OTICS Bangu sedia confraternização de pacientes ostomizados da Policlínica Manoel Guilherme da Silveira Filho
Na tarde do dia 27 de novembro, o auditório da OTICS Bangu recebeu os pacientes ostomizados da Policlínica Manoel Guilherme da Silveira Filho para um evento especial de confraternização. A atividade foi organizada pela equipe de saúde do setor de ostomia da unidade e teve como responsável a enfermeira Jusilene, profissional que atua no cuidado e acompanhamento contínuo desses pacientes. O encontro contou com a participação de empresas fornecedoras de bolsas de ostomia, que apresentaram orientações atualizadas sobre produtos e cuidados, além de esclarecer dúvidas sobre materiais e adaptações necessárias ao dia a dia. O evento também foi marcado por depoimentos emocionantes de pacientes, que compartilharam suas trajetórias ao longo do tratamento, destacando desafios enfrentados, dificuldades superadas e conquistas pessoais. O principal objetivo da confraternização foi fortalecer a rede de apoio aos pacientes ostomizados, criando um espaço de troca, acolhimento e integração entre usuários, profissionais de saúde e fornecedores. Além disso, buscou-se promover maior autonomia dos pacientes, oferecer orientações qualificadas e aproximar ainda mais as equipes de cuidado das necessidades reais do público atendido.

Importância do encontro
A iniciativa é fundamental para:
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incentivar o protagonismo dos pacientes em seu processo de reabilitação;
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reduzir o estigma e promover qualidade de vida;
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fortalecer vínculos entre equipe, usuários e familiares;
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atualizar informações sobre materiais e boas práticas de cuidado;
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proporcionar um momento de integração, escuta e valorização das histórias de cada paciente.

A ação reforça o compromisso da Policlínica Manoel Guilherme da Silveira Filho e da CAP 5.1 com o cuidado humanizado, a educação em saúde e a construção de um atendimento cada vez mais acolhedor e inclusivo.

O dia 16 de novembro é o Dia Nacional dos Ostomizados. A data foi criada pela Lei número 11.506/2007, em homenagem a fundação da Sociedade Brasileira dos Ostomizados (Abraso), e tem o objetivo de divulgar informações que contribuam para combater o preconceito contra as pessoas que utilizam o procedimento da ostomia. De acordo com a Abraso, existem cerca de 50.000 ostomizados no Brasil.

Ostomizados são pessoas que devido a má formação congênita, tumores intestinais, doença inflamatória intestinal, traumas abdominais, entre outras causas, foram submetidas a um procedimento cirúrgico para a abertura de um orifício, conhecido como ostoma, para a saída de fezes ou urina. A enfermeira do Centro de Concessão de Órtese e Prótese do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), Vanessa Mesquita, explica que os estomas podem estar relacionados ao sistema digestório e ao sistema urinário. “A denominação do estoma está ligada à posição anatômica em que foi confeccionado. As ileostomias são estomas no intestino delgado e as colostomias, são estomas no intestino grosso. Se a abertura for realizada no sistema urinário é chamada de urostomias”, afirma. Estas ostomias podem ser temporárias, quando o caminho normal do intestino, por exemplo, pode ser reconstruído após tratamento da doença, ou definitivas, se não existir possibilidade de reverter à confecção do estoma devido a amputação do reto.

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