auditivas existem palavras, nas línguas de sinais também existem itens lexicais, que recebem o nome de sinais. A diferença é sua modalidade de articulação, a saber visual-espacial, ou cinésico-visual, para outros. Assim sendo, a comunicação em Libras não envolve apenas o conhecimento dos sinais, mas o domínio de sua gramática para combinar as frases, estabelecendo a comunicação de forma correta, evitando o uso do “português sinalizado”.

A acessibilidade comunicativa na Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro se manifesta por meio de projetos que visam a inclusão de profissionais capacitados em Libras para atendimento, a disponibilização de informações em formatos acessíveis, como o uso do 1746 para dúvidas, e a articulação com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência para a implementação de políticas mais abrangentes. Essa iniciativa busca eliminar barreiras na comunicação e garantir que pessoas com deficiência tenham acesso à informação e aos serviços de saúde.

Fontes:

Libras

Central Carioca de Libras 

Reunião de Gestão dos CAPSs Lima Barreto – Neusa Santos e Pequeno Hans – AP 5.1

Reunião de Gestão dos CAPSs Lima Barreto – Neusa Santos e Pequeno Hans – AP 5.1

No dia 6 de novembro de 2025, das 10h às 16h30, ocorreu na Sala de Tutoria da OTICS Bangu a Reunião de Gestão com as equipes dos CAPSs Lima Barreto, Neusa Santos e Pequeno Hans, tendo como tema central a confecção do relatório de Accountability. O encontro foi conduzido por Mariana Martelo, Diretora do CAPS Lima Barreto, e contou com a presença de profissionais das equipes de gestão das unidades participantes. O objetivo foi avaliar os relatórios e dados registrados nos prontuários da saúde mental, promovendo a correção de inconsistências, a qualificação das informações e a extração de indicadores estratégicos para a construção do Accountability, instrumento de gestão que expressa o compromisso institucional com a transparência, a responsabilidade e a melhoria contínua dos serviços públicos de saúde mental. A importância do trabalho foi a elaboração do Accountability, é uma etapa fundamental no processo de monitoramento e avaliação das ações desenvolvidas nos CAPS, possibilitando o planejamento de estratégias baseadas em evidências e o fortalecimento das práticas de cuidado humanizado. Além disso, reafirma o papel da gestão participativa e intersetorial no acompanhamento das políticas de saúde mental no território da Área Programática 5.1.

CAPSs Lima Barreto – Neusa Santos e Pequeno Hans – AP 5.1.

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são lugares onde oferecem serviços de saúde abertos para a comunidade. Uma equipe diversificada trabalha em conjunto para atender às necessidades de saúde mental das pessoas, incluindo aquelas que enfrentam desafios relacionados as necessidades decorrentes do uso prejudicial de álcool e outras drogas. Esses serviços estão disponíveis na região e são especialmente focados em ajudar em situações difíceis ou no processo de reabilitação psicossocial.

📚 Fontes:

  • Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-Rio)

  • Coordenação de Área Programática 5.1 (CAP 5.1)

  • Rede OTICS-Rio

  • Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde Mental

  • Organização Mundial da Saúde (OMS) – Diretrizes sobre Avaliação e Transparência em Serviços de Saúde Mental