Capacitação sobre Aplicação de Bota de Unna

Capacitação sobre Aplicação de Bota de Unna fortalece a qualificação da assistência na Atenção Primária Prisional

No dia 11 de fevereiro, das 8h30 às 17h, o Auditório da OTICS sediou a Capacitação Aplicação de Bota de Unna, reunindo 13 enfermeiros da Atenção Primária Prisional em um importante momento de atualização técnica e aprimoramento profissional. A atividade foi conduzida por Michelle Bernardino, Responsável Técnica (RT) de Enfermagem do Sistema Prisional de Gericinó, e contou com a participação das palestrantes Helena Guimarães e Erica Rodrigues dos Santos, representantes da Secretaria – Gerência da Área Técnica de Atenção às Pessoas com Feridas. A capacitação teve como objetivo qualificar os enfermeiros para a avaliação clínica adequada e inserção da Bota de Unna, fortalecendo a assistência às pessoas privadas de liberdade que apresentam lesões vasculares, especialmente úlceras venosas, condição frequente e que demanda acompanhamento criterioso na Atenção Primária à Saúde (APS).

Durante o encontro, foram trabalhados conteúdos teóricos e práticos essenciais para a tomada de decisão segura no cuidado de feridas, incluindo: Avaliação de ferida vascular e venosa; Realização do Índice Tornozelo-Braquial (ITB); Uso de doppler manual para avaliação do fluxo arterial periférico; Técnica correta de aplicação da Bota de Unna. A abordagem integrada desses conteúdos é fundamental para garantir que a terapia compressiva seja indicada de forma segura, evitando complicações em pacientes com comprometimento arterial.

A Bota de Unna é uma terapia compressiva inelástica composta por uma bandagem impregnada com substâncias como óxido de zinco, glicerina, gelatina e água. Ela é indicada principalmente para o tratamento de úlceras venosas crônicas e edemas decorrentes da insuficiência venosa.

Sua principal função é promover compressão terapêutica, auxiliando no retorno venoso, reduzindo o edema e favorecendo o processo de cicatrização. Por ser uma terapia compressiva, sua aplicação exige avaliação prévia da circulação arterial, sendo indispensável a realização do ITB, exame que compara a pressão arterial do tornozelo com a do braço, garantindo segurança na indicação do tratamento.

De acordo com o Ministério da Saúde, por meio dos protocolos de Atenção Básica voltados ao cuidado de pessoas com condições crônicas e manejo de feridas, a terapia compressiva é considerada padrão-ouro no tratamento de úlceras venosas quando não há contraindicação arterial. A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) também reforça que a avaliação vascular adequada é etapa imprescindível antes da aplicação de qualquer método compressivo.

No contexto da Atenção Primária Prisional, a qualificação técnica dos enfermeiros é estratégica para ampliar a resolutividade do cuidado, reduzir complicações, evitar encaminhamentos desnecessários para níveis secundários e terciários de atenção e promover melhor qualidade de vida aos usuários do sistema prisional.

A iniciativa reafirma o compromisso com a educação permanente em saúde, fortalecendo práticas baseadas em evidências científicas e alinhadas às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo assistência segura, humanizada e de qualidade.

A OTICS segue como espaço de apoio à formação e atualização dos profissionais, contribuindo para o fortalecimento das ações de saúde no território.

Fontes consultadas

BRASIL. Prefeitura de Porto Alegre. Protocolo – Prevenção e Tratamento de Feridas: Atenção Primária à Saúde. Porto Alegre: SMS/POA, 2025. – Detalha modalidades de terapia compressiva incluindo a Bota de Unna. Protocolo de feridas APS – Porto Alegre

PERBONI, E. O. et al. A Bota de Unna como recurso terapêutico na insuficiência venosa crônica e úlceras: uma revisão bibliográfica. Lumen et Virtus, v. 16, n. 53, 2025. – Revisão científica sobre evidências de uso da Bota de Unna. Revisão Bibliográfica sobre Bota de Unna

EWMA – European Wound Management Association. Compression therapy & leg ulcers: guidelines e recursos de melhores práticas. – Diretrizes e melhores práticas internacionais para uso de terapia compressiva no manejo de úlceras de membros inferiores. EWMA Compression Therapy Guidelines

MARTINS JUNIOR, E. Manual Sobre a Técnica de Aplicação da Bota de Unna em Pacientes com Úlceras Venosas. Universidade Federal de São Paulo, 2018. – Manual validado sobre técnica de aplicação da Bota de Unna para profissionais de saúde. Manual de Aplicação da Bota de Unna (UNIFESP)

 

Assistência ao Pré-natal no Sistema Prisional

Nesta data, 19 de fevereiro de 2025, no auditório da OTICS Bangu, turnos manhã e tarde, tivemos Qualifica APP – Assistência ao Pré-natal no Sistema Prisional, participaram da capacitação 20 profissionais que atuam nas unidades prisionais femininas, na Atenção primária Prisional(APP). Os assuntos abordados foram, razão de mortalidade materna por faixa etária, por raça/cor MRJ, 2012 – 2023; distribuição das causas obstétricas direta e indireta de óbito materno por ano MRJ, 2012 – 2023; rotina do pré-natal; classificação do risco psicossocial/ sinais e conduta; Programa Cegonha Carioca e fluxos de regulação da Rede de Atenção à Saúde do Sistema Prisional; a assistência ao pré-natal das mulheres privadas de liberdade. O propósito foi qualificar os profissionais que atuam na APP para prestar assistência ao pré-natal de maneira adequada. Os profissionais que palestraram foram, Camila Soares – Coordenadora Técnica APP, Maurício Ramos – Assessor Médico, Felipe Abdias – Assessor Saúde Mental, Natália Lambert – Médica Psiquiatra e Júlia Lima – Apoio Técnico – Gerência de Saúde da Mulher. Responsável pelo evento foi, Camila Soares Ribeiro – SMS, coordenadora técnica da Atenção Primária Prisional(APP).
Assistência ao Pré-natal no Sistema Prisional, capacitação com o propósito de qualificar os profissionais que atuam na APP.
Camila Soares – Coordenadora Técnica APP – Palestrante
O Ministério da Saúde oferece assistência pré-natal a mulheres privadas de liberdade por meio da Equipe de Atenção Primária Prisional(APP). A eAPP é composta por médico, enfermeiro, dentista e técnico de enfermagem. 
Assistência ao Pré-natal no Sistema Prisional, capacitação com o propósito de qualificar os profissionais que atuam na APP.
Qualifica APP: Assistência ao Pré-natal para as mulheres privadas de liberdade.
Atendimento pré-natal 
 O atendimento pré-natal de risco habitual é realizado por meio de consultas mensais até a 28ª semana, quinzenais até a 36ª semana e semanais até o parto;
  • Gestantes que precisam de atendimento de alto risco devem ser encaminhadas para os ambulatórios de gestação de alto risco (AGAR);
  • Gestantes em situação de risco que precisam de encaminhamento imediato para emergência ginecológica obstétrica devem ser encaminhadas para a maternidade de referência.
Assistência ao Pré-natal no Sistema Prisional, capacitação com o propósito de qualificar os profissionais que atuam na APP.
Maurício Ramos – Assessor Médico – Palestrante
Acompanhamento médico
  • Mulheres gestantes têm direito a acompanhamento médico durante o pré-natal e pós-parto, inclusive psicológico; 
  • O acompanhamento deve ser compartilhado com a atenção primária prisional ou do território. 
    Atendimento ao recém-nascido 
 A equipe de saúde prisional deve comunicar à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) quando a gestante estiver com hepatite B;
  • O recém-nascido deve receber a associação de vacina contra hepatite B e a imunoglobulina humana ante-hipófise B (IGHAHB).
Assistência ao Pré-natal no Sistema Prisional, capacitação com o propósito de qualificar os profissionais que atuam na APP.
Júlia Lima – Apoio Técnico – Gerência de Saúde da Mulher – Palestrante
O objetivo do pré-natal é assegurar o pleno desenvolvimento da gestação, permitindo o nascimento de um bebê saudável. Ele pode reduzir impactos negativos na saúde da mulher e do bebê a partir de abordagens psicossociais, educativas e preventivas. Os responsáveis pelo cuidado devem ter conhecimento da rede assistencial do município e da região de saúde onde são realizados exames de pré-natal. Deve-se saber ainda os serviços de referência para atendimento de
possíveis intercorrências na gestação e sobre as formas de deslocamento. Os profissionais de saúde devem orientar a mulher e a equipe de servidores penitenciários sobre os sinais de alerta e de trabalho de parto que necessitam avaliação e atendimento hospitalar.
Assistência ao Pré-natal no Sistema Prisional, capacitação com o propósito de qualificar os profissionais que atuam na APP.
Felipe Abdias – Assessor Saúde Mental e Natália Lambert – Médica Psiquiatra – Palestrantes
Cartilha Pré-natal

Encontre a unidade mais próxima: prefeitura.rio/ondeseratendido

Para mais informações, acesse: coronavirus.rio/vacina 

Capacitação no Manejo de Hepatites Virais na APP

Neste dia, 23 de janeiro de 2025, no auditório da OTICS Bangu, tivemos a capacitação no Manejo de Hepatites Virais na Atenção Primária Prisional (APP). Participaram do encontro, 15 profissionais da saúde, o público alvo foram, os médicos e enfermeiros da Atenção Primária Prisional (APP), o assunto abordado foi o manejo de hepatites virais no sistema prisional, o manejo da hepatite viral depende do tipo de hepatite e das causas da infecção. O tratamento pode incluir repouso, hidratação, dieta e medicamentos. O objetivo do evento, foi capacitar os profissionais da APP para diagnosticar e tratar os casos de hepatites virais no sistema prisional. Os responsáveis pela capacitação foram, Camila Soares Ribeiro (coordenação técnica APP), Evandro Vieira – (Medico da APP) e Mauricio Ramos Pereira (assessor médico APP).

Capacitação no Manejo de Hepatites Virais na APP, para diagnosticar e tratar os casos de hepatites virais no sistema prisional.
Drº Evandro Vieira – Medico da Atenção primária prisional (APP).

As hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. São infecções que atingem o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Entretanto, quando presentes, podem se manifestar como: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus AB e C. Existem ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do país) e o vírus da hepatite E, que é menos frequente no Brasil, sendo encontrado com maior facilidade na África e na Ásia.

As infecções causadas pelos vírus das hepatites B ou C frequentemente se tornam crônicas. Contudo, por nem sempre apresentarem sintomas, grande parte das pessoas desconhecem ter a infecção. Isso faz com que a doença possa evoluir por décadas sem o devido diagnóstico. O avanço da infecção compromete o fígado sendo causa de fibrose avançada ou de cirrose, que podem levar ao desenvolvimento de câncer e necessidade de transplante do órgão.

Capacitação no Manejo de Hepatites Virais na APP, para diagnosticar e tratar os casos de hepatites virais no sistema prisional.
Capacitação no Manejo de Hepatites Virais na Atenção Primária Prisional (APP)

Saiba mais clicando no link: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hepatites-virais

Capacitação no Manejo de Hepatites Virais na APP

Neste dia, 16 de janeiro de 2025, no auditório da OTICS Bangu, tivemos a capacitação no Manejo de Hepatites Virais na Atenção Primária Prisional (APP). Participaram do encontro, 6 profissionais da saúde, o público alvo foram, os médicos e enfermeiros da Atenção Primária Prisional (APP), o assunto abordado foi o manejo de hepatites virais no sistema prisional, o manejo da hepatite viral depende do tipo de hepatite e das causas da infecção. O tratamento pode incluir repouso, hidratação, dieta e medicamentos. O objetivo do evento, foi capacitar os profissionais da APP para diagnosticar e tratar os casos de hepatites virais no sistema prisional. Os responsáveis pela capacitação foram, Camila Soares Ribeiro (coordenação técnica APP), Evandro Vieira – (Medico da APP) e Mauricio Ramos Pereira (assessor médico APP).

Capacitação no Manejo de Hepatites Virais na APP, para diagnosticar e tratar os casos de hepatites virais no sistema prisional.
Capacitação no Manejo de Hepatites Virais na APP

As hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. São infecções que atingem o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Entretanto, quando presentes, podem se manifestar como: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus AB e C. Existem ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do país) e o vírus da hepatite E, que é menos frequente no Brasil, sendo encontrado com maior facilidade na África e na Ásia.

As infecções causadas pelos vírus das hepatites B ou C frequentemente se tornam crônicas. Contudo, por nem sempre apresentarem sintomas, grande parte das pessoas desconhecem ter a infecção. Isso faz com que a doença possa evoluir por décadas sem o devido diagnóstico. O avanço da infecção compromete o fígado sendo causa de fibrose avançada ou de cirrose, que podem levar ao desenvolvimento de câncer e necessidade de transplante do órgão.

Capacitação no Manejo de Hepatites Virais na APP, para diagnosticar e tratar os casos de hepatites virais no sistema prisional.
Drº Evandro Vieira – Medico da APP.

 

Saiba mais clicando no link: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hepatites-virais