Reunião de Apoio no Processo de Enfermagem

Na manhã de 30/01/2025, na sala de tutoria da OTICS Bangu, turno da manhã, tivemos a reunião de apoio na condução dos processos de enfermagem, participaram do encontro 3 profissionais da CAP 5.1, o assunto abordado foi processo de trabalho da enfermagem, com objetivo discutir os processos e traçar condutas frente aos problemas, o público alvo foram, gestor do CMS Manoel Guilherme da Silveira Filho, CAP 5.1 e  representante do Instituto Gnosis. A responsável pela reunião foi, Vanessa Henriques – Enfermeira da CAP 5.1.

Os processos de enfermagem na Atenção Básica (AB) são a Sistematização da Assistência de Enfermagem(SAE) e o Protocolo de Enfermagem.
Reunião de Apoio no Processo de Enfermagem
Os processos de enfermagem na Atenção Básica (AB) são a Sistematização da Assistência de Enfermagem(SAE) e o Protocolo de Enfermagem.
A SAE é um instrumento metodológico que orienta o cuidado de enfermagem e a documentação da prática profissional. O Protocolo de Enfermagem é um instrumento que orienta o cuidado de enfermagem e a documentação da prática profissional. 

As etapas da SAE são: Coleta de dados de enfermagem, Diagnóstico de enfermagem, Planejamento de enfermagem, Implementação, Avaliação de enfermagem. 

O enfermeiro da AB tem como função assistir a indivíduos, famílias e comunidades, promovendo, mantendo e recuperando a saúde.

Algumas das ações do enfermeiro da AB são: 

  • Realizar consultas de enfermagem
  • Solicitar exames complementares
  • Prescrever medicamentos
  • Produzir projetos terapêuticos
  • Gerenciar a equipe de enfermagem
  • Participar de campanhas de promoção da saúde

No Brasil, a Atenção Primária à Saúde (APS) ou Atenção Básica (AB) possui uma trajetória de ampla expansão e desenvolvimento em busca de sua consolidação, alcançando inclusive uma concepção de equivalência entre esses dois termos (BRASIL, 2017). Nesse processo, a Enfermagem ocupa uma histórica e importante inserção, o que vem a exigir-lhe uma constante busca pela qualidade do cuidado prestado por seus profissionais, obtida não somente pelas vias de uma formação de qualidade, mas com a adoção de tecnologias e instrumentos que estabeleçam diretrizes que possam nortear e qualificar as suas práticas, como exemplo, os protocolos. O protocolo caracteriza-se como a descrição de uma situação específica de assistência/cuidado, contendo a operacionalização e a especificação sobre o que, quem e como se faz, orientando e respaldando os profissionais em suas condutas para a prevenção, recuperação ou reabilitação da saúde (PIMENTA, 2015).
Na estruturação de um protocolo, alguns aspectos devem ser observados, tais como: finalidade, público-alvo, as linhas de cuidado prioritárias, evidências científicas e os princípios éticos e legais que o norteiam. O uso de protocolos apresenta várias vantagens, promove maior segurança aos usuários e profissionais, estabelece limites de ação e cooperação entre os envolvidos, reduz a variabilidade do cuidado, norteia o profissional para a tomada de decisão em relação às condutas, incorpora novas tecnologias, respalda legalmente as ações, dá maior transparência e controle dos custos, dentre outras (PIMENTA, 2015).

O Ministério da Saúde emite um vasto número de normas, diretrizes, manuais, dentre eles, os Cadernos de Atenção Básica, no intuito de orientar o processo de trabalho e o cuidado em saúde, no entanto se faz necessário determinar condutas específicas para cada categoria profissional. Somada a isso, a grande extensão territorial do nosso país, com diversidades culturais, sociais, epidemiológicas, demográficas, econômicas, políticas e de cunho assistencial, justifica a elaboração e implantação de Protocolos de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde, contemplando as peculiaridades regionais e orientando as práticas de cuidado.

Fonte: https://www.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/Diretrizes-para-elabora%C3%A7%C3%A3o-de-protocolos-de-Enfermagem-.pdf