No dia 14 de abril, das 16h às 17h, foi realizada, na sala de reunião da OTICS, uma agenda de trabalho voltada ao fortalecimento de iniciativas no campo da saúde pública, com foco no PET Saúde, na Vigilância Popular e nas emergências climáticas. O encontro contou com a participação de quatro integrantes e teve como objetivo central organizar e discutir a viabilidade de um projeto articulado entre a Vigilância Ambiental e a Divisão de Vigilância em Saúde (DVS), buscando ampliar estratégias de enfrentamento a desastres e eventos climáticos extremos no território. Durante a reunião, foram debatidas propostas relacionadas à construção da Vigilância Popular, compreendida como um importante instrumento de participação social e de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa abordagem valoriza o conhecimento dos territórios e a atuação conjunta entre profissionais de saúde e comunidade, contribuindo para a identificação precoce de riscos e para a construção de respostas mais eficazes diante de situações de emergência.
A discussão sobre emergências climáticas destacou a crescente relevância do tema no contexto atual, marcado pelo aumento da frequência e intensidade de eventos extremos, como enchentes, ondas de calor e deslizamentos. Esses fenômenos impactam diretamente as condições de saúde da população, exigindo planejamento integrado, ações intersetoriais e o fortalecimento das vigilâncias em saúde para prevenção, mitigação e resposta rápida.

A importância da iniciativa está alinhada às diretrizes nacionais e internacionais que reconhecem as mudanças climáticas como um dos principais desafios para a saúde pública no século XXI. Nesse sentido, o encontro reforçou a necessidade de desenvolver planos de enfrentamento de desastres que considerem as especificidades locais, promovendo maior resiliência dos territórios e proteção das populações mais vulneráveis. A atividade foi conduzida por Isabela Sousa, representante da DVS, e Ney Jr, da área de Risco Não Biológico, que vêm atuando na articulação de estratégias voltadas à vigilância e à promoção da saúde em contextos de risco. A iniciativa contribui para o fortalecimento das ações de vigilância em saúde no território, incentivando práticas colaborativas e inovadoras no âmbito da gestão do SUS.

Como referências para o desenvolvimento das discussões, destacam-se documentos e diretrizes do Ministério da Saúde, como a Política Nacional de Vigilância em Saúde, além de publicações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre mudanças climáticas e saúde, e materiais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que abordam vigilância popular e impactos socioambientais na saúde. Esses referenciais reforçam a importância da integração entre vigilância, participação social e planejamento estratégico frente aos desafios impostos pelas emergências climáticas.
