Reunião de Gestão Enfrentamento de Desastres

Reunião de Gestão fortalece comunicação oportuna para enfrentamento de desastres na CAP 5.1

No dia 11 de fevereiro de 2026, das 11h às 12h, foi realizada na Sala de Tutoria da OTICS (reunião remota) a Reunião de Gestão sobre Comunicação Oportuna de Desastres, que contou com a participação de aproximadamente 30 pessoas, entre participantes presenciais e remotos. O encontro foi direcionado aos Gestores das Unidades de Saúde do território da CAP 5.1. A atividade foi conduzida por Ney Jr., Paulo Bueno e Renata Paula (Risco Não Biológico), Julian e Juliane (URR) e Isabela Souza (DVS), reunindo representantes estratégicos para o fortalecimento das ações de vigilância e resposta em situações de emergência. O principal objetivo da reunião foi potencializar e qualificar a comunicação dos territórios diante de eventos de chuvas fortes, a partir da gestão das unidades de saúde, garantindo agilidade na disseminação de informações, organização dos fluxos e atuação integrada entre os serviços.

Assuntos abordados durante o encontro, foram, a importância da comunicação oportuna e padronizada em situações de desastres; estratégias de alerta e alinhamento entre os pontos focais das unidades; organização de fluxos internos e externos de informação; atuação da Vigilância em Saúde frente aos riscos não biológicos, especialmente relacionados a eventos climáticos extremos; integração entre DVS, URR e gestão local para resposta rápida e eficaz.

Os desastres classificados como riscos não biológicos — como enchentes, deslizamentos, tempestades, ondas de calor e outros eventos climáticos extremos — impactam diretamente a saúde pública, podendo ocasionar traumas, agravos respiratórios, doenças relacionadas à água contaminada, interrupção de tratamentos contínuos e sobrecarga da rede assistencial.

A Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS), instituída pela Resolução nº 588/2018 do Conselho Nacional de Saúde, estabelece a vigilância de emergências em saúde pública, incluindo desastres, como componente essencial do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Ministério da Saúde, por meio do Plano de Resposta às Emergências em Saúde Pública e das diretrizes da Vigilância em Saúde Ambiental, reforça que a comunicação oportuna e a articulação intersetorial são estratégias fundamentais para redução de danos e organização das respostas locais.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) destacam que sistemas de alerta precoce, fluxos de comunicação bem definidos e coordenação entre gestores são determinantes para minimizar impactos à saúde em situações de emergência e desastres.

No âmbito nacional, a Lei nº 12.608/2012, que institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC), também reforça a importância da integração entre setores e da disseminação rápida de informações para prevenção e resposta a desastres.

A realização da reunião reafirma o compromisso da Divisão de Vigilância em Saúde (DVS) e da gestão da CAP 5.1 com a preparação e resposta qualificada frente a eventos climáticos extremos, especialmente no período de chuvas intensas.

Ao fortalecer os fluxos de comunicação e alinhar estratégias entre gestores das unidades de saúde, o território amplia sua capacidade de resposta, promovendo maior segurança para profissionais e usuários, além de garantir assistência organizada e baseada em protocolos oficiais.

Investir em comunicação oportuna é investir em prevenção, proteção e cuidado com a população.

Fontes

  • BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Vigilância em Saúde (Resolução CNS nº 588/2018).

  • BRASIL. Lei nº 12.608/2012 – Institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC).

  • Ministério da Saúde. Plano de Resposta às Emergências em Saúde Pública.

  • Organização Mundial da Saúde (OMS). Health Emergency and Disaster Risk Management Framework.

  • Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Gestão do risco de desastres em saúde.