Capacitação em Arboviroses da Vigilância Epidemiológica na AP 5.1

Capacitação em Arboviroses fortalece atuação da Vigilância Epidemiológica na AP 5.1

No dia 01 de abril de 2026, das 8h às 17h, foi realizado no auditório da OTICS o evento intitulado “Você já sabe, mas não custa lembrar – Arboviroses”, reunindo 45 participantes. A atividade teve como público-alvo os pontos focais para Vigilância Epidemiológica na Atenção Primária e da Rede de Urgência e Emergência. Durante a capacitação, foram abordados temas essenciais relacionados às arboviroses, incluindo notificação de casos, investigação laboratorial, análise do cenário epidemiológico e resolução de casos clínicos. O encontro proporcionou um espaço de troca de conhecimentos e alinhamento técnico entre os profissionais, contribuindo para o aprimoramento das práticas no território. O objetivo é propiciar maior entendimento e segurança aos profissionais quanto à execução dos fluxos da Vigilância Epidemiológica das arboviroses, qualificando o processo de notificação, investigação e resposta aos agravos.

As arboviroses, como dengue, chikungunya e zika, representam importantes desafios de saúde pública, especialmente em áreas urbanas. A qualificação contínua dos profissionais de saúde é fundamental para garantir a detecção precoce de casos, a adoção de medidas oportunas de controle e a redução de complicações e óbitos. Capacitações como esta fortalecem a integração entre os níveis de atenção e contribuem diretamente para a melhoria da vigilância e da assistência à população. A atividade foi conduzida pelas sanitaristas epidemiologistas Karen Abrahão e Graziele Rodrigues, que compartilharam conhecimentos técnicos e experiências práticas, promovendo um ambiente de aprendizado colaborativo.

Aedes aegypti: é o nome científico de um mosquito ou pernilongo cuja característica que o diferencia dos demais mosquitos é a presença de listras brancas no tronco, cabeça e pernas. É um mosquito doméstico, que vive dentro ou ao redor de domicílios ou de outros locais frequentados por pessoas, como estabelecimentos comerciais, escolas ou igrejas, por exemplo. Tem hábitos preferencialmente diurnos e alimenta-se de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer.

Fontes:

 

A vacinação é reconhecida como uma das mais eficazes estratégias para preservar a saúde da população e fortalecer uma sociedade saudável e resistente.

zé gotinha

Além de prevenir doenças graves, a imunização contribui para reduzir a disseminação desses agentes infecciosos na comunidade, protegendo aqueles que não podem ser vacinados por motivos de saúde.

Reunião de Eixo Estratégico eMulti – AP 5.1

No dia 26 de março de 2026, das 13h às 17h, foi realizada, no auditório da OTICS, a segunda etapa da Reunião de Eixo Estratégico eMulti, reunindo 30 participantes. O encontro teve como público-alvo, nesta ocasião, profissionais psicólogos e assistentes sociais das equipes eMulti da AP 5.1, com o objetivo de promover apoio técnico-institucional e fortalecer a organização dos processos de trabalho no âmbito da Atenção Primária à Saúde. A atividade teve como foco a discussão dos eixos estratégicos que orientam a atuação das equipes multiprofissionais, abordando diretrizes, desafios e possibilidades para qualificação das práticas no território. O espaço favoreceu a troca de experiências, o alinhamento de ações e o fortalecimento do trabalho em equipe, contribuindo para a ampliação da resolutividade e da integralidade do cuidado ofertado à população. A condução da reunião foi realizada por Simone Pires, psicóloga, que destacou a importância do planejamento estratégico e do apoio institucional como ferramentas essenciais para o fortalecimento das equipes e a melhoria contínua dos serviços de saúde.

Durante o encontro, os participantes também assistiram a uma apresentação conduzida por Jaqueline Nascimento, integrante da Equipe de Acessibilidade/RAP da Saúde e Saúde Integral da População Negra (SIPN) – DAPS/CAP 5.1, com o tema “Contextualizar o papel da Atenção Primária à Saúde no acompanhamento integral da pessoa idosa no território da AP 5.1”. A exposição destacou a importância do cuidado longitudinal, da vigilância ativa e da coordenação do cuidado no acompanhamento da população idosa. Entre os principais conteúdos abordados, destacaram-se a estrutura e o funcionamento das linhas de cuidado na Atenção Primária à Saúde, as atribuições das equipes no acompanhamento da população idosa, os fluxos e serviços ofertados na rede, além do papel da Atenção Primária como porta de entrada e ordenadora da Rede de Atenção à Saúde. Também foi apresentado um panorama das necessidades de saúde da pessoa idosa no território, reforçando a importância de estratégias integradas para a promoção do envelhecimento saudável.

A realização da atividade reafirma o compromisso com a qualificação das equipes eMulti e com o fortalecimento das ações de cuidado integral, especialmente no que se refere à atenção à saúde da pessoa idosa, em consonância com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).

Fontes:

BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção Primária à Saúde (APS). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/atencao-primaria-a-saude

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa

BRASIL. Ministério da Saúde. Rede de Atenção à Saúde (RAS). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/r/rede-de-atencao-a-saude

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/saude-da-populacao-negra

Apresentação das Linhas de Cuidado Papel da APS à Pessoa Idosa na AP 5.1

Apresentação das Linhas de Cuidado para Profissionais Psicólogos e Assistente Social da eMulti  reforça o papel da APS no cuidado à pessoa idosa na AP 5.1

No dia 26 de março de 2026, a Sala de Apoio à Gestão da OTICS Bangu recebeu Jaqueline Nascimento, integrantes da Equipe de Acessibilidade/RAP da Saúde e Saúde Integral da População Negra (SIPN) – DAPS/CAP 5.1. Objetivo do evento foi a elaboração da apresentação, para os Profissionais Psicólogos e Assistente Social da eMulti,  “Contextualizar o papel da APS no acompanhamento integral da pessoa idosa no território da AP 5.1”, destacando a importância do cuidado longitudinal, da vigilância ativa e da coordenação do cuidado. Os assuntos abordados foram, Estrutura e funcionamento das linhas de cuidado na APS; Atribuições da Atenção Primária no acompanhamento da população idosa; Fluxos, serviços ofertados e importância da APS como porta de entrada e ordenadora da Rede de Atenção à Saúde e Panorama das necessidades de saúde da pessoa idosa no território.

A apresentação das linhas de cuidado é fundamental para garantir que residentes e novos profissionais compreendam o papel estratégico da APS como coordenadora do cuidado; a centralidade da atenção à pessoa idosa em um cenário de envelhecimento crescente da população; a necessidade de práticas alinhadas às diretrizes da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa e da Atenção Primária à Saúde, como também a importância da articulação entre equipes, apoiadores e serviços da Rede de Atenção à Saúde.

Essa ação contribui para a formação qualificada de futuros profissionais, fortalecendo o cuidado no território e reforçando o compromisso da AP 5.1 com uma atenção integral, equânime e humanizada.

Fontes utilizadas:

– Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI)
– Ministério da Saúde – Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)
– Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro – Diretrizes da APS e Rede de Atenção

Reunião de Preceptores da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) da Zona Oeste

No dia 26 de janeiro de 2026, das 9h às 12h, foi realizada, no Lab Info da OTICS Bangu, a Reunião de Preceptores da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) da Zona Oeste, com a participação de 6 profissionais. O encontro foi direcionado aos trabalhadores dos serviços de saúde mental da região, com o objetivo de discutir os processos de trabalho no campo da formação em saúde no âmbito da RAPS. Durante a reunião, foram abordados temas centrais para a organização das atividades formativas, incluindo o início do processo seletivo para estágio obrigatório, o alinhamento das etapas desse processo e orientações sobre o papel da preceptoria, com ênfase na atuação dos preceptores no acompanhamento e na formação dos estudantes. A atividade proporcionou um espaço de diálogo e troca de experiências, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e assistenciais no contexto da saúde mental. A condução do encontro ficou a cargo de Aline Vieira, psicóloga e Presidente do Centro de Estudos do IMAS Juliano Moreira, que destacou a importância da qualificação dos processos formativos como estratégia para o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial e para a consolidação de práticas de cuidado alinhadas aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).

A realização da reunião reforça o compromisso com a formação de profissionais qualificados e com o fortalecimento da integração entre ensino e serviço, contribuindo para a ampliação da qualidade do cuidado ofertado aos usuários da RAPS na Zona Oeste.

Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) é uma rede integrada de serviços que atende pessoas com sofrimento mental ou que enfrentam problemas com uso prejudicial de álcool e outras drogas, dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Ela articula diferentes pontos de atenção para garantir um cuidado integral e contínuo.

Os serviços e programas da RAPS têm como objetivo garantir acesso, atenção integral e tratamento às pessoas em sofrimento psíquico ou com necessidades decorrentes do uso prejudicial de álcool e outras drogas de álcool.

 

Fontes:

BRASIL. Ministério da Saúde. Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-mental

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/eps

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde Mental no SUS: cuidado em liberdade. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-mental

 

Reunião de Eixo Estratégico eMulti

No dia 26 de março de 2026, das 8h às 12h, foi realizada, no auditório da OTICS, a Reunião de Eixo Estratégico eMulti, reunindo 30 participantes, tendo como público-alvo, nesta ocasião, os profissionais nutricionistas das equipes eMulti, com o objetivo de promover apoio técnico-institucional e fortalecer a organização dos processos de trabalho no âmbito da Atenção Primária à Saúde. O encontro teve como foco a discussão dos eixos estratégicos que orientam a atuação das equipes multiprofissionais (eMulti), abordando diretrizes, desafios e possibilidades para qualificação das práticas no território. A atividade proporcionou um espaço de troca de experiências, alinhamento de ações e fortalecimento do trabalho em equipe, contribuindo para a ampliação da resolutividade e integralidade do cuidado ofertado à população. A condução da reunião foi realizada por Simone Pires, psicóloga, que destacou a importância do planejamento estratégico e do apoio institucional como ferramentas essenciais para o fortalecimento das equipes e a melhoria contínua dos serviços de saúde.

Como parte da programação, os participantes também foram contemplados com uma oficina de horticultura, conduzida pelo biólogo Misael Medeiros, responsável pelas Práticas Integrativas e Complementares (PICS) da CAP 5.1. Durante a atividade, foram abordados conteúdos relacionados ao plantio e cultivo de hortaliças, incluindo alface verde e roxa, salsa, coentro, mostarda e cebolinha. A oficina teve como finalidade incentivar práticas sustentáveis no ambiente das unidades básicas de saúde, promovendo o cultivo de alimentos saudáveis e estimulando hábitos alimentares mais adequados entre os profissionais e suas famílias.

A iniciativa reforça a importância das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde como estratégias de promoção da saúde e qualidade de vida, além de contribuir para o fortalecimento do vínculo entre trabalhadores e o território, ampliando as possibilidades de cuidado para além do modelo tradicional assistencial.

A realização da reunião evidencia o compromisso com a qualificação das equipes eMulti e com a implementação de ações inovadoras e integradas no SUS, valorizando o cuidado ampliado, a promoção da saúde e o bem-estar dos trabalhadores e usuários.

As hortas e práticas de cultivo de alimentos trazem importantes benefícios para a nutrição e a saúde, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade de vida. Entre esses benefícios, destaca-se o maior acesso a nutrientes, uma vez que possibilitam o consumo de alimentos mais frescos, com elevado valor nutricional e livres de defensivos químicos, indo diretamente da colheita para a mesa. Além disso, fortalecem a segurança alimentar ao combater a fome e a desnutrição, especialmente em comunidades periféricas, ampliando a oferta de hortaliças e frutas. Essas iniciativas também favorecem a mudança de hábitos alimentares, incentivando o consumo de alimentos naturais e orgânicos e reduzindo a dependência de produtos industrializados. Outro aspecto relevante é a contribuição para a saúde mental e física, já que o cultivo atua como uma atividade terapêutica, promovendo bem-estar, alívio do estresse e estímulo à atividade física. Por fim, destacam-se os impactos positivos na sustentabilidade, com a redução da pegada de carbono, ao evitar o transporte de longa distância dos alimentos, e o aproveitamento de resíduos orgânicos por meio da compostagem.

Profissionais Nutricionistas das Equipes eMulti – AP 5.1.

 

Fontes:

BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção Primária à Saúde (APS). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/atencao-primaria-a-saude

BRASIL. Ministério da Saúde. Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/p/praticas-integrativas-e-complementares

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Promoção da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/promocao-da-saude

BRASIL. Ministério da Saúde. Estratégia Saúde da Família e trabalho multiprofissional. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/e/estrategia-saude-da-familia

2º Ciclo Projeto Nós na Rede

Educação Permanente para Rede de Atenção Psicossocial no SUS

No dia 24 de março de 2026, no auditório, foi realizado o 1º encontro do 2º Ciclo do Projeto Nós na Rede – Educação Permanente para a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no Sistema Único de Saúde (SUS), com início às 9h e término às 16h30. A atividade marca o início de um ciclo formativo que se estenderá até o dia 1º de setembro de 2026, com encontros programados para os dias 12 de maio, 9 de junho, 4 de agosto e 1º de setembro, consolidando um processo contínuo de qualificação dos trabalhadores da rede. O evento é voltado para profissionais de nível superior, técnico e médio que atuam na Rede de Atenção Psicossocial, com foco no fortalecimento das práticas de cuidado em saúde mental no território. A condução das atividades está sob responsabilidade de Patrícia Miranda, Gerente II da SMS/SUBPAV/SSM, que coordena o processo formativo junto aos participantes.

O 2º Ciclo do Projeto Nós na Rede é uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que tem como objetivo qualificar aproximadamente 42 mil profissionais em todo o país por meio de uma formação híbrida, com carga horária total de 120 horas. A proposta pedagógica está fundamentada na Educação Permanente em Saúde, valorizando as experiências e vivências dos trabalhadores, com vistas ao fortalecimento das práticas no cotidiano dos serviços. A estrutura do curso contempla quatro unidades temáticas que abordam aspectos essenciais da atenção psicossocial, incluindo o cuidado em liberdade, a organização do cuidado no território, a interface entre saúde mental e justiça, além das questões relacionadas ao uso de álcool e outras drogas. A metodologia adotada integra momentos de ensino a distância, com carga horária entre 80 e 90 horas, e encontros presenciais que totalizam 30 horas, promovendo espaços de troca, reflexão e construção coletiva.

O projeto também prioriza ações afirmativas e o engajamento dos municípios, com planejamento iniciado ainda no final de 2025, voltado à indicação de profissionais e à qualificação das informações pelos gestores locais. Nesse contexto, busca-se fortalecer o papel dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e das equipes da Atenção Primária à Saúde, incentivando práticas que reduzam a medicalização e promovam a inclusão social dos usuários, alinhadas aos princípios do cuidado em liberdade e da atenção integral no SUS.

A realização deste ciclo formativo reafirma o compromisso com a qualificação contínua dos trabalhadores da saúde e com o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial, contribuindo para a ampliação do acesso e da qualidade do cuidado em saúde mental no território.

 

 

Fontes:

BRASIL. Ministério da Saúde. Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-mental/raps

FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ). Formação e qualificação em saúde mental. Disponível em: https://portal.fiocruz.br

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/eps

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde mental e atenção psicossocial. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-mental

Saúde da População Negra e Acessibilidade Comunicativa

No dia 24 de março de 2026, no turno da tarde, foi realizada uma atividade voltada à qualificação das práticas em saúde, com foco na acessibilidade comunicativa e na promoção da saúde integral da população negra. A ação contou com a participação de Willian Inácio e Yasmin Guimarães, administrativos surdos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa, além de Elvis Ferreira, apoiador da Equipe de Acessibilidade Comunicativa, da Rede de Adolescentes e Jovens Promotores (RAP) da Saúde e Saúde Integral da População Negra – DAPS/CAP 5.1.

O encontro teve como objetivo fortalecer o acesso equitativo aos serviços de saúde, por meio da sensibilização e capacitação dos profissionais quanto à importância da comunicação inclusiva, especialmente para pessoas surdas, e à necessidade de implementação de práticas que considerem as especificidades e vulnerabilidades da população negra. A atividade também buscou promover a reflexão sobre o cuidado integral, alinhado aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), como universalidade, equidade e integralidade.

Durante a atividade, foram abordados temas relacionados à acessibilidade comunicativa nos serviços de saúde, destacando a importância da utilização de estratégias adequadas, como a Língua Brasileira de Sinais (Libras), para garantir o direito à informação e ao cuidado em saúde. Além disso, discutiu-se a saúde integral da população negra, com ênfase no enfrentamento das desigualdades raciais, no reconhecimento do racismo estrutural como determinante social da saúde e na promoção de práticas antirracistas no cotidiano dos serviços.

A relevância da temática é amplamente respaldada por políticas públicas e evidências científicas. O Ministério da Saúde, por meio da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, destaca a necessidade de enfrentar as iniquidades raciais no SUS e promover ações que garantam atenção integral a essa população. Da mesma forma, a acessibilidade comunicativa é reconhecida como um direito fundamental das pessoas com deficiência, sendo essencial para assegurar o acesso universal e igualitário aos serviços de saúde. Estudos apontam que barreiras comunicacionais impactam diretamente a qualidade do cuidado, podendo comprometer o diagnóstico, o tratamento e a adesão dos usuários.

Assim, iniciativas como essa reforçam o compromisso institucional com a promoção da equidade, da inclusão e da humanização no cuidado em saúde, contribuindo para a construção de um sistema mais acessível, justo e sensível às diversidades da população.

 

Fontes:

  • Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde Integral da População Negra

  • Ministério da Saúde – Diretrizes de Atenção à Pessoa com Deficiência no SUS

  • Organização Mundial da Saúde (OMS) – Determinantes Sociais da Saúde e Equidade

  • Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015)

VIGISOLO e Supervisão das Caracterizações dos Pontos de Exposição para Rota de Exposição

VIGISOLO e Supervisão das Caracterizações dos Pontos de Exposição para Rota de Exposição fortalecem ações de Vigilância Ambiental na AP 5.1

No dia 19 de março, das 9h às 12h, foi realizado no Laboratório de Informática da OTICS o encontro “VIGISOLO e Supervisão das Caracterizações dos Pontos de Exposição para Rota de Exposição”, com a participação de 10 Agentes de Vigilância em Saúde (AVS) de Waldyr Franco. A atividade foi conduzida por Ney Jr. e Paulo Bueno, da área de Risco Não Biológico, no âmbito das ações da Gerência de Fatores de Risco Não Biológicos (GFRNB). O encontro teve como foco a supervisão técnica do trabalho de campo realizado pelos AVS, que identificaram e caracterizaram pontos de exposição em um raio de 400 metros a partir do Posto São Lourenço. A atividade integrou as ações do VIGISOLO, componente da Vigilância em Saúde Ambiental voltado ao monitoramento de áreas com potencial contaminação do solo, avaliando riscos à saúde humana decorrentes da exposição a contaminantes ambientais. Durante a supervisão, foram discutidos critérios técnicos para identificação dos pontos de exposição, análise das possíveis rotas de exposição (como contato direto com o solo, inalação de partículas ou ingestão indireta), qualificação dos registros e padronização das informações coletadas em campo. A troca de experiências entre os profissionais permitiu o alinhamento metodológico e o fortalecimento das estratégias de investigação ambiental no território.

O objetivo principal do evento foi aprimorar o trabalho de campo dos agentes, qualificando a identificação e a caracterização dos pontos de exposição relacionados às rotas de contaminantes. Essa etapa é fundamental para subsidiar análises de risco, orientar medidas preventivas e apoiar a tomada de decisão em saúde pública. A importância da atividade reside na consolidação de práticas baseadas em evidências e no fortalecimento da Vigilância em Saúde Ambiental como instrumento estratégico de proteção da população. A qualificação contínua dos AVS amplia a capacidade de resposta frente a situações de risco não biológico, contribuindo para a promoção de ambientes mais seguros e saudáveis.

A ação está alinhada às diretrizes do Ministério da Saúde no que se refere à Vigilância em Saúde Ambiental e às estratégias do programa VIGISOLO, que orienta a identificação, avaliação e gerenciamento de áreas com potencial risco à saúde humana devido à contaminação do solo.

Fontes

  • Ministério da Saúde. Diretrizes da Vigilância em Saúde Ambiental.

  • VIGISOLO. Programa de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Solo Contaminado.

Curso de Libras para Profissionais da Atenção Primária da AP 5.1

Curso de LIBRAS fortalece a acessibilidade na Atenção Primária da AP 5.1

No dia 19 de março de 2026, a Área Programática 5.1 (AP 5.1) da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro realizou mais um importante passo na consolidação de práticas inclusivas com a 5ª Turma do Curso de LIBRAS – Básico I, voltado aos profissionais de saúde da Atenção Primária. A iniciativa integra as ações estratégicas da DAPS/CAP 5.1 e reafirma o compromisso institucional com a ampliação do acesso e a qualificação do cuidado às pessoas surdas no território. O curso é coordenado por Renata Reis e Viviane Lins, da Assessoria PSE/PICS/RAP da Saúde da Secretaria Municipal de Saúde – DAPS/CAP 5.1, com o apoio de Elvis Ferreira e Jaqueline Nascimento, apoiadores da Equipe de Acessibilidade/RAP da Saúde e Saúde Integral da População Negra (SIPN) – DAPS/CAP 5.1. A formação conta ainda com a participação fundamental de Willian Inácio e Yasmin Guimarães, apoiadores surdos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa da CAP 5.1, cuja atuação fortalece a perspectiva bilíngue e a valorização da experiência da comunidade surda no processo formativo.

A proposta do Curso de LIBRAS – Básico I é oferecer aos trabalhadores e trabalhadoras da Atenção Primária conhecimentos introdutórios sobre a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), sua estrutura linguística, aspectos culturais da comunidade surda e estratégias de comunicação no contexto dos serviços de saúde. O objetivo central é qualificar o atendimento, reduzir barreiras comunicacionais e promover maior autonomia e segurança às pessoas surdas usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS). A importância da iniciativa está diretamente relacionada ao princípio da equidade, um dos pilares do SUS. A comunicação é elemento essencial para o cuidado em saúde: impacta o acolhimento, o vínculo, a adesão ao tratamento e a compreensão das orientações clínicas. Ao investir na formação em LIBRAS, a AP 5.1 fortalece a humanização do atendimento e contribui para a efetivação do direito à saúde, assegurando que a pessoa surda seja atendida com respeito à sua língua e identidade cultural. Além de promover a inclusão, o curso também fomenta a Educação Permanente em Saúde, ampliando a sensibilidade das equipes para as dimensões da acessibilidade comunicativa e da diversidade no território. A presença de apoiadores surdos no processo formativo potencializa a troca de saberes, promove o protagonismo da comunidade surda e reforça a construção de práticas anticapacitistas e culturalmente competentes.

A realização da 5ª turma, em 19/03/2026, demonstra a continuidade e o fortalecimento da política de acessibilidade comunicativa na Atenção Primária da AP 5.1, consolidando um movimento institucional que reconhece a comunicação como ferramenta estratégica para a promoção da saúde integral.

Ao ampliar o repertório comunicacional dos profissionais e estimular a construção de serviços mais inclusivos, a CAP 5.1 reafirma seu compromisso com uma Atenção Primária resolutiva, humanizada e alinhada aos marcos legais que garantem os direitos linguísticos da pessoa surda no Brasil.

Fontes

  • Lei nº 10.436 de 2002 – Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e dá outras providências.

  • Decreto nº 5.626 de 2005 – Regulamenta a Lei nº 10.436/2002, estabelecendo a obrigatoriedade da acessibilidade comunicativa e da formação em LIBRAS.

  • Ministério da Saúde – Princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

  • Ministério da Educação – Diretrizes sobre educação bilíngue para surdos e reconhecimento da LIBRAS como língua oficial da comunidade surda brasileira.

Encontro Locorregional – PMMs da AP 5.1 – 2º Encontro

Nos dias 17 e 18 de março, das 14h às 17h, foi realizado no auditório do espaço OTICS o Encontro Locorregional – PMMs da AP 5.1, reunindo cerca de 30 profissionais do Programa Mais Médicos. O segundo dia marcou o encerramento das atividades, consolidando o processo de qualificação e aprofundamento das discussões sobre o manejo do HIV na Atenção Primária à Saúde (APS), tema estratégico para o fortalecimento do cuidado integral no Sistema Único de Saúde (SUS). A programação, conduzida por Priscila Mafra, Responsável Técnica médica da CAP 5.1, em conjunto com supervisores acadêmicos do Programa Mais Médicos, manteve o foco na troca de experiências, atualização técnica e alinhamento das práticas assistenciais. No decorrer do segundo dia, foram retomados e aprofundados temas essenciais, como prevenção, diagnóstico precoce, acompanhamento clínico, adesão ao tratamento e estratégias de redução de vulnerabilidades, permitindo a consolidação do aprendizado e o esclarecimento de dúvidas a partir das vivências dos profissionais no território.

O objetivo principal do encontro foi alcançado ao promover a qualificação dos profissionais para uma atuação mais resolutiva e integrada no cuidado às pessoas vivendo com HIV, fortalecendo a APS como porta de entrada preferencial do sistema de saúde. O momento de encerramento também possibilitou a sistematização das discussões e o reforço do compromisso com a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos no cotidiano dos serviços.

A relevância da abordagem do HIV na APS é amplamente reconhecida nas políticas públicas e na literatura científica. O Ministério da Saúde destaca que a organização da linha de cuidado para HIV/Aids é fundamental para ampliar o acesso ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento contínuo dos usuários. Além disso, evidências apontam que a atuação da Estratégia Saúde da Família contribui significativamente para a redução da mortalidade por aids no Brasil, reforçando o papel central da atenção primária no enfrentamento da epidemia. Estudos também indicam que a APS é essencial para a prevenção, rastreamento e cuidado integral, considerando os determinantes sociais e clínicos envolvidos.

Dessa forma, o encerramento do Encontro Locorregional reafirma o compromisso com a educação permanente em saúde e com a qualificação dos profissionais do Programa Mais Médicos, contribuindo para uma assistência mais humanizada, resolutiva e baseada em evidências no enfrentamento do HIV no território.

Fontes:

  • Ministério da Saúde – Linha de Cuidado HIV/Aids

  • Instituto de Saúde Coletiva da UFBA – Impacto da Estratégia Saúde da Família na redução da mortalidade por aids

  • Revisão sistemática sobre a importância da Atenção Primária na prevenção e tratamento do HIV