Nesta data de 10 de fevereiro de 2025, na sala de tutoria da OTICS Bangu, turno da manhã, tivemos a reunião da Gerência de Fatores de Risco Não Biológico com as referências técnicas do setor em questão de todas as CAPS do Rio de Janeiro. O público alvo foi referência técnica do Risco Não Biológico, participaram da reunião, 30 pessoas (sendo 2 presencial e o restante de maneira remota), os assuntos abordados foram as ações trimestrais dos programas VIGISOLO, VIGIDESASTRES e painel de indicadores. O objetivo do evento foi o planejamento das ações para 2025, os responsáveis foram, Ney da Silva Junior e Paulo Vinicius Bueno (FRNB/5.1).

O Vigidesastres é um programa instituído pela Portaria GM/MS Nº 4.185, de 1º de dezembro de 2022, sob a responsabilidade da Coordenação-Geral de Preparação para as Emergências em Saúde Pública, do Departamento de Emergências em Saúde Pública, vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde. Seu principal objetivo é desenvolver e implementar ações de vigilância em saúde voltadas para a gestão de riscos associados a emergências em saúde pública decorrentes de desastres.
A redução do risco de desastres é uma função essencial da saúde pública que deve integrar ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e reabilitação no planejamento. A atuação em desastres exige um enfoque abrangente, abordando tanto os danos quanto suas causas, com a participação ativa de todo o sistema de saúde. É crucial estabelecer uma colaboração intersetorial e interinstitucional para mitigar os impactos das emergências, sejam elas de origem natural ou tecnológica, e proteger a saúde em todas as suas dimensões.
No Sistema Único de Saúde (SUS), as ações de vigilância em saúde para a gestão de riscos de emergências devem focar na preparação, monitoramento, alerta, comunicação, resposta e reabilitação. Essas ações são fundamentais para garantir uma resposta eficaz e coordenada, minimizando os impactos na saúde pública e fortalecendo a resiliência das comunidades afetadas.

Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Áreas Contaminadas – Vigisolo
O estudo de avaliação de risco à saúde humana realizado pelo Vigisolo no município do Rio de Janeiro tem como principais objetivos: a determinação da contaminação dos diversos compartimentos ambientais, o estabelecimento de rotas de exposição, a identificação das populações expostas, bem como, a qualificação de perigo e suas consequências. Como resultado deste estudo são apresentadas recomendações de saúde para o acompanhamento das populações expostas e ações ambientais para inibir as rotas de exposição humana detectadas.
A metodologia usada no Brasil para fazer o estudo de avaliação de risco à saúde humana é a da Agência para Substâncias Tóxicas e Registro de Doenças (Agency for Toxic Substances and Disease Registry – ATSDR) que foi criada com a missão de desenvolver atividades de saúde pública especificamente associadas com a exposição, real ou potencial, a agentes perigosos emitidos para o ambiente.
Consideram-se objetos de avaliação para esta metodologia os compostos químicos, elementos ou combinações que, por sua quantidade, concentração, características físicas ou toxicológicas, possam representar um perigo imediato ou potencial para a saúde humana ou o ambiente, quando são inadequadamente usadas, armazenado, transportado, tratado ou eliminado.
Os indicadores ambientais ajudam a identificar problemas de saúde relacionados ao meio ambiente e a tomar decisões para melhorar a saúde da população.
Como os indicadores ambientais ajudam a identificar problemas de saúde?
- Os indicadores ambientais, como o saneamento básico, podem ajudar a identificar problemas de saúde relacionados à qualidade do ambiente.
- A poluição do ar, a falta de tratamento de esgotos e a contaminação por produtos químicos podem causar doenças respiratórias, cardiovasculares, infecciosas e mentais.
Como os indicadores ambientais ajudam a tomar decisões para melhorar a saúde da população?
- Os indicadores ambientais podem ajudar a identificar problemas de saúde antes que se tornem graves.
- Os indicadores ambientais podem ajudar a conscientizar o público sobre a importância de práticas sustentáveis.
- Os indicadores ambientais podem ajudar a tomar decisões para melhorar a qualidade do ambiente e, consequentemente, a saúde da população.
Fontes: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/resposta-a-emergencias/vigidesastres
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