No dia 24 de março de 2026, no turno da tarde, foi realizada uma atividade voltada à qualificação das práticas em saúde, com foco na acessibilidade comunicativa e na promoção da saúde integral da população negra. A ação contou com a participação de Willian Inácio e Yasmin Guimarães, administrativos surdos da Equipe de Acessibilidade Comunicativa, além de Elvis Ferreira, apoiador da Equipe de Acessibilidade Comunicativa, da Rede de Adolescentes e Jovens Promotores (RAP) da Saúde e Saúde Integral da População Negra – DAPS/CAP 5.1.

O encontro teve como objetivo fortalecer o acesso equitativo aos serviços de saúde, por meio da sensibilização e capacitação dos profissionais quanto à importância da comunicação inclusiva, especialmente para pessoas surdas, e à necessidade de implementação de práticas que considerem as especificidades e vulnerabilidades da população negra. A atividade também buscou promover a reflexão sobre o cuidado integral, alinhado aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), como universalidade, equidade e integralidade.
Durante a atividade, foram abordados temas relacionados à acessibilidade comunicativa nos serviços de saúde, destacando a importância da utilização de estratégias adequadas, como a Língua Brasileira de Sinais (Libras), para garantir o direito à informação e ao cuidado em saúde. Além disso, discutiu-se a saúde integral da população negra, com ênfase no enfrentamento das desigualdades raciais, no reconhecimento do racismo estrutural como determinante social da saúde e na promoção de práticas antirracistas no cotidiano dos serviços.

A relevância da temática é amplamente respaldada por políticas públicas e evidências científicas. O Ministério da Saúde, por meio da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, destaca a necessidade de enfrentar as iniquidades raciais no SUS e promover ações que garantam atenção integral a essa população. Da mesma forma, a acessibilidade comunicativa é reconhecida como um direito fundamental das pessoas com deficiência, sendo essencial para assegurar o acesso universal e igualitário aos serviços de saúde. Estudos apontam que barreiras comunicacionais impactam diretamente a qualidade do cuidado, podendo comprometer o diagnóstico, o tratamento e a adesão dos usuários.
Assim, iniciativas como essa reforçam o compromisso institucional com a promoção da equidade, da inclusão e da humanização no cuidado em saúde, contribuindo para a construção de um sistema mais acessível, justo e sensível às diversidades da população.

Fontes:
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Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde Integral da População Negra
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Ministério da Saúde – Diretrizes de Atenção à Pessoa com Deficiência no SUS
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Organização Mundial da Saúde (OMS) – Determinantes Sociais da Saúde e Equidade
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Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015)