Qualificação Operacional para Agentes de Vigilância em Saúde – AP 5.1

AP 5.1 promove qualificação operacional para Agentes de Vigilância em Saúde

Encontro reuniu 45 profissionais para atualização sobre atribuições, rotinas de trabalho, vigilância ambiental e integração com a Atenção Primária

No dia 18 de agosto de 2026, das 8h às 17h, foi realizada, no auditório da OTICS, a atividade “Qualificação operacional e atribuições do cargo dos Agentes de Vigilância em Saúde da AP 5.1”. O encontro reuniu 45 Agentes de Vigilância em Saúde (AVS) da Área de Planejamento 5.1 (AP 5.1), em uma programação voltada à atualização profissional, ao alinhamento de processos e ao fortalecimento das ações de Vigilância em Saúde no território. O evento teve como objetivo qualificar e atualizar os profissionais sobre as novas atribuições, a rotina operacional e os fluxos de trabalho dos Agentes de Vigilância em Saúde da AP 5.1, fortalecendo a atuação integrada das equipes e contribuindo para a melhoria das ações desenvolvidas junto à população.

A construção e organização da atividade foram conduzidas por Ricardo Nascimento da Silva, Sub-responsável Técnico da Vigilância Ambiental da AP 5.1, que também integrou a programação como palestrante.

Integração e atualização para fortalecer o trabalho no território

A programação teve início com as boas-vindas e a abertura da reciclagem, conduzidas por Isabela Souza e Nilson Rabelo, preparando os participantes para um dia de troca de conhecimentos e atualização das práticas profissionais.

Na sequência, Isabela Souza abordou “A importância da integração dos agentes na Atenção Primária na ótica da DVS”, destacando a necessidade de fortalecer a articulação entre os Agentes de Vigilância em Saúde e os demais profissionais e serviços da Atenção Primária.

Rafael Pinheiro apresentou conteúdos relacionados aos conceitos de Vigilância em Saúde Ambiental (VSA), incluindo a definição e as implicações dos fatores de risco biológico e não biológico, além das atribuições do AVS no contexto do município do Rio de Janeiro.

Na abordagem prática das atividades de campo, Paulo Bueno falou sobre a rotina do trabalho de campo e o preenchimento da ficha de investigação ambiental, enquanto Josimar apresentou a qualificação em Ovitrampa, ferramenta utilizada nas ações de monitoramento e vigilância do Aedes.

Programação da tarde amplia conhecimentos técnicos

No período da tarde, a qualificação prosseguiu com temas diretamente relacionados às atividades desenvolvidas pelos agentes no território.

Cicero abordou a supervisão e o trabalho de campo, destacando aspectos importantes para o acompanhamento e a organização das atividades realizadas pelas equipes.

Neemias apresentou conteúdos sobre geoprocessamento, recurso importante para a organização e análise das informações territoriais e para o planejamento das ações de Vigilância em Saúde.

Na sequência, Viviana e Eduardo falaram sobre a rotina de trabalho de campo, marcação de quarteirão, percepção do agente para outros agravos e integração dos AVS na Clínica na perspectiva do agente, reforçando a importância do olhar do profissional sobre o território e da integração com os serviços de saúde.

Um dos momentos da programação foi dedicado ao SINAN, bloqueio, Ouvidoria e 1746. Luciana, Ricardo Nascimento da Silva e Silvana abordaram o preenchimento do relatório de atendimento e da FAD 07 (SINAN), a importância da realização dos bloqueios, o preenchimento de relatórios da Ouvidoria com todas as informações necessárias e as abordagens para um atendimento de qualidade no 1746, além do esclarecimento de dúvidas relacionadas aos sistemas.

Encerrando a programação técnica, Raphael, Vera e Igor apresentaram conteúdos sobre Pontos Estratégicos, larvicida e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), laboratório e preenchimento de boletins no contexto do VIGIDADOS, além da discussão sobre pontos críticos.

Qualificação permanente fortalece a Vigilância em Saúde

A diversidade de temas apresentados ao longo do encontro possibilitou aos participantes revisitar procedimentos, atualizar conhecimentos técnicos e discutir situações presentes na rotina dos Agentes de Vigilância em Saúde. A iniciativa também reforça a importância da educação permanente dos profissionais, especialmente em uma área que exige conhecimento do território, identificação de riscos, registro adequado das informações, trabalho integrado e capacidade de resposta diante de diferentes situações de saúde.

Segundo o Ministério da Saúde, a Vigilância em Saúde Ambiental atua na identificação e no monitoramento de fatores ambientais que podem interferir na saúde humana, subsidiando ações de promoção da saúde, prevenção e controle de riscos e agravos. A atuação articulada das equipes e o conhecimento das características do território são fundamentais para o planejamento e a execução dessas ações. Ministério da Saúde — Vigilância em Saúde e Ambiente

A Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS) estabelece a Vigilância em Saúde como um processo contínuo e sistemático de coleta, análise e disseminação de informações sobre eventos relacionados à saúde, com o objetivo de orientar medidas de prevenção e controle de riscos, doenças e agravos. Ministério da Saúde — Política Nacional de Vigilância em Saúde

Nesse contexto, a qualificação realizada pela AP 5.1 representa uma importante estratégia para fortalecer as competências dos Agentes de Vigilância em Saúde, aprimorar os processos de trabalho e ampliar a integração com a Atenção Primária, contribuindo para uma atuação cada vez mais qualificada e articulada no território.

Ao reunir conteúdos teóricos, procedimentos operacionais e experiências relacionadas ao cotidiano dos profissionais, o encontro reafirmou o compromisso com a qualificação permanente das equipes e com o fortalecimento das ações de Vigilância em Saúde no município do Rio de Janeiro.

 

 

OTICS BANGU